Dólar alto afeta valor de ações
- 10 de outubro de 2011 |
- 11h11 |
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Categoria: Agenda, Análise, Dólar, Economia Internacional, Empresas, Investimentos
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Com o dólar em alta (só em setembro, subiu 18%, maior valorização mensal em nove anos), as empresas que têm dívidas na moeda podem ser prejudicadas. E, com elas, os investidores que compram suas ações na Bolsa. Mas como se proteger disso? Alguns especialistas dizem que esse problema ainda é secundário comparado com o efeito da crise externa na Bolsa, o que afasta os investidores estrangeiros. A atenção dos acionistas, porém, faz todo sentido.
Apesar das incertezas, o mau momento em relação à moeda segue uma lógica. “Se a companhia tem mais dificuldade em quitar uma dívida, é provável que a distribuição dos dividendos do segundo trimestre deste ano seja prejudicada”, afirma Pedro Galdi, estrategista chefe da corretora SLW.
A variação cambial também pode influenciar no valor das ações. “Uma grande exposição negativa da empresa à alta do dólar faz com que as ações caiam e uma exposição positiva faz com que as ações subam de valor”, aponta o educador financeiro Mauro Calil. Mas a regra não é exata. “Em alguns casos, investidores estrangeiros vendem suas ações, provocando uma queda no valor, para se proteger da crise externa, mesmo que a empresa da qual ele tem ativos se beneficie com a alta do dólar”, diz.
Por impulso, o acionista pode considerar a venda das ações de empresas mais endividadas. Isso é realmente necessário? O primeiro aspecto a se considerar é de quanto é essa dívida. “Quanto maior for a proporção em dólar (a dívida não é 100% em uma moeda só), mais comprometida a empresa está”, diz o analista da corretora Spinelli, Max Bueno.
É preciso verificar também se os ativos da empresa são em dólar. “A tarifa cobrada pela Eletrobrás, por exemplo, muda com a variação cambial, então ela é menos prejudicada”, explica Galdi. A companhia está em segundo lugar entre as mais endividadas em dólar, segundo a Economática (veja tabela). A Petrobrás, a mais endividada na moeda americana, é outro exemplo. Para consultores, a empresa não oferece risco também por esse motivo. “O mesmo acontece com companhias do setor siderúrgico”, completa Galdi.
Outro fato é se a dívida está “hedgeada” – expressão usada para dizer que a empresa tem uma espécie de seguro da dívida. “Nesse caso, mesmo que o dólar suba muito, o valor não sofrerá tanto”, diz Bueno.
Para muitos, no entanto, a valorização cambial é vista como um obstáculo pontual. “A empresa que tem dívidas na moeda não vai quebrar por conta disso. Pode ser que comprometa seus lucros em um semestre somente”, diz Galdi.
Para quem não quer arriscar mesmo assim, a dica é aumentar a atenção em relação às empresas do setor de celulose. “Estas tomaram muito dinheiro no passado, por causa do custo alto para impulsionar sua estrutura”, aponta Galdi. Dados, como dívida e lucro podem ser encontrados nos sites das companhias, da Bovespa ou em contato com o setor de relação com o investidor das empresas
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