Economia coloca o pé no freio
- 7 de dezembro de 2011 |
- 9h22 |
- Tweet este Post
Categoria: comércio, Consumo, Indicadores, Indústria
GISELE TAMAMAR
A economia brasileira ficou estagnada no terceiro trimestre em comparação com os três meses anteriores. A variação do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma das riquezas do País, teve crescimento zero, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a população, a situação deve representar menor oferta de emprego, redução da renda, risco de inadimplência e, consequentemente, uma oferta mais seletiva de crédito.
O destaque do PIB foi a agropecuária, que cresceu 3,2%. Por outro lado, a desaceleração foi puxada pela indústria (-0,9%) e atingiu o consumo das famílias (-0,1%), que tem sustentado a economia do País nos últimos anos. A queda de 0,3% no setor de serviços surpreendeu porque tradicionalmente era esse setor que puxava o PIB.
O professor da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), André Roncaglia, aponta pelo menos duas causas para a estagnação econômica. A primeira inclui as medidas que o governo vinha tomando desde dezembro de 2010 para encarecer o consumo e conter a inflação, além da diminuição dos gastos da União.
O segundo ponto é o cenário internacional conturbado, que afeta a tomada de decisões dos empresários brasileiros. “O empresário vê o cenário lá fora, fica receoso e decide investir menos”, diz. Mas desde o segundo semestre, o governo tem reduzido a taxa básica de juros, a Selic, e anunciou medidas para incentivar o consumo, como o corte na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da linha branca.
“Estamos sentindo o efeito do que foi feito no início do ano. Em abril ou maio, devemos sentir os efeitos das medidas mais recentes. Isso significa que haverá um período de ajuste com a atividade econômica mais devagar”, explica Roncaglia.
Cautela
Por isso, nesse período, os especialistas pedem cautela. “O cenário mostra que a oferta de emprego vai sofrer forte redução. Se a economia já está desacelerando no terceiro trimestre, é esperado um quarto trimestre fraco e que as coisas sejam mais difíceis no primeiro trimestre de 2012 em relação ao emprego e o consumo deve cair”, diz Celso Grisi, economista da Fundação Instituto de Administração (FIA) e professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).
Após a queda da oferta de emprego e da renda, os especialistas esperam alta do calote em decorrência da redução das vagas de trabalho. “Portanto, os bancos devem ser mais seletivos com o crédito e não devem pensar em baixar as taxas de juros”, avalia Grisi. Diante desse cenário, o consumidor deve procurar pagar dívidas e planejar uma poupança como forma de proteção caso ocorra algum imprevisto.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
André Roncaglia, atividade econômica, calote, Celso Grisi, comparação, consumo das famílias, conter a inflação, Crédito, economia brasileira, economista, Emprego, empresário, empresários brasileiros, estagnação econômica, Fecap, FIA, Fipecafi, Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, Fundação Instituto de Administração, Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, gastos da União, Gisele Tamamar, IBGE, Imposto sobre Produtos Industrializados, inadimplência, indústria, inflação, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IPI, linha branca, oferta de emprego, PIB, Produto Interno Bruto, renda, riquezas, risco de inadimplência, Selic, taxa básica de juros, vagas de trabalho
- : Índice de Confiança da Indústria... http://t.co/RGpcmjbC 1 hr ago
- : Centrais de trabalho têm postos para todos os níveis http://t.co/UWN35Zfm 2 hrs ago
- : Socorro a banco agrava crise na Espanha http://t.co/sfTyu3Ny #seubolso #criseinternacional 5 hrs ago
- : Negociação mesmo sem proposta http://t.co/8ryWUqN6 11 hrs ago
- : Mais aumento de salário ... http://t.co/CDwUrfhL #seubolso #emprego 12 hrs ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS
Deixe um comentário: