Criação de empregos em queda
- 20 de dezembro de 2011 |
- 23h09 |
- Tweet este Post
Categoria: Indicadores, Trabalho
CAMILA DA SILVA BEZERRA
A desaceleração da economia e a crise internacional influenciaram a evolução do mercado de trabalho na cidade de São Paulo em novembro, que teve saldo (contratações menos demissões) de 10.588 vagas, segundo o levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho. Foi o pior novembro desde 2008, quando 10,1 mil postos foram criados na capital.
O mês também foi fraco para o emprego com carteira assinada no País, apenas 42,7 mil postos, e o menor resultado mensal de 2011.
Para especialistas, o desempenho do mercado de trabalho é reflexo da economia do País que, em ritmo mais lento, não inspira confiança dos empregadores.

Entre janeiro e novembro, foram criadas 2,3 milhões de postos de trabalho com carteira assinada em todo País (Foto: DANIEL TEIXEIRA/AE)
“A Selic (taxa básica de juros), em julho, era de 12,5%. Ela foi caindo e, em novembro, estava em 11%, o que ainda é alto. Por isso, os empresários não têm estímulo para investimento — precaução que não gera empregos”, afirma a professora de economia da FMU, Maria de Fátima Barboza.
Luiz Guilherme Brom, superintendente institucional da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), diz que a evolução do emprego ainda não é afetada pela crise econômica internacional, mas influenciada pelo desempenho econômico.
Em São Paulo, foram 236,1 mil novas vagas abertas entre janeiro e novembro ante 264,9 mil postos criados no mesmo período de 2010. Em todo o Brasil foram 2,3 milhões de vagas criadas, número inferior ao desempenho em igual período de 2010, quando 2,9 milhões de postos foram abertos.
Setores
A indústria e a construção civil apresentaram maior número de demissões do que de contratações em novembro (-2.383 e -2.626, respectivamente). “Devido à crise internacional, para a indústria, em particular, tem o problema das importações, que são crescentes e desestimulam a atividade interna”, diz a docente da FMU.
A indústria apresentou baixo desempenho na capital também porque São Paulo passa por processo de desindustrialização. “No caso da construção civil, o setor se beneficiou muito do crescimento econômico e agora vive um momento de pequeno recuo”, acredita Brom.
Com 8.420 empregos criados, serviços é o setor que mais contratou no último mês. Já o comércio, aquecido com a época de festas de fim de ano, abriu 6.964 posições. No entanto, o número é inferior a agosto, quando o saldo de vagas foi de 8.037.
“Novembro não é um mês forte de contratações, pois para o Natal, o comércio começa a contratar antes”, comenta Marcel Solimeo, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
A perspectiva em 2012 é que o mercado de trabalho paulistano continue com saldo positivo, mas inferior ao deste ano. “Vai começar mais fraco que 2011, mas deve voltar a crescer no segundo semestre”, afirma Solimeo.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
ACSP, Associação Comercial de São Paulo, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, Caged, Camila da Silva Bezerra, carteira assinada, cidade de São Paulo, contratações, crise, crise internacional, demissões, desaceleração, empregadores, emprego com carteira assinada, empregos, empresários, Fecap, FMU, Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, levantamento, Luiz Guilherme Brom, Marcel Solimeo, Maria de Fatima Barboza, mercado de trabalho, Ministério do Trabalho, São Paulo, Selic, taxa básica de juros, Trabalho
- : Índice de Confiança da Indústria... http://t.co/RGpcmjbC 58 mins ago
- : Centrais de trabalho têm postos para todos os níveis http://t.co/UWN35Zfm 2 hrs ago
- : Socorro a banco agrava crise na Espanha http://t.co/sfTyu3Ny #seubolso #criseinternacional 4 hrs ago
- : Negociação mesmo sem proposta http://t.co/8ryWUqN6 11 hrs ago
- : Mais aumento de salário ... http://t.co/CDwUrfhL #seubolso #emprego 11 hrs ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS
Deixe um comentário: