Criação de empregos põe o pé no freio
- 19 de novembro de 2011 |
- 8h06 |
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Categoria: Indicadores, Trabalho
CAMILA DA SILVA BEZERRA
Em outubro, a cidade de São Paulo teve o menor saldo (contratações menos demissões) de empregos formais dos últimos sete anos. Foram criados 19,7 mil vagas, o menor número para o mês desde outubro de 2004, que registrou 17,3 mil postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho.
O setor de serviços foi o que abriu mais vagas: 104.279 postos com carteira assinada. Porém, 91.712 trabalhadores foram demitidos (saldo de 12.567 vagas).
O comércio registrou saldo de 4.152 colocações. Já na indústria, o número foi 2.729 postos de trabalho, uma evolução ante setembro (1.646 empregos). Mas o desempenho do setor foi inferior ao do ano passado, quando foi criado quase o dobro de vagas, e já começa a sentir os efeitos da crise internacional.
“O setor vem sofrendo continuamente devido às altas taxas de juros, câmbio e importação, que vem substituindo a produção doméstica. Mas até o momento, a crise externa ainda não pode ser considerada a vilã da baixa criação de empregos no período em análise”, afirma a professora de economia Maria de Fatima Barboza, do Complexo Educacional FMU.
Ela acredita que o número de empregos criados até o final do ano deve se manter positivo. “No entanto, deverá ficar abaixo de 2010. Não serão criadas mais vagas, pois a indústria em geral apresenta um desempenho abaixo da média. Provavelmente a indústria não crescerá e puxará para baixo os resultados totais do Brasil”, diz.
Já para o economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, o número de empregos, assim como a economia, continuará crescendo até dezembro e também em 2012.
“No ano que vem também esperamos crescimento, mas num ritmo mais lento, próximo dos 3%, porque o Banco Central, quando percebeu a crise e a desaceleração da economia, tomou medidas como redução de juros e afrouxou a restrição ao crédito, com a suspensão do pagamento mínimo de 20% da fatura do cartão de crédito e a facilitação de empréstimo de longo prazo. E, provavelmente, vai reduzir ainda mais os juros e o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF)”, explica Solimeo.
No País
Em nível nacional, o mercado de trabalho não se comportou de forma diferente. A criação de vagas foi 38,4% inferior ao número de outubro de 2010. Foram abertas 126.143 postos de trabalho, o pior resultado para meses de outubro em três anos.
Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, a queda foi um reflexo da crise internacional, especialmente para o setor da indústria, já que o ritmo das encomendas está em queda e os empresários deixam de contratar, preocupados com a redução da atividade. No ano até outubro, o saldo de novos empregos no Brasil é de pouco mais de 2,2 milhões.
No início do ano, o ministro previa que o saldo de 2011 seria próximo de 3 milhões de vagas. Há alguns meses, ele revisou a estimativa para 2,7 milhões. “Agora, pelo caminhar da carruagem, será difícil atingir 2,4 milhões”, afirmou. (Com Célia Froufe)
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19/11/2011 - 09:46 Enviado por: Ademar
Quando a economia está deslanchando, é melhor aproveitar ao máximo
a fase boa. Bons tempos dura pouco tempo. Vira e mexe, estoura uma
crise internacional. Parece que a indústria é o setor mais vulnerável
à crises, e o emprego do trabalhador também. Salve-se quem puder.
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