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Sábado, 25 de Maio de 2013
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Brasileiro compra mais remédios genéricos

Categoria: Agenda, Análise, Consumo

Clarissa Thomé

Um em cada quatro remédios vendidos no Brasil, entre janeiro e março, foi genérico. Esse tipo de medicamento já representa 25,4% do mercado brasileiro, uma marca histórica.
O dado, divulgado pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos), corresponde a um aumento de 23,5% nas vendas de medicamentos genéricos ante o primeiro trimestre de 2011. Os dados, que estão no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), também apontam a evolução do setor. Na última década, o número de medicamentos registrados no País saltou de 1.562, em 2001, para 16.675, em 2010.

Para o presidente da Pró-Genéricos, Odnir Finotti, esse número poderia ser maior. O setor se queixa da demora de até 15 meses para o registro de novos produtos na agência reguladora federal.
“Houve crescimento de medicamentos genéricos registrados, no ano passado, em torno de 30%. Poderia ter havido mais produtos registrados se no último trimestre do ano não tivesse ocorrido uma demora maior na análise desses registros”, explica Finotti.
Segundo o executivo, entre 2001 e 2006, a ANS manteve equipe exclusiva para cuidar da licença de novos remédios genéricos. A partir de 2006, esses produtos passaram a entrar na fila junto com outros medicamentos.
“O setor não quer mudança no nível de exigência para a liberação dos produtos. A ideia é priorizar os genéricos inéditos, aqueles em que venceu a patente do medicamento de marca e não há outro genérico no mercado. É a maneira de garantir o acesso da população a esses remédios”, diz.

A assessoria de imprensa da Anvisa foi procurada pela reportagem às 18h20, mas informou que o expediente se encerra às 18 horas e não havia quem pudesse comentar o crescimento.
De acordo com estimativa da Pró-Genéricos, a diferença de preço entre o remédio de marca e o genérico está em torno de 52%, com pico de até 85%. “Quem já comprava medicamentos passou a acreditar que não precisa pagar mais para ter remédios de qualidade”, afirma.

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