Gasto com reforma sobe mais que inflação
- 1 de setembro de 2011 |
- 23h10 |
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Categoria: Construção, Indicadores, Inflação
Gisele Tamamar
Comprar material de construção ficou, em média, 3,8% mais caro nos sete primeiros meses do ano na cidade de São Paulo. O índice está acima da inflação geral, de 3,5% no período. Dependendo do item, a alta chega a ser bem maior, como no caso da massa pronta, cujo reajuste foi de 11%, segundo o Índice do Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz, afirma que os aumentos mais significativos podem ser justificados separadamente. A tinta, por exemplo, subiu 5%. A elevação está relacionado ao preço das matérias-primas importadas, como o petróleo, que segue em tendência de alta e ontem fechou em US$ 88,93 o barril, o maior nível desde 3 de agosto.
“São poucas empresas que administram as matérias-primas no mundo. Acredito que elas estão com dificuldades de aumentar o preço nos Estados Unidos e Europa e, por isso, os países emergentes suportam um preço maior”, opina o presidente da Anamaco.
Já a alta da massa, tijolo e telha é explicada pelo custo da fabricação porque dependem de mão de obra numerosa. No caso dos azulejos, ele diz que os trabalhadores do setor têm data-base no segundo semestre, o que influi no reajuste. “O pequeno reajuste já prevê esse aumento de custo”, diz. Por outro lado, Conz destaca que o cimento, subiu 2,4%, porcentual abaixo da inflação.
A previsão da Anamaco é que o material de construção suba em média 4,5% em 2011. A dica para quem vai comprar é pesquisar em pelo menos três lojas. “O mercado é competitivo. Caso o consumidor leve sua lista de material, consegue negociar um desconto”, diz Conz. Outra dica é planejar a compra com antecedência. “É bom ter tempo para pesquisar.”
É o que fez a aposentada Irene Jesus Silva, 78 anos. Com caderno e caneta em mãos, ela visitou a terceira loja ontem para conferir os preços dos itens para a obra de acabamento do imóvel que vai arrumar para alugar. “A tinta é o que pesará mais, estou pesquisando e a diferença é grande”, diz. Além da variação na tinta, ela encontrou grande discrepância de preços em um armário para banheiro. Irene viu o mesmo modelo por R$ 52 em uma loja e por R$ 35 em outra.
Promoções
Pelo menos três lojas estão com campanhas promocionais este mês para atrair o consumidor. O tema da campanha da Dicico é o aniversário de 93 anos com ofertas em todos os setores.
Na Telhanorte, as ofertas incluem itens para a reforma ou decoração de banheiros e lavabos até quinta-feira. Já a C&C tem descontos até segunda-feira: na compra de um produto listado, o cliente ganha outro.
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