Estado.com.br
Sábado, 18 de Maio de 2013
Seu Bolso
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

Crise: cautela nas aplicações

Categoria: Agenda, Análise, Bovespa, Contas públicas, Economia Internacional

LIGIA TUON

A turbulência na economia mundial tem preocupado os investidores, grandes ou pequenos, principalmente, os que aplicam na Bolsa de Valores.

O problema está no risco de os Estados Unidos e países da Europa, como Espanha e Itália, entrarem em recessão por conta do alto endividamento de seus governos.

Para quem tem ações, a recomendação é não vendê-las: o momento é de aguardar a recuperação do mercado para não perder dinheiro.

Pelo fato de os EUA serem a maior economia do planeta, a Bolsa norte-americana influencia as demais, explica o educador financeiro Mauro Calil.

Ao mesmo tempo, grandes empresas da Bolsa brasileira são exportadoras e negociadoras de commodities (matérias-primas).

“O principal cliente das exportadoras brasileiras é a China, que tem como principal comprador os EUA. Se há possibilidade de recessão no mercado americano, significa que a China venderá menos para o país e terá menos dinheiro para comprar commodities do Brasil”, aponta Calil. Com isso, as ações dessas companhias tendem a se desvalorizar.

Notícias negativas ou dados econômicos inferiores aos esperados também afugentam o investidor do mercado financeiro.

Um exemplo recente foi o rebaixamento, em 5 de agosto, da nota dos EUA de AAA para AA+ (veja quadro abaixo sobre as notas), pela agência Standard & Poor’s (S&P).

Na análise da agência, significa que há dúvidas sobre a capacidade do país honrar seus compromissos.

Por isso, na última segunda feira, as bolsas de todo o mundo despencaram, refletindo o anúncio da S&P. Por aqui, a Bovespa fechou em queda de 8,08%, o maior recuo desde outubro de 2008.

Como o cenário mundial é incerto, os investidores vendem ações de forma muito rápida, migrando para aplicações que consideram mais seguras. “Quando há um movimento de venda grande, a bolsa cai”, diz Calil.

Credor
Outro fato a preocupar é que o Brasil é o 5º maior credor da dívida americana, com US$ 207 bilhões, explica Eduardo Silva, sócio-diretor da FBM Consulting.

“Se há risco de calote, seríamos diretamente prejudicados”, comenta Silva. Porém, na opinião dele, apesar da crise, a economia dos EUA continua sendo uma das mais confiáveis.

O nervosismo do investidor externo também faz cair o preço das commodities – outro fator que prejudica os papéis de empresas negociados na Bovespa.

“Para não perder dinheiro lá na frente, os analistas de mercado futuro vendem as commodities agora. Como o Brasil é um grande exportador do item, se o preço cai, nós perdemos com isso”, aponta o analista da corretoras de valores SLW, Pedro Galdi.

A dica é que o pequeno investidor não venda todas as suas cotas. “O correto é esperar a recuperação”, diz Raymundo Magliano, diretor da feira de educação financeira Expo Money. “Se a pessoa não tem o equilíbrio emocional para ter ações, tem de achar outra forma de investir, como renda fixa.”

Por hora, a renda fixa não sofre com a instabilidade mundial. “Ela depende da taxa básica de juros (Selic). E só seria afetada se o governo diminuísse muito os juros, caso uma recessão chegue ao País, o que é improvável a curto prazo”, explica Calil. A redução da Selic seria uma forma de impulsionar a atividade econômica.

Recuperação
O gerente de produto de tesouraria Albert Mas já perdeu 15% de seus investimentos na Bolsa nas últimas semanas, mas aproveita o momento para comprar ações em baixa e acredita em uma recuperação. “Estou encarando o cenário como uma promoção.”

“Com o risco de recessão, é interessante trocar as ações de empresas do setor de exportação por aquelas que atuam no mercado interno, pois estão menos expostas”, diz Calil.

Deixe um comentário:

Fechar

Para continuar lendo o Estadão, faça já o seu cadastro. É rápido e fácil.

Seus dados serão guardados de forma segura e não serão compartilhados.

Quero me cadastrar Sou assinante Já sou cadastrado
SOU ASSINANTE - ACESSO
Esqueci minha senha
JÁ SOU CADASTRADO

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão.

Esqueci minha senha
QUERO CRIAR MEU LOGIN

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha.

ESQUECI MINHA SENHA

QUERO ME CADASTRAR

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo.

CADASTRO REALIZADO

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail .
Clique no link fornecido e crie sua senha.


Importante!
Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail está ativado.

QUERO ME CADASTRAR

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo.