Inadimplência recua 0,4% em janeiro
- 10 de fevereiro de 2012 |
- 12h47 |
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Categoria: Agenda, Análise, comércio, Crédito
A inadimplência do consumidor brasileiro recuou 0,4% em janeiro em relação ao mês anterior, segundo aponta o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor. Porém, na comparação anual, houve alta de 16,6%.
O principal fator para a redução no indicador foi a utilização do 13º salário para o pagamento de dívidas, de acordo com a Serasa. Desde o terceiro trimestre de 2011, o consumidor mais endividado tem priorizado a quitação de suas despesas. Além do abono de final de ano, a queda dos juros e da inflação ajudaram a dar um fôlego no orçamento familiar, segundo economistas da Serasa.
Na decomposição do indicador, as dívidas com os bancos e os cheques sem fundos puxaram o recuo do indicador, com queda de 2,3% (-1,2% ponto porcentual) e 8,1% (-0,8% ponto porcentual), respectivamente. Já as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadoras de serviços como telefonia, energia elétrica e água) e os títulos protestados contribuíram para que a inadimplência não caísse ainda mais, com crescimento de 3,5% e 16,9% e contribuição de 1,4% e 0,2%, respectivamente.
Apesar do recuo, dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontam um aumento do calote de valores intermediários no comércio. Entusiasmados com a redução do IPI sobre eletrodomésticos, que foi bem recebida pelos lojistas, em dezembro passado, consumidores se apressaram a comprar novos bens para equipar suas casas.
O movimento, porém, acabou criando um efeito negativo. No primeiro mês deste ano, aumentou a inadimplência de valores intermediários devidos ao comércio, justamente onde estão acomodadas as prestações da maior parte dos utensílios domésticos, segundo avaliação feita pelo presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior.
Valores
Para se ter uma ideia, as dívidas em atraso entre R$ 50,01 e R$ 100,00 passaram de 23,38% do total da inadimplência em janeiro de 2011 para 35,28% no mês passado. Movimento semelhante apresentou a faixa entre R$ 100,01 e R$ 250,00, que saltaram de 25,21% em janeiro de 2011 para 33,32% no mês passado.
Juntas, essas duas fatias representam 68,60% do total do calote no setor. “Levando-se em conta que um eletrodoméstico pode custar R$ 1.000,00, as parcelas divididas em até 10 vezes encaixam exatamente nesses valores, o que nos leva a crer que o aumento se deveu às vendas desses equipamentos”, considerou o presidente da CNDL.
Já as parcelas de inadimplências com valores mais próximas ao extremo foram reduzidas em janeiro deste ano em relação ao mesmo mês de 2011. As de R$ 0,01 a R$ 50,00 diminuíram de 24,94% para 13,13% no período. As de R$ 250,01 a R$ 500,00 foram reduzidas de 12,24% para 10,88% e as que são acima de R$ 500,00 passaram de 14,24% para 7,24%.
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