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Quinta-feira, 02 de Outubro de 2014
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Greve dos bancários para 25% das agências

Categoria: Trabalho

O primeiro dia de greve dos bancários afetou o funcionamento de quase 25% das agências bancárias do País. Segundo o balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), divulgado ontem, 5.132 das 21.713 agências existentes não funcionaram em 26 Estados e no Distrito Federal. Em 2011, o primeiro dia da greve tinha atingido 4.191 agências.
“O resultado do primeiro dia de greve foi muito bom. Foi uma resposta ao silêncio dos bancos que não fizeram nenhuma proposta desde o dia 28 de agosto”, disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. A greve continua hoje.

Entre as principais reivindicações dos bancários, estão reajuste salarial de 10,25% – aumento real de 5% –, piso salarial de R$ 2.416,38. Nas negociações, os bancos ofereceram reajuste salarial de 6% (0,58% de aumento real) e piso salarial de R$ 2.014,38 para os trabalhadores que exercem a função de caixa.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) – braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) – diz que está aberta ao diálogo. “Esperamos que a Contraf parta desta proposta que fizemos e diga quais os ajustes que precisam ser feitos para que possamos consultar os bancos”, disse Magnus Ribas Apostólico, diretor de Relações do Trabalho da Fenaban.

Em São Paulo, principal centro financeiro do País, a greve teve a adesão de 20,8 mil trabalhadores, em 651 locais de trabalho, sendo 21 centros administrativos. O número ficou abaixo do verificado no ano passado, quando a paralisação teve a participação de 21,1 mil bancários.
“O resultado do primeiro dia ficou dentro do esperado. Esse número menor acaba mudando por causa dos locais escolhidos para a concentração”, disse Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

Na quinta-feira, está programada uma manifestação na Avenida Paulista em frente a uma unidade do Banco do Bradesco, com outras categorias que estão em negociação salarial neste segundo semestre. Na parte da tarde, vai ocorrer uma assembleia para definir o futuro da paralisação.

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