Financiamento do carro agora é ‘flex’
- 2 de outubro de 2010 |
- 13h36 |
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Depois do carro flex, agora as condições de financiamentos para a compra de veículos também são flex. Para conquistar o consumidor de baixa renda e de olho nos reajustes salariais e no 13º salário, as concessionárias começaram a oferecer financiamentos com prestações flexíveis. As 12 primeiras parcelas são menores e o valor sobe a partir da 13ª, quando se pressupõe que a condição financeira do comprador tenha melhorado.
“Planos com prestações flexíveis serão um diferencial de vendas neste mês e estão sendo implementados com força no varejo”, afirma José Alberto Gisondi, diretor da Lemar, com duas revendas Ford em São Paulo. Ele observa que a intenção é conquistar os compradores da baixa renda para carros populares.
Por essa nova modalidade de financiamento, que na realidade é um leasing, operação sem incidência de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), um veículo popular Uno Mille, parcelado em 60 meses, tem as 12 primeiras prestações de R$ 368. A partir da 13ª, a parcela dobra e vai a R$ 737, sem entrada e com juros de 1,40% ao mês.
“Estamos fazendo financiamentos sob medida para o consumidor e jogando forte em promoções nos planos em 60 meses”, afirma Marcos Leite, gerente de vendas da Amazon, revenda Volks com duas lojas em São Paulo. Ele conta que a empresa criou um plano de pagamento batizado de “Balão”, no qual as primeiras prestações são mais baixas, mas as parcelas aumentam em novembro e dezembro, quando ocorre a entrada do 13º salário. Outra novidade implementada pela revenda é a possibilidade de parcelar a entrada do carro em três vezes no cartão de crédito, diz Leite.
Na ABA, revenda GM, o diferencial para atrair o consumidor de baixa renda é adiar o pagamento da entrada para 2013. Segundo o diretor da concessionária, Fábio Lewkowicz, há flexibilidade para que o comprador quite a entrada de 30% do valor na metade do financiamento, isto é, na 30ª prestação. A intenção é que o comprador tenha tempo para juntar a quantia para a entrada. “Caso ele não tenha o dinheiro na época, o veículo poderá ser refinanciado.”
Para Ayrton Fontes, o economista da agência de varejo automotivo MSantos, esses financiamentos podem ser complicados. Após um ano, o valor da prestação dobra e o carro se desvaloriza. “A baixa renda não tem proteção de futuro. Por isso, quem pretende entrar nesse tipo de financiamento deve fazer um seguro para se prevenir de ocorrências como a perda de emprego ou doença.”
Pesquisas da MSantos, feitas em feirões, revelam que a fatia de consumidores da baixa renda, com ganhos mensais entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, que compram carro zero quilômetro pela primeira vez é crescente. Em agosto de 2007, eram 43%; subiu para 48,3% no ano seguinte, foi a 49,2% em 2009 e agora já está em 53,7%.

Pesquisas revelam que a fatia de consumidores da baixa renda, com ganhos mensais entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, que compram carro zero pela primeira vez é crescente (Foto: Jonnie Roriz/AE)
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29/10/2010 - 13:35 Enviado por: juarez francisco de lima
Economiademercado deve ser assim. Todos os agenteseconômicospropiciando osmeios para que todasasclasses sociais tenham acesso aosbens disponíveis.
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