Inflação fecha o ano no teto da meta, em 6,5%
- 7 de janeiro de 2012 |
- 8h03 |
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Categoria: Consumo, Inflação, Serviços, Trabalho
Daniela Amorim
A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou no teto da meta do governo em 2011, de 6,5%. Embora tenha sido comemorada pela equipe econômica, a taxa foi a mais alta desde 2004. O aumento da renda e a expansão do emprego foram apontados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como os principais estímulos à inflação no ano.
O dado preocupa, porque tanto o rendimento do trabalhador quanto o mercado de trabalho devem continuar fortes em 2012. Além disso, o salário mínimo acaba de ser reajustado, o que indica mais pressões inflacionárias pela frente.
“A inflação veio mais forte no primeiro semestre, e a demanda aquecida foi o principal fator para o aumento dos preços. A causa foi a demanda interna, e a pressão deve continuar em 2012”, diz Bruno Brito, analista da Tendências Consultoria Integrada.
A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos da linha branca — fogões, geladeiras e máquinas de lavar — na reta final de 2011 foi fundamental para impedir que o aumento de preços ficasse acima do limite máximo esperado pelo governo para o ano.
Com os eletrodomésticos mais baratos em dezembro, os artigos de residência caíram 0,87% em dezembro, o que puxou o IPCA do mês para baixo em 0,03 ponto porcentual e suavizou o impacto do aumento dos alimentos e vestuário. A inflação no grupo alimentação e bebidas foi responsável por 58% do IPCA no mês.
“Na verdade, esses dois grupos apresentaram certa influência sazonal. Artigos de vestuário foi a demanda das festas de fim de ano. Alimentos também. Ficaram mais caros carnes e frango, produtos que são cíclicos de churrasco, de comemoração de fim de ano e de trabalho. As bebidas também aumentaram”, disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.
No entanto, a alta dos alimentos foi menor do que a esperada pelo mercado, assim como a variação nula dos preços do grupo transportes. As passagens aéreas, que subiram 52,91% em 2011, tiveram recuo de 2,05% em dezembro.
Também contribuíram para segurar a inflação do grupo os preços mais baixos de automóveis usados e seguro voluntário.
Os preços administrados também contribuíram com boa parte do IPCA de 2011: 28% da taxa. Entre os itens que subiram mais estão taxas de água e esgoto, gás encanado, ônibus urbano, táxi e energia elétrica residencial.
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