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Quinta-feira, 20 de Junho de 2013
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Brasil tem 15,4 milhões de domicílios com TV paga

Categoria: Agenda, Análise, Indicadores

Eduardo Rodrigues

Com 277,6 mil novos assinantes em setembro, a TV paga no Brasil encerrou o mês com mais de 15,4 milhões domicílios atendidos pelo serviço. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 24, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a expansão em relação a setembro de 2011 foi de 29,5%. Entre setembro de 2011 e setembro de 2012, foram registradas mais de 3,5 milhões de novas assinaturas. Com isso, a penetração da TV por assinatura chega a 25,9% das residências do País.

A modalidade de TV paga via satélite continua líder no mercado brasileiro, com 59,48% da base de assinantes, enquanto o serviço via cabo atende 39,46% dos clientes do setor. Em setembro, o crescimento no satélite foi de 2,6%, com 231,6 mil adesões líquidas, enquanto o serviço por cabo expandiu apenas 0,9%, com 53,2 mil novas assinaturas.

Segundo a Anatel, a Net detém a maior fatia do mercado brasileiro de TV paga (34,06%), seguida pela Sky (30,98%) e pela Claro (18,98%). Na sequência, com participações bem inferiores, aparecem Telefônica (3,99%) e Oi (3,92%).

Com alta de 0,2%, vendas do varejo desaceleram em agosto

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Indicadores

Daniela Amorim

As vendas no varejo desaceleraram de julho para agosto. A alta foi de apenas 0,2%. Porém, o movimento deve ser encarado como acomodação, e não perda de fôlego, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O crescimento mais fraco do comércio restrito (que não inclui material de construção e veículos) em agosto, na comparação mensal, deve ser lido como mera acomodação, após acumular crescimento de 3% nos dois meses anterioresâ€, corroborou Octavio de Barros, diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

Especialistas dizem que 2012 será ainda melhor para o comércio varejista do que 2011, graças aos estímulos do governo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, móveis e eletrodomésticos. O modesto resultado de agosto foi influenciado pela queda de 1,1% nas vendas de hipermercados e supermercados, prejudicadas pela alta de preços dos produtos alimentícios.

“(A queda nas vendas) É provavelmente por causa dos aumentos dos preços, que têm crescido bastante. Temos acompanhado pelo IPCA (Ãndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) que os produtos alimentícios têm puxado bastante a inflaçãoâ€, disse Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

O resultado final do comércio foi salvo do território negativo pelo aumento no volume de vendas em cinco de oito setores pesquisados, com destaque para móveis e eletrodomésticos (2,5%). “Os móveis e eletrodomésticos continuam a ser o carro-chefe no varejo restrito, o que mostra que os incentivos do governo continuam a ter efeito nas vendasâ€, disse Bruno Fernandes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

No varejo ampliado, que inclui materiais de construção e veículos, houve alta de 2,7% no volume vendido, graças ao bom desempenho dos automóveis. O segmento de veículos e motos, partes e peças vendeu 7,7% mais no mês com a redução de IPI. Mas o crescimento não deve se repetir em setembro, porque houve antecipação nas vendas.

“Em agosto, os consumidores estavam esperando que o incentivo fosse acabar, então houve antecipação de compras. Daí o governo prorrogou (a redução de IPI) até outubro. Como as pessoas correram para comprar em agosto, provavelmente o mês de setembro deve ter um arrefecimentoâ€, previu Pereira.

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) informou no início de outubro que o total de veículos emplacados em setembro caiu 31,41% em relação a agosto, o que reforça a expectativa de queda nas vendas de automóveis na próxima leitura da pesquisa do IBGE. Como consequência, o resultado do varejo ampliado será menos intenso.

“Em setembro podemos esperar um resultado morno, mas positivo. Mas, a partir de outubro, o varejo deslancha. Não haverá explosão nas vendas. Esperamos crescimento intenso, mas dentro da sazonalidadeâ€, disse Fernandes. De janeiro a agosto, as vendas do comércio já acumulam crescimento de 9%.

