Estado.com.br
Quinta-feira, 20 de Junho de 2013
Seu Bolso
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

Materiais de construção com descontos de até 70%

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Construção, Consumo

JOSÉ GABRIEL NAVARRO

O momento é favorável para construir ou reformar: grandes redes varejistas estão com descontos de até 70% em uma variedade grande de produtos. É o caso da Dicico, por exemplo, que está com na campanha “Liquida Já” em andamento, que vai até quarta-feira e abrange todas as 56 unidades da empresa. Entram na promoção mais de 3 mil itens, entre louças e metais sanitários, toucadores, banheiras, tintas, esquadrias, fechaduras, iluminação, elétrica, hidráulica, utilidades domésticas e decoração. Mas a maior redução de preços está sendo feita no setor de pisos e revestimentos.

Sabendo disso, a publicitária Daniela Viana, de 35 anos, aproveitou para tentar agilizar a reforma no sobrado onde pretende morar com o marido, Leonardo, de 34 anos. Eles foram ontem, no primeiro dia da promoção, a uma loja da Dicico na Marginal Tietê com a filha Isadora, de 1 ano, em busca de materiais para a fachada da futura casa.

“Já compramos pisos e azulejos para todo o lado de dentro, agora queremos soluções para a parte externa”, conta Daniela. “A gente já foi em lojas mais perto de onde moramos, na zona sul, mas decidimos vir aqui por causa do preço menor e do atendimento.”

Facilidades
O último dia de “Liquida Já”, a Dicico oferecerá a possibilidade de se pagar pelos produtos da casa em até 18 parcelas, mais a entrada, graças a uma parceria com a Financeira Sorocred. Normalmente, o parcelamento é feito em até 12 vezes.

Já a Telhanorte está com outro tipo de promoção. Até 27 de setembro, a compra de determinados produtos dá aos clientes o direito de comprar um item complementar por só R$ 1.
Por exemplo, ao adquirir 15 metros quadrados de pisos e revestimentos de marcas como Portinari, Incepa, Eliane, Ceusa, Gyotoku, Itagre e Lanzi, a argamassa sai por R$ 1. Outra combinação é possível ao se pagar R$ 1499 por um aquecedor de água a gás LZ 2500, da Lorenzetti, e levar por R$ 1 uma ducha modelo Lorenstorm, da mesma marca.

“Conseguimos reunir alguns dos melhores fabricantes de materiais de construção em todos os departamentos. O consumidor terá a certeza de levar para casa um produto complementar de qualidade”, afirma a gerente de publicidade e promoção da Telhanorte, Suzana Almeida.

Mais descontos
A rede francesa Leroy Merlin segue até 8 de outubro com o Festival da Casa, que oferece produtos e preços exclusivos.

A empresa não divulga descontos específicos, mas a Ducha Gorducha, da Corona, está custando R$ 27,90 nas lojas de São Paulo, por exemplo. A tinta branca com acabmento fosco Standard AquaCryl, da Sherwin Williams, sai por R4 119,90. Além disso, os revestimentos também estão com preços competitivos. O metro quadrado do porcelanato polido da Lotus custa R$ 32,90.

A Casa & Construção (C&C) mantém o seu outlet com itens para equipar a casa. A luminária solar Light, da General Heater, sai por R$ 252 à vista, e o jogo de duas banquetas vermelhas cromadas da Multivisão, R$ 599.

Na promoção Compare e Compre, um conjunto de ofertas que valem até o fim deste mês, uma poltrona de alumínio teve o preço reduzido de R$ 139,90 para R$ 99,90. Já o preço do gabinete para cozinha modelo Havenna, da Bonato, foi de R$ 415,90 para R$ 372,90.

MRV entra na ‘lista suja’ do trabalho escravo

Categoria: Agenda, Análise, Construção, Empresas, Trabalho

Marina Gazzoni

A construtora MRV, uma das cinco maiores do País, entrou no cadastro de empregadores flagrados com exploração de mão de obra em condições análogas à escravidão. A chamada “lista suja” foi divulgada na noite de segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo o órgão, as empresas citadas no cadastro estão impedidas de contratar crédito em bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal.

A empresa é citada três vezes na lista, com irregularidades em obras de suas filiais de Bauru e de Americana, no interior de São Paulo, e de sua subsidiária Prime Incorporações, em Goiânia. O cadastro inclui 398 pessoas físicas e empresas, a maioria fazendeiros e companhias ligadas ao agronegócio.

