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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Fazenda reduz previsão de crescimento a 4,5%

Categoria: Agenda, Análise, Indicadores, Inflação, Juros

Renata Veríssimo e Célia Froufe

O Ministério da Fazenda reduziu a 4,5% sua estimativa para o crescimento econômico brasileiro este ano, mas o porcentual ainda está muito acima das projeções do Banco Central (BC) e do mercado financeiro. A projeção anterior, de dezembro, era de 5%.

A nova expectativa foi apresentada ontem no boletim “Economia Brasileira em Perspectiva”, que faz um detalhado panorama da economia doméstica e internacional entre 2011 e 2014.

Em nenhum momento, porém, a Fazenda revela o que levou a equipe econômica a mudar a projeção. Para o mercado, a expansão da atividade será de 3,3% este ano, enquanto o BC estima 3,5%. “A economia brasileira vai crescer mais em 2012 do que no ano passado, destoando de um mundo em desaceleração”, limitou-se a explicar a Fazenda.

O avanço previsto para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 também foi rebaixado de 3,8% para 3,2%, conforme já havia adiantado o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A estimativa da Pasta é a mesma do acumulado até o fim do terceiro trimestre de 2011. O número do quarto trimestre será conhecido apenas no próximo mês.

Se os números se concretizarem, a média do crescimento econômico entre 2011 e 2014 será de 4,8%, superior à dos quatro anos anteriores (2007 a 2010), quando foi de 4,6%. “2011 foi importante para consolidar a trajetória de crescimento de longo prazo em um ambiente externo de franca desaceleração.”

Grande parte do impulso doméstico será dado pelos investimentos, que devem subir 10,8% este ano, conforme o boletim. O argumento da Fazenda é o de que a expansão dos investimentos acima da taxa do PIB proporciona um crescimento de qualidade. Com isso, os investimentos devem atingir 20,8% do Produto em 2012.

PAC. Os valores contratados das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) crescerão 20,3% este ano, totalizando R$ 42,6 bilhões. No ano passado, os investimentos do PAC empenhados somaram R$ 35,4 bilhões, quase 20% mais do que em 2010. Para o programa habitacional Minha Casa Minha Vida, o documento projeta desembolsos de R$ 41,3 bilhões este ano, com base nos dados da Caixa Econômica Federal.

O boletim também ressalta a insatisfação da Fazenda com o nível do spread (diferença das taxas captadas pelos bancos e oferecidas ao consumidor), principalmente para as empresas.

O assunto voltou ao radar da equipe econômica, que estuda medidas para reduzir o custo financeiro do dinheiro no Brasil.

Para as pessoas físicas, o ministério prevê a continuidade do ciclo de redução dos spreads, por causa da queda dos juros básicos (taxa Selic) e da flexibilização de normas pelo Banco Central para estimular o crédito.

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