A CNC revisou a expansão no varejo este ano de 7% para 8%, atribuindo o aumento ao cenário favorável no mercado de trabalho e às melhores condições de crédito. Já o Banco Fator aposta em alta em torno de 9% nas vendas do comércio. “Neste ano, o varejo vem rodando bem forte, e pode ser que ultrapasse 9% de crescimento, enquanto a indústria está apontando para queda de 2% ou 1,5%â€, observou Luis Fernando Azevedo, economista do Banco Fator.

Selic a 7,25% dá vantagem à poupança

Categoria: Agenda, Análise, Finanças pessoais, Indicadores, Inflação, Investimentos, Juros

Luiz Guilherme Gerbelli

O novo corte na taxa básica de juros anunciado ontem pelo Banco Central reforçou ainda mais o bom desempenho da poupança na comparação com os fundos de renda fixa.
A poupança antiga – cujo rendimento permanece em 0,5% ao mês mais a Taxa de Referência (TR) – continua com a rentabilidade preservada em 6,17% ao ano e bate todas os investimentos em fundo de renda fixa, de acordo com levantamento da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Já a nova poupança – atrelada a 70% da Selic – vai passar a ter um rendimento de 0,4138% ao mês (ou 5,08% ao ano mais a TR) e, mesmo assim, mantém rendimento superior a boa parte dos fundos de renda fixa. A nova poupança só vai perder para os fundos de renda fixa com taxas de administração entre 0,5% e 1% (ver ao lado). Com a Selic em 7,5%, a aplicação tinha um rendimento de 5,25% ao ano.

Na prática, se a Selic permanecer estável em 7,25% ao ano, um montante de R$ 10 mil aplicado na poupança antiga vai render R$ 617 no período. Na nova poupança, esse mesmo montante vai render R$ 508.
“A poupança antiga continua imbatível e a nova poupança, como não cobra taxa de administração, ganha na maioria das situações dos fundos de investimentoâ€, diz Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac. Ele recomenda que o investidor sempre avalie a taxa de administração cobrada para obter o melhor ganho na aplicação. “Se a taxa for superior a 1% ao ano, o investidor deve avaliar a aplicação porque o fundo deve estar perdendo da poupançaâ€, afirma.

Mais pesquisa. As seguidas reduções da taxa básica de juros – a de ontem foi a décima seguida – tiraram da zona de conforto o investidor acostumado com o ganho fácil do juro alto. Agora, na avaliação dos especialistas, um ganho maior pode ter como contrapartida mais risco e menor liquidez. “É natural que o investidor comece a enfrentar essa situação de baixo ganho e passe a ter mais risco e diversificação no portfólioâ€, diz Michael Viriato, professor do Insper. Entre as alternativas, ele sugere, por exemplo, aplicação na Bolsa de Valores ou em fundos imobiliários.

Para aplicação em Bolsa de Valores, o professor do Insper recomenda que o investidor descubra qual o seu perfil: mais moderado ou arrojado. “De acordo com esse perfil, se o investidor for mais moderado, por exemplo, sempre que ele fizer uma aplicação, deve alocar um porcentual escolhido para a Bolsa. Se fizer sempre isso, o investidor vai comprar tanto em momentos favoráveis como nos desfavoráveisâ€, afirma.
Na avaliação de Viriato, a diversificação no portfólio de investimento já deveria ter sido iniciada pelos investidores, pois as sucessivas quedas dos juros deixaram o investimento em renda fixa pouco atrativo há bastante tempo.

Para Keyler Carvalho Rocha, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), uma possibilidade de investimento pode ser em títulos indexados à inflação. “É uma possibilidade que o investidor fica garantido com a inflação. Num prefixado, corre o risco de a inflação subir e o rendimento ficar negativoâ€, afirma ele, para quem “há um risco muito grande de a inflação voltar a subir no ano que vemâ€.

No longo prazo, apesar do espaço mais curto para uma queda da taxa de juros nas próximas reuniões do BC, o cenário dos investimentos não deve ser muito alterado.
“A tendência é de uma estabilidade daqui para frenteâ€, afirma o vice-presidente da Anefac.

Copom define hoje a taxa de juros básica

Categoria: Agenda, Agenda, Análise, Indicadores, Juros

EDUARDO CUCOLO

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central pode anunciar hoje à noite mais um corte na taxa básica de juros, que já caiu de 12,5% para 7,5% desde agosto do ano passado. As apostas dos economistas estão divididas entre a manutenção dos juros ou uma redução da taxa Selic para 7,25% ao ano. Outra dúvida do mercado é se o BC irá sinalizar a possibilidade de outra redução no último encontro de 2012 do Copom, marcado para o fim de novembro.

