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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Inflação de janeiro sobe para 0,56%

Categoria: Consumo, Indicadores, Inflação

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,56% em janeiro, ante 0,50% medidos em dezembro, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi a maior taxa para o indicador desde abril do ano passado (0,77%). No entanto, o índice mostrou, no mês passado, a menor taxa para mês de janeiro desde 2009 (0,48%), ano em que a economia brasileira começou a sofrer, de forma mais intensa, o impacto da crise global.

Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 6,22%. A inflação acumulada em 12 meses é a menor taxa neste tipo de comparação desde março de 2011 (6,30%), disse a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.

A técnica classificou como positiva esta informação – mesmo que o índice tenha acelerado na margem, de 0,50% para 0,56%, de dezembro para janeiro. Até o momento, a taxa em 12 meses encontra-se dentro do intervalo da meta inflacionária para este ano, cujo teto vai até 6,50%.

As maiores contribuições para o IPCA de janeiro partiram dos aumentos de preços em alimentação e bebidas (0,86%) e em transportes (0,69%), segundo informou o IBGE. As duas classes de despesa, juntas, responderam com 0,34 ponto porcentual do índice do primeiro mês do ano.

Isso, na prática, fez com que os dois grupos fossem responsáveis por 61% do IPCA de janeiro. Em termos de contribuição, em pontos porcentuais, os alimentos ficaram com 0,20 ponto porcentual; e os transportes, com 0,14 ponto porcentual.

Este foi o primeiro resultado do índice, referência no sistema de metas de inflação, após mudanças nas ponderações dos produtos pesquisados. Os novos pesos foram atualizadas com base na estrutura de consumo dos brasileiros apurada pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008 e 2009. Os pesos anteriores levavam em consideração a POF anterior, de 2002 e 2003.

Mais peso
Televisores e computadores estão em alta nos novos hábitos de consumo do brasileiro, e passam a pesar mais na inflação, em contraponto a educação e cinema.

O aumento da renda do trabalhador na última década levou à formação de uma “nova classe C”. Estas famílias diversificaram suas compras, antes concentradas mais em alimentos, explica Eulina. “Pudemos notar mais consumo de duráveis”, acrescenta a coordenadora do IBGE.

Dentro do IPCA, subiram os pesos de TV (de 0,10% para 0,30%); DVD (de 0,03% para 0,09%); e os PC (de 0,12% para 0,41%).

O maior apetite por microcomputadores elevou a importância do acesso à internet, que triplicou no cálculo da inflação, saltando de 0,10% para 0,31%. Ao mesmo tempo, a possibilidade de downloads de filmes via computador diminuiu a ida do brasileiro ao cinema. Tanto que o peso de ingressos diminuiu de 0,30% para 0,18%.

Um dos aspectos mais curiosos foi a perda de força, na inflação, de cursos regulares de educação, que caiu de 5,01% para 2,75%. “Mas a nova classe C continua a usar mais a escola pública.”

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