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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Consumidor prefere dinheiro a presente

Categoria: comércio, Consumo, Indicadores

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A maioria dos consumidores brasileiros prefere ganhar dinheiro em vez de presentes no Natal. Pelo menos foi o que responderam 70% dos 500 entrevistados em todo País à empresa de soluções financeiras Western Union. Assim como no Brasil, onde a pesquisa foi feita pela primeira vez, os outros sete países participantes apresentaram o mesmo resultado. Entre eles estão Estados Unidos, Inglaterra, Índia, África do Sul, México, Alemanha e Emirados Árabes.

“Relacionamos o resultado a uma maior liberdade escolha do consumidor”, afirma o vice-presidente de marketing e vendas da Western Union, Felipe Buckup.

O levantamento indica que, quem opta pelo dinheiro deseja colocá-lo na poupança ou em outro investimento (29%). As próximas preferências são gastar tudo consigo mesmo (28%), usar o dinheiro para as necessidades básicas, como mantimentos ou contas (20%), ou usar o valor recebido para comprar um presente para outra pessoa (10%).

O pintor Felipe Soler Mota, de 21 anos, optaria por um investimento ambicioso. “Gostaria de ganhar dinheiro em vez do presente de Natal. Dependendo da quantia, investiria em imóveis”, diz. Já o analista de suporte Valnei Teixeira dos Santos, de 30 anos, que também prefere dinheiro, o destino seria gastá-lo com lazer. “Faria uma viagem”, afirma ele.

Dívidas
Para especialistas, além da preferência do brasileiro estar ligada à liberdade de poder escolher o presente ideal, também há relação com o endividamento, causado principalmente pelo crédito facilitado.

“No quarto trimestre do ano passado sobravam no bolso do consumidor 15,9% do orçamento dele para outras dívidas, se fossem descontados alimentação, vestuário, transporte, saúde e cuidados pessoais, educação, crediário — bens duráveis, automóvel, empréstimo pessoal. Hoje, sobram 13,2%”, aponta o presidente do conselho do Provar e do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), Claudio Felisoni.

É preciso lembrar, segundo Felisoni, que o índice de inadimplência hoje está 13% mais alto do que nos últimos seis meses de 2010. “Por isso há uma razão para que as pessoas prefiram o dinheiro ao presente”, completa. É o caso do professor Miguel Benedictes, de 47 anos, que gostaria de pagar dívidas do cartão de crédito. “Ano passado não tinha esse problema. Este ano tenho a faculdade como gasto extra”, conta.

Para quem se sente desconfortável em dar dinheiro em espécie de presente no Natal, a professora de economia da ESPM, Cristina Helena Pinto de Mello, sugere cartões pré-pagos. “Acompanhados de uma mensagem carinhosa podem deixar o presente menos impessoal.”

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