Segundo o Ministério do Trabalho, apenas nas obras de Americanas e Bauru foram resgatados 68 trabalhadores em condições análogas à escravidão em 2011, a maioria deles trazidos de Estados do Nordeste por empresas terceirizadas que prestavam serviço em obras da MRV. Eles não tinham registro de trabalho e ficavam em alojamentos insalubres, sem “lençol, travesseiro ou cobertor”, disse o órgão.

A MRV é a maior empresa na lista do Ministério do Trabalho. Ela é a principal parceira da Caixa Econômica Federal no programa Minha Casa, Minha Vida – as obras dos empreendimentos recebem o financiamento do banco. Em 2011, lançou 42 mil unidades, 85% delas no programa.

A Caixa Econômica informou ao Estado, que é signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil. “Enquanto o problema que deu origem à inclusão (do nome da empresa no cadastro do Ministério do Trabalho) não for resolvido, o infrator fica impedido de ter acesso a novos créditos”, disse o banco.

A praxe no banco é, segundo o comunicado, solicitar informações complementares sobre a ação fiscal que deu origem à inclusão do nome da empresa no cadastro antes de implementar as restrições.
A Caixa informou também que não tem novas propostas “em vias de ser contratadas com a MRV” e que os contratos antigos serão preservados. “As operações já contratadas não são objeto de restrições, uma vez que uma eventual paralisação de obras já iniciadas, além dos sérios prejuízos econômicos, resultaria, de pronto, em desemprego dos trabalhadores.”

A MRV disse, em comunicado, que “foi surpreendida” com a inclusão do seu nome da lista. “O Grupo MRV não tolera qualquer prática que configura trabalho precário dentro do seu quadro de empregados e de seus fornecedores”, informou a empresa.

A empresa ressaltou que, “mesmo não concordando com os apontamentos feitos na fiscalização” das obras citadas, “sanou tudo que foi identificado” pelos fiscais do trabalho na ocasião. A empresa disse que tomará “todas as medidas cabíveis” para excluir seu nome da lista.

Mercado
A ação da MRV foi a única entre as cinco maiores construtora do País que perdeu valor ontem. Os papéis da companhia chegaram a cair 6,6%, mas fecharam ontem a R$ 10,72, uma queda de 3,85%. Ontem, o Ibovespa subiu 0,35% e Rossi, Cyrela, Gafisa e PDG se apreciaram respectivamente, 9%, 5,2%, 2,4% e 0,3%. “Houve um pouco de exagero do mercado. A MRV deve conseguir reverter essa questão”, disse o analista Flávio Conde, da CGD Securities.

Segundo o Ministério do Trabalho, os nomes das empresas flagradas em infrações são mantidos no cadastro por dois anos. Mas elas podem recorrer à Justiça para tentar “limpar” seu nome antes. Foi o que fez a Cosan, por exemplo, em 2010, que conseguiu uma liminar para ser retirada do cadastro.

INCC-M tem alta de 0,85% em julho, de 1,31% em junho

Categoria: Agenda, Análise, Construção, Indicadores

WLADIMIR D’ANDRADE

O Índice Nacional da Construção Civil – Mercado (INCC-M) desacelerou a alta ao passar de 1,31% em junho para 0,85% em julho, informou nesta quinta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Até este mês, o índice acumula avanços de 5,87% no ano e de 7,31% em 12 meses.

O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou taxa de 0,63% em julho. No mês anterior, a variação foi de 0,30%. O resultado de julho levou esse índice a acumular altas de 3,08% nos sete primeiros meses de 2012 e de 4,39% em 12 meses.

Já o índice referente a Mão de Obra atingiu 1,05% em julho ante 2,28% em junho. No ano, a variação acumulada é de 8,64% e em 12 meses, de 10,20%. O INCC-M foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 de junho e 20 de julho.

Posts Relacionados

  • No Related Post

Tópicos Relacionados

Materiais de construção: descontos chegam a 70%

Categoria: Construção, Consumo

JOSÉ GABRIEL NAVARRO

Para quem quer construir ou reformar a casa, o momento está favorável. Quatro grandes rede de lojas voltadas para esse tipo de produto estão com promoções. Em pelo menos duas delas, os descontos chegam a 70%. Esses são os casos da Telhanorte, com a campanha “Liquida Forte”, válida até 2 de agosto, e da Dicico, cujo “Mega Feirão” vai até quarta-feira.

A Telhanorte identifica os produtos em promoção com uma etiqueta vermelha e distribui os descontos por uma série de produtos, de vários tipos. Para a ação especial de vendas, a rede fez negociações especiais com seus principais fornecedores.

