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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Cresce ataque a dados na web

Categoria: comércio, Consumo, Empresas, Internet, Tecnologia

MARÍLIA ALMEIDA

À medida que as compras pela internet se popularizam, aumenta também a sofisticação de programas que têm como objetivo roubar os dados pessoais e financeiros do consumidor que adquire produtos no comércio eletrônico.

Segundo levantamento da Symantec, empresa de segurança virtual, a média diária de sites criados especificamente para roubar dados de sites confiáveis, porém vulneráveis a ameaças, cresceu 34,9% nos últimos doze meses encerrados em julho. Também em julho, a média diária de sites infectados atingiu 6,7 mil, ante média de 4,4 mil em julho de 2010.

“O principal alvo do ataque é o roubo da identidade, o que inclui o número do cartão de crédito, entre outros dados que os criminosos vendem no mercado negro ou com os quais fazem compras em nome do consumidor”, explica Marcelo Saburo, gerente comercial da Symantec.

Para se precaver, o consumidor precisa ficar atento. Pesquisa da consultoria especializada em comércio eletrônico e-bit, realizada nos dias 27 e 29 de julho aponta que 69% dos consumidores fazem suas compras de um computador pessoal, enquanto que 27% utilizam a máquina do trabalho para o mesmo fim.

Segundo Mariana Alves, advogada do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), não é recomendável efetuar compras em computadores públicos, como os de lan houses, escolas ou mesmo no trabalho. O comprador também deve verificar se a página oferece segurança para a compra (leia quadro ao lado).

Apesar do aumento do número de sites infectados, 70% dos 2 mil consumidores entrevistados pela e-bit no Brasil se sentem mais seguros ao comprar na internet do que há dois anos.

“Sites de grandes lojas são, em geral, seguros, mas é óbvio que existem criminosos que criam diversas formas de invasão. Portanto, são necessários cuidados adicionais na hora da compra”, diz Alexandre Umberti, diretor de marketing de produtos da e-bit.

O gerente conta que sites de comércio eletrônico buscam com frequência novas tecnologias para evitar ameaças. “As empresas fazem revisões no sistema e têm áreas de qualidade monitorando fraudes”.

Umberti diz que casos de ataques de vírus são mais comuns em sites de bancos. “Porém, o consumidor, ao ouvir relatos destas ameaças, se sente desconfiado em fornecer dados pessoais nos sites de compras.”

A advogada Mariana Alves destaca que a responsabilidade pelos dados transmitidos pela internet durante uma compra é da empresa onde o consumidor efetuou a aquisição e também do site intermediador da venda, o que é comum nos casos de operações em sites de compras coletivas. ::

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