Fundos DI e CDBs têm rentabilidade estável
- 14 de fevereiro de 2012 |
- 15h34 |
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Categoria: Agenda, Análise, Investimentos
Roberta Scrivano e Luiz Guilherme Gerbelli
Na carteira do investidor de varejo, os fundos DI e os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) costumam ser os preferidos para recuperar eventuais perdas nas aplicações em bolsa de valores e acompanhar a evolução da taxa básica de juros, que, no Brasil, ainda tem muitos oscilações.
Nos últimos 12 meses, encerrados em 10 de fevereiro, os fundos DI tiveram uma rentabilidade líquida de 9,18%, segundo a Anbima. Isso quer dizer que um aplicação de R$ 100 mil, estaria com saldo de R$ 109.180 mil. Esse ganho é bem superior ao desempenho do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que no período perdeu 0,61%.
Entre o Tesouro, o Ibovespa e o CDB, a rentabilidade do fundo DI só ficou abaixo do resultado do título LTN do Tesouro, cujo rendimento bruto foi de 20,41% no mesmo período. Ou seja, a mesma aplicação de R$ 100 mil estaria com saldo de R$ 120.410.
O pequeno investidor sente a diferença no bolso entre os tipos de investimentos disponíveis no mercado brasileiro. “Aplico em fundos DI, previdência privada e fundo de ações há cerca de dez anos. Dentre as opções, a mais estável em termos de rendimento é o fundo DI”, afirma o analista Laerte Bernardi, que trabalha no ramo de informática.
Com o placar da rentabilidade mais vantajoso para os DI na última década, Bernardi diz que, sempre que sobra algum dinheiro, ele opta por reforçar a aplicação do fundo DI. “No fundo de ação, hoje, eu estou perdendo. Não quis vender a cota quando os papéis estavam no auge porque acreditei que ocorreriam novas valorizações no mercado de ações”, explica.
Comparações
William Eid Júnior, professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV), pondera, no entanto, que as duas opções de investimentos não podem ser comparadas diretamente e, embora as ações tenham perdido bastante no último ano, é importante manter a diversificação da carteira. “O investimento em ações é de longo prazo. Além disso, o nível de risco é mais alto, portanto não é possível compará-lo diretamente com um investimento em renda fixa”, afirma.
Investimentos em renda fixa, além de promoverem a diversificação das aplicações, são indicados para quem não gosta de correr risco. “O fundo DI tem aspecto mais conservador, e tem uma liquidez bastante razoável”, diz o administrador de empresas Luiz Lúcio Barsanelli.
A possível decisão do governo de aumentar a alíquota do Imposto de Renda para investimentos atrelados a títulos públicos pós-fixados vai na contramão do que ocorre em outros países. Segundo Eid, da FGV, na França os investimentos que são mantidos por mais de sete anos têm isenção de imposto. “É uma forma de estimular investimentos de longo prazo e evitar especulações”, detalha o especialista.
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