Custo de vida em SP sobe 0,39% em agosto
- 5 de setembro de 2011 |
- 22h05 |
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Categoria: Agenda, Análise, Consumo, Inflação
Wladimir D’Andrade
O Índice do Custo de Vida (ICV) no município de São Paulo aumentou 0,39% em agosto, o que mostra uma desaceleração em relação a julho, quando a variação foi de 0,44%.
A inflação medida pelo índice atingiu principalmente o bolso do paulistano de menor poder aquisitivo, subindo 0,49% nesse estrato, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O ICV foi pressionado principalmente pelos preços dos alimentos, que registraram alta média de 1,17%. O ICV acumula inflação de 7,29% nos últimos 12 meses. Em 2011, a variação já chega a 3,98%.
O grupo Alimentação contribuiu com 0,33 ponto porcentual no índice de agosto, com alta de 1,95% para os produtos in natura e semielaborados, 0,65% para os produtos da indústria alimentícia e 0,42% para alimentação fora do domicílio.
Entre os alimentos pesquisados, frutas apresentaram alta de 6,16%, com destaque para a inflação do limão (66,70%) e do maracujá (17,06%).
Além dos alimentos, Transportes (0,21%) e Despesas Pessoais (0,55%) foram os outros grupos que apresentaram variações expressivas no mês para a composição do ICV. O grupo Transportes sofreu influência do reajuste na tarifa dos ônibus interestaduais ocorrido em agosto, em média de 5,50%.
Já no grupo Despesas Pessoais os destaques foram produtos e serviços de higiene e beleza, que apresentaram alta de 1%.
Também tiveram alta Habitação (0,06%), Educação e Leitura (0,11%), Vestuário (0,08%), Equipamento Doméstico (0,06%) e Despesas Diversas (1,08%). Segundo o Dieese, Saúde (-0,21%) e Recreação (-0,40%) tiveram queda em praticamente todos os subgrupos, exceto assistência médica (0,01%).
Segundo o Dieese, o paulistano de menor renda enfrentou a alta dos preços dos produtos que compõem a refeição no domicílio, principalmente os in natura e semielaborados, como frango (5,53%), arroz (3,49%), laranja (4,91%) e carnes (1,07%).
O grupo Alimentação contribuiu com 0,44 ponto porcentual da inflação para a camada de menor poder aquisitivo, 0,39 ponto para o estrato intermediário e 0,29 ponto para os paulistanos de maior renda.
Em relação a julho, o aumento do ICV para a população mais pobre foi expressivo, passando de 0,18% para 0,49%. Para a classe intermediária, a alta do índice pulou de 0,31% para 0,43%. Já os paulistanos de maior renda viram uma desaceleração do ICV de 0,55% em julho para 0,34% no mês seguinte.
No cálculo do ICV, o Dieese leva em consideração para o estrato 1 renda média de R$ 377,49; para o 2, de R$ 934,17; e para o estrato 3, de R$ 2.792,90.
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