Caixa reduz juros do crédito para compra de imóvel
- 25 de abril de 2012 |
- 23h00 |
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Categoria: Agenda, Análise, Casa própria, Crédito, Imóveis
GISELE TAMAMAR E EDUARDO CUCOLO
O movimento de corte dos juros chegou ao crédito imobiliário. Ontem, a Caixa Econômica Federal anunciou suas novas taxas tanto para quem já é cliente do banco quanto para o público em geral. As reduções vão valer para contratos assinados a partir de 4 de maio. Quem já fechou negócio, mesmo que há pouco tempo, não poderá renegociar com o banco. Porém, quem está para assinar o contrato terá a possibilidade de adiar o compromisso para se beneficiar do crédito mais barato.
Para imóveis de até R$ 500 mil pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), os juros para todos os clientes caíram de 10% para 9% ao ano. Já quem tem relacionamento com o banco, ou seja, tem cheque especial e cartão de crédito, poderá contar com juros mais baixos. A taxa caiu de 8,9% para 8,4% ao ano. No caso dos clientes que recebem o salário no banco, a taxa será de 7,9% ao ano.
Para as unidades com preço acima de R$ 500 mil, o juro baixou de 11% para 10% ao ano para o público em geral. E de 10,5% para 9,2% ao ano para os clientes com relacionamento. Quem recebe o salário no banco terá uma taxa de 9% ao ano.
Em uma simulação feita pela Caixa, a nova taxa para um financiamento de R$ 200 mil feito por um cliente independentemente de relacionamento com o banco resultará em uma economia de cerca de R$ 18 mil em um contrato de 20 anos.
O vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, afirmou que os clientes que pretendem contratar empréstimos habitacionais entre hoje e o dia 4 devem avaliar se compensa adiar o negócio. “Se assina hoje ou não é uma decisão de cada cliente. Ao chegar em uma agência o cliente vai ser informado para que possa tomar a decisão.”
A Caixa também vai reduzir a taxa máxima para financiamento de imóveis de até R$ 170 mil, que são bancados com recursos do FGTS. O juro cai de um teto de 8,47% para 7,9% ao ano, para clientes que recebem salário no banco. Se o cliente tiver conta do FGTS, a taxa será de 7,4% ao ano.
A avaliação do vice-presidente de Habitação Econômica do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Flávio Prando, sobre a redução é “extremamente positiva” e acredita que ela deverá ser seguida por outros bancos. Isso porque o cliente do financiamento imobiliário é visto com bons olhos pelas instituições financeiras, já que vai ficar fidelizado ao banco por um longo período. “Uma taxa de juros menor é uma ferramenta importante para facilitar a compra da moradia.”
O professor do curso de Administração da ESPM, Adriano Gomes, também acredita que os outros bancos vão se movimentar para anunciar novas reduções. Mas nos próximos meses, caso um novo corte dos juros básicos, a Selic, se concretize, os bancos terão mais potencial para o financiamento imobiliário. Isso porque uma Selic menor reduz a rentabilidade de aplicações financeiras que são atreladas a ela. Com isso, a poupança se torna mais atrativa com sua rentabilidade de 6% ao ano mais taxa referencial e sem a cobrança de taxas e Imposto de Renda. Mais atrativa, a aplicação ganha mais recursos que poderão ser direcionados para o crédito imobiliário.
Mesmo caminho
O Citibank também fez cortes ontem nos juros, que passam a valer no dia 2. A taxa do crédito imobiliário cairá de 10,95% para 8,9% ao ano mais TR. Novas operações de crédito pessoal terão juro inicial de 1,69% mensais, e financiamento de veículos, a partir de 0,99% ao mês. O cheque especial, com taxas a partir de 1,99% ao mês, vale para contratos vigentes.
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