Os preços ficaram menores em setores como metais sanitários, revestimentos, tintas, móveis, materiais básicos, iluminação, elétrica, louças, esquadrias, ferragens e utilidades domésticas. Também entram na promoção itens de marcas próprias da Telhanorte (Coisas & Coisinhas, Pro Steel e Alterna). Na Dicico, o Mega Feirão é tradicional. Os produtos com desconto variam conforme o mês.

Desta vez, têm descontos itens das linhas de pisos, azulejos, louças, pias, portas, forros, luminárias, tintas de parede, caixas d’água, massa-corrida, ferramentas para conserto, cabos e disjuntores elétricos, maçanetas, além de produtos de apoio (como escadas de alumínio, lixeiras e assentos para vaso sanitário).

Comparando preços
Ciente dessas oportunidades, a aposentada Rosângela Dropa, de 53 anos, decidiu comparar os valores de portas e chaves de luz para seu apartamento na Barra Funda. Ela quer renovar o lugar, construído em 1972, e decidiu aproveitar o período cheio de promoções.

“Essa estratégia funcionou bem comigo da última vez que fiz uma reforma, em 2005”, conta Rosângela. Ela anota os preços que encontra em cada loja e mostra aos atendentes na esperança de conseguir pagar menos. “Também desenvolvi um relacionamento mais próximo com os vendedores e eles acabaram oferecendo melhores condições de pagamento, se envolvendo com meu plano de mudar minha casa.”

Depois de passar pela Telhanorte da Marginal do Tietê, a aposentada ainda pretendia ir à Leroy Merlin, que tem uma loja na mesma via. Até segunda-feira, a Leroy tem preços especiais em seu “Festival de Portas e Janelas”.

Além da promoção, que abrange complementos como puxadores e maçanetas, a rede promete baixar o valor dos objetos caso o cliente apresente tabloide de outra loja com preços menores. A Leroy também oferece corte de madeira para quem comprar alguma porta cujas medidas não estejam adequadas ao espaço reservado no batente.

Por último, Rosângela pretende passar na C&C Casa e Construção. Foi lá que ela diz ter conseguido comprar a maioria daquilo de que precisou na reforma mais recente que realizou em seu apartamento, graças às pechinchas negociadas com atendentes.

Eletrodomésticos
A rede tem ainda em seu portfólio de vendas o “Outlet C&C”. Nesse conjunto de descontos, entram objetos para o dia a dia em casa, como banquetas, cortadores de grama e alarme residencial, além de eletrodomésticos, como home theater, liquidificadores, mesas dobráveis e até secadores de cabelo e mochilas para notebook.

Também fazem parte do pacote promocional maçanetas, serras elétricas, esmerilhador, parafusador e torneiras. A C&C anuncia ainda preços menores em tabloides promocionais, que mudam de unidade para unidade.

Construção civil dá sinais de desaceleração

Categoria: Agenda, Análise, Construção, Indicadores

Daniela Amorim

Os reajustes salariais dos trabalhadores da construção civil este ano estão menores do que os registrados em 2011, sinal de tendência de desaquecimento do emprego no setor. A mão de obra subindo menos já desacelera a inflação da construção, medida pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Em junho, no Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna, o INCC apontou uma alta acumulada de 7,04%, enquanto a taxa vinha rodando a 8% em meses anteriores, ressaltou Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas da FGV.

“Isso está acontecendo num momento em que a construção mostra uma certa exaustão. O setor tem dado indicações de que anda um pouco mais devagar. Os empresários estão menos otimistas, a demanda mais retraída, e o crédito ficou menos favorável do que antes. O resultado é que se contrata menos e os reajustes dos trabalhadores não são mais tão altos”, afirmou Quadros.

O reajuste salarial da categoria em São Paulo este ano foi de 7,47%, contra um aumento de 9,75% em 2011. Brasília também teve aumento menor este ano, de 9,75%, ante 15,81% em 2011. Em Salvador, os empregados da construção receberam reajuste de 9%, após um aumento de 10,23% no ano passado.

“O comportamento, de um modo geral, é de desaceleração. Em 2012, o aumento salarial está predominantemente menor do que em 2011”, disse Quadros. “Não sei se isso levará a uma redução de um ponto porcentual na inflação da construção, mas tranquilamente ela vai fechar abaixo do que fechou em 2011 (7,49%)”. Na passagem de abril para maio, a atividade de construção dispensou 55 mil trabalhadores, um recuo de 2,9% na população ocupada no setor, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).