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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Janeiro, teste para o orçamento

Categoria: Consumo, educação, Impostos, Investimentos, Renda

Roberta Scrivano

Todo começo de ano é igual para algumas famílias: os gastos acumulados no Natal e férias somam-se às despesas típicas do início do ano. Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), matrícula e material escolar dos filhos. Equacionar essa conta pode ser difícil. A seguir, leia as recomendações de especialistas em finanças pessoais para lidar melhor com as dívidas.

Pagar o vencido ou a vencer
Via de regra, os juros que se paga nas dívidas são maiores do que os juros recebidos nas aplicações financeiras. Por isso, afirmam especialistas, a prioridade deve ser, sempre, a quitação da dívida. “Pagar o vencido é quase sempre a melhor alternativa”, diz Mauro Calil, educador financeiro. “E depois, quando chegar as outras contas, deve se verificar o que é possível ser feito”, emenda. O educador salienta a importância de se programar para os gastos no início do ano. Ele lembra que é possível saber com antecedência qual será o valor dos débitos e, portanto, o planejamento para a quitação é mais fácil de ser feito.

Pagar a vista ou dividir
Especialistas são unânimes na recomendação de pagamento à vista dos dois impostos. Isso porque o desconto para a quitação de uma vez é significativo. “Pague sempre à vista e com desconto”, diz Reinaldo Domingos, autor do livro ‘Livre-se das Dívidas’.

Cada Estado, no caso do IPVA, ou cada município no caso do IPTU, tem um porcentual de desconto. Em São Paulo, por exemplo, quem pagar o IPVA à vista terá 3% de deságio. No IPTU paulistano o desconto é de 6%. Calil mais uma vez usa a lógica da rentabilidade dos investimentos para justificar a recomendação de pagamento à vista. “Vamos colocar como base a caderneta de poupança: você consegue lucrar 0,5% ao mês. Então, em três meses, que é o período que os impostos podem ser divididos, você lucraria 1,5%. Ou seja, o desconto para pagamento é mais vantajoso do que manter o dinheiro na aplicação”, comenta.

Economia no material escolar
Mais do que pagar à vista, no caso de compras do material escolar o mais importante é pesquisa para conseguir produtos mais baratos. Mauro Calil dá como exemplo o preço de uma simples borracha para apagar grafite. “Quando for comprar uma borracha, você pode pagar R$ 2 ou R$ 0,50. Daí você vai dizer: poxa, mas R$ 1,50 de desconto? Isso mesmo. É um desconto de 75%. Que investimento paga isso?”, questiona. Fazer o pagamento parcelado, se não houver incidência de juros, pode ser vantajoso. Mas com a quitação à vista, é possível ainda negociar algum desconto.

Termine 2012 no azul
Tomar de lição o que ocorreu no decorrer de 2011 para não repetir os mesmo erros em 2012 é a primeira recomendação dada por especialistas em finanças pessoais. “É preciso fazer o diagnóstico financeiro anualmente”, diz Domingos. Esse diagnóstico também é recomendado por Calil. Ele detalha que a avaliação deve ser feita para saber por qual ralo o dinheiro está indo embora. “Dessa forma você detecta se de repente é preciso abaixar o padrão de vida e, de forma mais modesta, viver melhor.” Cancelar o cheque especial é outra dica de Domingos. Além disso, reduzir o limite do cartão de crédito é prudente para quem está com dificuldades financeiras.

Fábio Moraes, diretor de Educação Financeira da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), comenta que o primeiro passo para evitar o endividamento é ter controle sobre o dinheiro. “Isso envolve dois caminhos, primeiro verificar um possível aumento de renda, por exemplo, com uma mudança de emprego ou outra atividade que garanta uma renda extra; e segundo, avaliar os gastos do mês e classificar as despesas em essenciais ou supérfluas”, diz.

Se sobrou dinheiro, invista
Sempre que sobrar algum dinheiro, ele deve ser remetido a alguma aplicação financeira. Para quem está começando, a poupança já é uma boa alternativa. “Os investimentos sempre obedecem alguns princípios de quantia financeira, prazo e objetivo”, salienta o educador financeiro Calil. “Se você tem pouco dinheiro, há alguns tipos de aplicação. Se o prazo é curto, é melhor optar pela renda fixa. Se há prazo longo, daí sim opte por renda variável”, emenda o especialista.

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