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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Cai criação de emprego com carteira assinada

Categoria: comércio, Indústria, Trabalho

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O ritmo de abertura de postos formais de trabalho na cidade de São Paulo caiu em setembro – mês que, tradicionalmente, apresenta alta, por causa da contratação de profissionais temporários. Foram criadas 16,4 mil vagas no mês. O número é 25% menor que os 22 mil postos abertos em agosto e 27% menor que as 22,4 mil vagas criadas em setembro de 2010, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged).

Para especialistas, o número é inesperado e desanimador. “Demonstra uma forte desaceleração da economia em função tanto do desaquecimento industrial quanto da demanda no comércio, que não está mais com muito apetite”, afirma Adriano Gomes, professor de finanças no curso de administração da ESPM.

A indústria sofreu nos últimos meses com o dólar em baixa, que facilitava as importações. Já o comércio perdeu movimento por conta, principalmente, da inflação e dos juros elevados. “Uma das maiores altas foi no setor de alimentos, com peso maior no orçamento de famílias de classes mais baixas, que precisam tirar o dinheiro dos gastos mais supérfluos, como eletroeletrônicos e automóveis”, diz o assessor técnico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), Guilherme Dietze.

Tudo indica que o Natal deste ano não apresentará um crescimento tão expressivo. E isso pode influenciar nas contratações de funcionários temporários e até nas efetivações desse pessoal que, tradicionalmente, atingem 25% ou 30% após a época de festas. “Podemos falar em 15% de efetivação”, opina Gomes. “A tendência é que o comércio ajuste suas despesas ao novo nível de vendas. Dependendo da intensidade da crise externa essas contratações podem cair pela metade já neste final de ano”, concorda Grise.

As expectativas da Fecomercio para o movimento do Natal, no entanto, não são de queda em relação ao ano passado. “Não esperamos crescimento, mas o movimento deve ser o mesmo”, diz Dietze.

Índice nacional
Em todo o País, a desaceleração no mercado de trabalho registrou o pior setembro dos últimos cinco anos. Foram criadas 209.078 vagas com carteira assinada no mês passado, desempenho bem inferior aos 246.875 postos de setembro de 2010. A última vez em que o nono mês de um ano apresentou saldo inferior a 240 mil vagas havia sido em 2006, quando foram criados 176,7 mil empregos.

Apesar do resultado fraco ante a média dos últimos anos, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou não estar preocupado com o resultado do ano. “O resultado não nos preocupa porque estamos no meio de uma crise internacional, mas a demanda doméstica continua forte. E a criação de emprego continua aumentando acima do crescimento da economia”, argumentou o ministro. Colaborou Eduardo Rodrigues.

1 Comentário Comente também
  • 19/10/2011 - 12:42
    Enviado por: Ademar

    Dá a impressão que a economia não está mais com vento em
    popa. E o que é pior, a economia sempre fica refém das
    oscilações cambiais e do vai e vem da crise internacional
    que nunca chega ao fim. Além disso, há agravantes como
    ameaça da volta da inflaçao e juros altos.

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