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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Emprego desacelera. Mas não em São Paulo

Categoria: Trabalho

Carolina Dall’Olio

O crescimento do emprego formal no País começa a dar sinais de desaceleração. Mas a cidade de São Paulo, ao menos por enquanto, segue na contramão dessa tendência, ancorada principalmente no desenvolvimento do setor de serviços da região.

Dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho mostram que, em março, foram abertas 92.675 vagas em todo País com carteira assinada, ante 266.415 no mesmo mês do ano passado. Isso representa uma redução da ordem de 65%. E o resultado poderia ter sido pior se fosse excluída a contribuição da capital paulista – sozinha, a cidade criou 21% dos postos de trabalho do País em março.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, justificou parte da desaceleração do emprego no mês pelo fato de o carnaval ter caído em março este ano. Mas mesmo quando é descontado o fator sazonal, constata-se que o mercado de trabalho brasileiro perdeu fôlego.

No trimestre, o País criou 583.886 vagas formais. Embora o número seja relevante e demonstre que a economia brasileira segue em crescimento e gerando renda, ele é 11% inferior ao conquistado nos primeiros meses de 2010.

Já a cidade de São Paulo, no primeiro trimestre, ganhou 75.539 novos postos de trabalho, ou 839 empregos por dia. O número é 7,62% maior que o registrado no mesmo período de 2010[/IP8,0,0] e encontra no setor de serviços sua principal explicação.

Em franca expansão, o setor (que reúne instituições financeiras, bares, hotéis, restaurantes, empresas de tecnologia, serviços de limpeza e conservação, entre outros) foi responsável por 81% das vagas abertas na capital.

Já os resultados nacionais se justificam, segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, pelo fim do ciclo sucroalcooleiro do Nordeste. “Além disso, chegou ao fim o ajuste das vagas temporárias criadas no fim do ano”, acrescenta.

Para economistas, entretanto, há mais fatores que ajudam a explicar os resultados do mês de março. Um deles é o aumento da taxa básica de juros, que hoje está em 11,75% ao ano e deve subir ainda mais a partir de amanhã, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para definir a nova Selic.

As demais medidas já tomadas pelo governo para restringir o crédito e, assim, tentar conter o consumo e a inflação também aparecem na lista de explicações para desaceleração do emprego. “Mas outro dado importante é desvalorização do dólar frente ao real, que barateia os produtos importados e afeta a competitividade da indústria nacional”, afirma Anselmo Santos, economista e professor da Unicamp.

Para Santos, a longo prazo essa perda da competitividade da indústria nacional pode causar consequências mais sérias ao mercado de trabalho. Mas por ora o trabalhador não tem com que se preocupar, afirma o economista.

“Nos setores que atendem ao mercado interno e não sofrem forte concorrência dos importados, as contratações devem continuar em alta, mesmo que em ritmo mais lento”, analisa Santos. “E nos setores mais prejudicados pela desvalorização do dólar, ainda que haja demissões, ainda há espaço para o trabalhador se recolocar em outras áreas”, pondera.

1 Comentário Comente também
  • 20/04/2011 - 10:20
    Enviado por: Marcelo Danton

    Pelo amor de Deus….é mentira não tem emprego aqui…não venham pra cá…o NE esta bem melhor financeiramente..com taxas “chinesas” de crescimento econômico…Não sei pq esta mídia mente tanto.
    O Norte nordeste estão bombando e tem ótimo clima sem chuvas, enchentes e com praias….ótimas.

    responder este comentário denunciar abuso

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