Empreendedorismo: tiro certo na terceira tentativa
- 9 de outubro de 2011 |
- 8h10 |
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Categoria: Empreendedorismo, Investimentos, Serviços
Luciele Velluto
Quem olha a empresa de desenvolvimento de software para a área de pesquisa QuestManager, com escritórios no Rio de Janeiro, São Paulo e Nova York, não imagina que os irmãos e sócios Guilherme e Gustavo Cerqueira fizeram várias tentativas para conseguir obter sucesso em seu negócio. Os dois seguiam a intuição sobre oferecer um novo produto para o mercado, mas esqueciam do principal: saber de seus clientes se eles realmente necessitavam daquele produto.
O primeiro investimento dos irmãos foi a UniversoEscola, empresa que oferecia uma espécie de rede social para escolas e universidades em que os professores e alunos pudessem se comunicar, trocar material, entre outras coisas. As escolas gostaram do serviço, mas não houve adesão dos usuários, ou seja, dos professores e alunos. “Para 1999 era uma ideia um pouco avançada, ainda não existia as redes sociais como conhecemos. Em pouco tempo os contratos acabaram e ficamos sem trabalho”, conta Guilherme Cerqueira.
Após esse fracasso, surgiu a ideia de oferecer uma plataforma de comunicação e educação para o meio corporativo, uma espécie de intranet voltada para gestão do conhecimento. Mais uma vez, sem sucesso. “Não tivemos quase clientes, não deu certo”, conta Guilherme. A dívida somada dos dois chegou a R$ 200 mil nesse período.
E veio a terceira tentativa, que era investir em um software para pesquisa. Em um primeiro momento, o trabalho era oferecido para o meio corporativo realizar pesquisas de clima via e-mail. “Conseguimos algumas vendas, o negócio dava certo, mas não crescia. Fomos atrás das empresas de pesquisa para oferecer nosso produto e descobrimos que o software era simples demais para o que elas precisavam. Nós não éramos da área de pesquisa e não sabíamos como eram feitas”, diz o sócio.
Investimento e foco
Para chegar ao que as empresas de pesquisa procuravam, Gustavo Cerqueira levou um ano e meio para desenvolver o software. Nesse tempo, Guilherme construiu um plano de negócios e conseguiu encontrar um investidor disposto a aportar recursos na companhia e manter as operações nesse tempo.
Com o software pronto, as principais empresas de pesquisa do País viraram clientes da QuestManager e, com isso, mais clientes corporativos foram atraídos. “Chegamos a esse ponto tentando e errando várias vezes, mas nunca desistimos”, diz Guilherme. Agora, a empresa passa por um novo período. “Estamos oferecendo um novo conceito em pesquisa. Percebemos que era necessário inovar quando a curva de crescimento da empresa começou a cair”, conta o sócio.
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