Fazenda quer retirar travas aos financiamentos
- 11 de novembro de 2011 |
- 11h13 |
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Categoria: Crédito
Adriana Fernandes
O Ministério da Fazenda já trabalha na elaboração de medidas que poderão ser adotadas para garantir um crescimento econômico mais forte em 2012. Na avaliação da equipe do ministro Guido Mantega, o cenário internacional continuará negativo por um período prolongado, o que vai comprometer a capacidade de expansão das economias mundial e brasileira.
Por isso, os técnicos começaram a estudar ações para impulsionar o mercado interno, numa estratégia semelhante à utilizada em 2009, depois do agravamento da crise financeira iniciada nos Estados Unidos, que teve seu ápice com a quebra do banco de investimentos Lehman Brothers.
Entre o rol de medidas em estudo está a retirada de parte das travas ao crédito impostas entre o final de 2010 e o início deste ano. A fixação de normas mais duras para a concessão de empréstimos foi importante para o governo conseguir uma moderação no ritmo de expansão dos financiamentos.
O reforço do caixa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é outra medida que será lançada, conforme revelou o Estado na semana passada. O banco de fomento ainda tem R$ 25 bilhões a receber de uma linha de financiamento de R$ 55 bilhões. A Fazenda ainda não definiu, entretanto, o volume que será liberado este ano.
EUA
Além da situação na Europa, o cenário da economia dos Estados Unidos é outro fator que preocupa a Fazenda e justifica o início do trabalho de coordenação de expectativas para o acionamento de medidas de estímulo.
Para os integrantes da equipe do ministro Guido Mantega, as perspectivas para a economia americana também pioraram.
O aviso dado pelo presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, sobre o ritmo “lento e frustrante” do ritmo de progresso econômico nos Estados Unidos contribuiu para espalhar mais pessimismo em torno das perspectivas para a atividade global em 2012.
“É preciso evitar um tombo maior no crescimento”, resumiu uma fonte do governo ao Estado. “Temos que acelerar”, completou. Para a Fazenda, os dados sobre o desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre, que serão divulgados no início de dezembro, devem sustentar a decisão de adotar as medidas de estímulo. Isso porque a expectativa é de um trimestre muito mais fraco do que o estimado inicialmente pelo governo.
A maior preocupação do governo continua, no entanto, sendo o comportamento dos preços, ou seja a trajetória inflacionária. “Tudo será feito para não comprometer o trabalho de controle da inflação”, afirmou a fonte.
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