Consumidor prefere dinheiro a presente
- 29 de novembro de 2011 |
- 23h26 |
- Tweet este Post
Categoria: comércio, Consumo, Indicadores
LIGIA TUON
A maioria dos consumidores brasileiros prefere ganhar dinheiro em vez de presentes no Natal. Pelo menos foi o que responderam 70% dos 500 entrevistados em todo País à empresa de soluções financeiras Western Union. Assim como no Brasil, onde a pesquisa foi feita pela primeira vez, os outros sete países participantes apresentaram o mesmo resultado. Entre eles estão Estados Unidos, Inglaterra, Índia, África do Sul, México, Alemanha e Emirados Árabes.
“Relacionamos o resultado a uma maior liberdade escolha do consumidor”, afirma o vice-presidente de marketing e vendas da Western Union, Felipe Buckup.
O levantamento indica que, quem opta pelo dinheiro deseja colocá-lo na poupança ou em outro investimento (29%). As próximas preferências são gastar tudo consigo mesmo (28%), usar o dinheiro para as necessidades básicas, como mantimentos ou contas (20%), ou usar o valor recebido para comprar um presente para outra pessoa (10%).
O pintor Felipe Soler Mota, de 21 anos, optaria por um investimento ambicioso. “Gostaria de ganhar dinheiro em vez do presente de Natal. Dependendo da quantia, investiria em imóveis”, diz. Já o analista de suporte Valnei Teixeira dos Santos, de 30 anos, que também prefere dinheiro, o destino seria gastá-lo com lazer. “Faria uma viagem”, afirma ele.
Dívidas
Para especialistas, além da preferência do brasileiro estar ligada à liberdade de poder escolher o presente ideal, também há relação com o endividamento, causado principalmente pelo crédito facilitado.
“No quarto trimestre do ano passado sobravam no bolso do consumidor 15,9% do orçamento dele para outras dívidas, se fossem descontados alimentação, vestuário, transporte, saúde e cuidados pessoais, educação, crediário — bens duráveis, automóvel, empréstimo pessoal. Hoje, sobram 13,2%”, aponta o presidente do conselho do Provar e do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), Claudio Felisoni.
É preciso lembrar, segundo Felisoni, que o índice de inadimplência hoje está 13% mais alto do que nos últimos seis meses de 2010. “Por isso há uma razão para que as pessoas prefiram o dinheiro ao presente”, completa. É o caso do professor Miguel Benedictes, de 47 anos, que gostaria de pagar dívidas do cartão de crédito. “Ano passado não tinha esse problema. Este ano tenho a faculdade como gasto extra”, conta.
Para quem se sente desconfortável em dar dinheiro em espécie de presente no Natal, a professora de economia da ESPM, Cristina Helena Pinto de Mello, sugere cartões pré-pagos. “Acompanhados de uma mensagem carinhosa podem deixar o presente menos impessoal.”
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
15, 9% do orçamento dele para outras dívidas, África do Sul, Alemanha, bolso do consumidor, Brasil, cartões pré-pagos, Claudio Felisoni, consumidor, consumidores, consumidores brasileiros, crediário, Cristina Helena Pinto de Mello, dinheiro, educação, Emirados Árabes, endividamento, ESPM, Estados Unidos, Felipe Buckup, Felipe Soler Mota, ganhar dinheiro, Ibevar, Índia, Inglaterra, Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo, levantamento, liberdade escolha, LIGIA TUON, México, Miguel Benedictesdinheiro em espécie, Natal, países participantes, presentes, professora de economia, Provar, Saúde e Cuidados Pessoais, se fossem descontados alimentação, transporte, Valnei Teixeira dos Santos, vestuário, Western Union
- : Índice de Confiança da Indústria... http://t.co/RGpcmjbC 55 mins ago
- : Centrais de trabalho têm postos para todos os níveis http://t.co/UWN35Zfm 2 hrs ago
- : Socorro a banco agrava crise na Espanha http://t.co/sfTyu3Ny #seubolso #criseinternacional 4 hrs ago
- : Negociação mesmo sem proposta http://t.co/8ryWUqN6 11 hrs ago
- : Mais aumento de salário ... http://t.co/CDwUrfhL #seubolso #emprego 11 hrs ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS
Deixe um comentário: