CNI revê previsão de alta do PIB para 7,5%
- 8 de outubro de 2010 |
- 17h32 |
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Categoria: Agenda, Análise, Empresas, Indicadores
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou ontem para cima sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, passando de 7,2% para 7,5%. No entanto, o Informe Conjuntural do terceiro trimestre manteve em 12,3% a taxa esperada de expansão do PIB industrial em 2010, assim como o crescimento de 24,5% na Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos e ampliação do parque produtivo).
Apesar da elevação da estimativa de crescimento do PIB, a valorização do câmbio impedirá um crescimento ainda maior da produção industrial, na avaliação do gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. “A economia continua crescendo tendo a demanda doméstica como seu motor principal, mas a produção não tem acompanhado o mesmo ritmo, porque o cambio valorizado faz com que haja um vazamento parcial, mas cada vez mais expressivo, dessa demanda para fora do país, por meio das importações”, avaliou.
Para o economista, a taxa de câmbio, cuja projeção para a média de dezembro foi revisada de R$ 1,79 para R$ 1,70, é a maior vilã para a competitividade da indústria, limitando seu crescimento. “O real valorizado é uma ameaça para tamanho da indústria na economia brasileira. Se a nossa demanda cresce a ritmo chinês, o produto não cresce na mesma proporção porque é inibido pelo câmbio, que prejudica a competitividade das nossa mercadorias”, completou.
Segundo Castelo Branco, embora a expansão de 12,3% este ano — se confirmada — seja recorde para a indústria, o crescimento ocorre sobre uma base deprimida de comparação, devido à crise financeira internacional. “Parte desse crescimento de dois dígitos é uma devolução da queda de quase 5% do ano passado. É um recorde matemático, mas não é um recorde econômico”, considerou. (Eduardo Rodrigues)
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