No mercado de juros, as taxas negociadas já consideram um corte de 0,25 ponto porcentual hoje. Também mostram que não se descarta a possibilidade de a Selic chegar a 7% antes do Natal.
Quando cortou os juros pela última vez, em 0,50 ponto porcentual, o Copom afirmou que uma nova queda, se possível, seria feita com “máxima parcimôniaâ€, o que levou parte do mercado a projetar uma redução de 0,25 ponto para a reunião que se encerra esta noite.

Essa aposta ganhou força semana passada, quando o diretor de Assuntos Internacionais do BC, Luiz Awazu Pereira, destacou a persistência de um quadro de crescimento “medíocre†na economia mundial, “por um período mais prolongado do que originalmente se antecipavaâ€.

O diretor, que havia feito comentários pessimistas sobre a crise exatamente na véspera do primeiro corte de juros de 2011, afirmou ainda que é importante “calibrar o ponto mais favorável†para que o crescimento do Brasil continue a acelerar sem riscos para a inflação.

Pesquisa realizada pelo serviço AE Projeções, do Grupo Estado, que edita o Jornal da Tarde, mostrou que 42 de 80 economistas consultados esperam manutenção da Selic e 38 preveem redução de 0,25 ponto. Uma semana antes, apenas 24 esperavam corte. Quatro economistas esperam ainda um novo corte de juros em novembro. Bradesco e Itaú Unibanco projetam que os diretores do BC vão reduzir a Selic hoje, para 7,25%, e encerrar o ciclo de cortes. O Santander e as consultorias LCA e Tendências estão entre os que esperam manutenção dos juros em 7,50%.

Roberto Padovani, economista-chefe da Votorantim Corretora, afirma que há espaço para uma redução adicional da Selic na reunião. “A avaliação do BC é que os riscos inflacionários estão relativamente controlados.†Em relação aos próximos passos da política monetária, o economista lembra que o Copom não tem trabalhado com um plano definido.

Procura por crédito diminui em setembro

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo, Crédito, Indicadores

Victor Vieira
Especial para o Jornal da Tarde

Após duas altas mensais seguidas, caiu o número de consumidores que buscaram crédito em setembro, revelou o Indicador da Demanda do Consumidor por Crédito, da Serasa Experian. O recuo foi de 9% em relação ao mesmo período de 2011 e de 16,5% comparado a agosto deste ano. “A queda, no entanto, não reverte a tendência que se desenha, desde o início do segundo semestre, de retomada do consumidor ao mercado de créditoâ€, afirma o economista da Serasa Experian Luiz Rabi.

Para o economista, o calendário foi um dos fatores que pesaram na retração. Setembro de 2012 teve 19 dias úteis, quatro a menos que agosto e dois menos a menos que o mesmo mês no ano passado. Se anulada a diferença, que influencia as vendas no varejo, a média diária foi 1,1% superior a agosto e 0,6% mais alta que setembro de 2011. A redução das taxas de juros, a isenção de impostos para alguns produtos e o baixo índice de desemprego explicam a variação maior.

No entanto, a professora de economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Cristina Helena Mello acredita que a política de juros mais baixos ainda influencia pouco o comportamento do consumidor. “O brasileiro geralmente não observa essas taxas antes de pedir créditoâ€, argumenta.

A tendência é que cresça a sede por crédito no último trimestre do ano com o 13º salário, as compras de Natal e preparativos para férias. O reajuste de categorias como metalúrgicos, bancários e parte dos servidores públicos também pode ajudar na recuperação do mercado de crédito até o fim de 2012. No acumulado do ano, porém, o saldo deve ficar negativo.

Segundo o indicador, a diminuição na demanda por crédito foi mais elevada entre consumidores de renda alta. Na comparação com setembro do ano passado, a queda na procura foi superior a 12% para os brasileiros que recebem mais de R$ 5 mil por mês e inferior a 9% para quem ganha menos de R$ 1 mil. Segundo Luiz Rabi, o aumento de 14,26% no salário mínimo este ano impulsionou as compras das classes mais baixas.

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