Crédito do BNDES cai 5% em relação a 2010
- 22 de junho de 2011 |
- 13h00 |
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Categoria: Agenda, Análise, Bancos, Crédito, Empreendedorismo, Impostos
Irany Tereza
As liberações de empréstimos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) somaram R$ 33,9 bilhões de janeiro a abril deste ano, volume 5% inferior ao desembolsado no mesmo período de 2010.
A queda, classificada por técnicos do banco como estabilidade, segue a estratégia de reduzir o peso da instituição no suprimento de crédito de longo prazo.
“O crescimento do banco ancorado em empréstimos do Tesouro tem limite”, comentou o superintendente de Planejamento do BNDES, Cláudio Leal, lembrando medidas já anunciadas para incentivar o crédito de longo prazo por bancos privados.
Este mês, o BNDES recebeu R$ 30 bilhões da linha de empréstimo de R$ 55 bilhões do Tesouro autorizada pela MP 526. Em 2009 e 2010, os aportes somaram R$ 205 bilhões. Em abril, o banco liberou R$ 9 bilhões, um recuo de 14% ante igual mês do ano passado.
O desempenho mais fraco foi puxado pelo período de transição entre as etapas 2 e 3 do Programa de Sustentação do Investimento (PSI).
Em sua terceira versão, a linha especial de crédito que, no auge da crise mundial, operou a uma taxa média de 4,5% ao ano, é oferecida com taxa anual de 8,7%. No caso de ônibus e caminhões, a taxa aumenta para 10%.
Lançado em julho de 2009 como medida temporária de combate aos efeitos da crise, o PSI completa dois anos no próximo mês e já foi novamente prorrogado até dezembro deste ano.
Pequenas e médias empresas
O superintendente do BNDES ressalta que a principal mudança de janeiro a abril foi a elevação significativa da participação de micro, pequenas e médias empresas no volume total dos empréstimos.
Em 2010 – que havia registrado a melhor participação das pequenas empresas – foram desembolsados para este segmento 27% do total recorde de R$ 168,4 bilhões emprestados pela instituição. Este ano, até abril, a participação das pequenas e médias correspondeu a 45% do total, em 226,3 mil operações de crédito.
“Já havíamos percebido esse fenômeno em fevereiro e março. Mas o resultado de abril veio confirmar o aumento como tendência”, diz Leal, que atribui a participação recorde a dois fatores: ao Cartão BNDES, que para este ano tem orçamento de R$ 7,5 bilhões, e ao PSI, que vem atraindo mais empresas de menor porte.
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