Brinquedo mais barato para o Dia da Criança
- 10 de setembro de 2010 |
- 22h45 |
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Gisele Tamamar
O consumidor que for comprar presentes para o Dia da Criança encontrará produtos 4,09% mais baratos que há um ano. É o que mostra o Índice do Custo de Vida (ICV) calculado entre setembro de 2009 e agosto deste ano pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O porcentual vai na contramão da inflação geral registrada no mesmo período, de 5,15%.
O proprietário da loja Semaan, Marcelo Mouaward, aponta alguns fatores que influíram em tal queda. O primeiro é o aumento dos estoques das empresas, resultado da sobra de produtos do último ano. “Apesar do bom Natal de 2009, o Dia da Criança não foi tão bom assim”, explica. O segundo ponto citado por Mouaward é a queda do dólar e o consequente barateamento dos itens importados. Em julho do ano passado, por exemplo, a moeda norte-americana atingiu a casa dos R$ 2. Ontem, fechou cotada a R$ 1,72, desvalorização de 14%.
Os pais que optarem por produtos nacionais notarão uma redução de 4% em relação a 2009, de acordo com estudo feito pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) com uma cesta de 900 itens. Na opinião do presidente da Abrinq, Synésio Batista da Costa, a queda é explicada pela escala econômica. Ou seja, as empresas daqui deixaram de fabricar produtos — como ursos de pelúcia e bonecas de plástico — em que não conseguiam competir com os chineses e voltaram a produção para brinquedos com maior valor agregado.
A empresária Gislaine Gerin, 35 anos, já decidiu o que comprar para os filhos Lucca, de 1 ano, e Paulo, que completará 3 anos no dia 18. “Vou comprar um caminhão do mesmo modelo para cada um. Tem que ser igual para não dar briga”, conta. E ela revela uma tática eficaz para não gastar muito: vai sozinha às lojas. “Se eu levo os dois, eles querem tudo”, relata a empresária. Gislaine acrescenta que não pensa em desembolsar mais do que R$ 100 em cada presente, além de um livro.
A gerente administrativa Alinne Alves Cardozo, 29 anos, enfrenta o mesmo dilema com a filha de 6 anos. “Se eu levo a Jullia para a loja, ela quer tudo. Por isso, questiono o que ela quer em casa, com duas ou três opções”, diz. Para o dia 12 de outubro, a dúvida está entre uma bicicleta ou um jogo. “O Natal já está chegando e tenho que analisar bem os presentes.”
A data também é esperada com otimismo pelo varejo. A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) projeta vendas 16,5% maiores ante 2009, além de gasto médio entre R$ 80 e R$ 120. Já a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) estima alta entre 8% e 10%. “O varejo vem tendo um bom desempenho no ano e o Dia da Criança não deve ser diferente”, comenta o economista-chefe da associação, Marcel Solimeo.
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