Brasil tem o 4º pior resultado entre os Brics
- 3 de setembro de 2011 |
- 15h30 |
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Categoria: Indicadores
Sergio Torres
A alta de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2010, manteve o Brasil na quarta posição entre os cinco países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Somente a África do Sul cresceu menos (1,3%).
No primeiro trimestre de 2011 o Brasil havia ficado à frente apenas da Rússia. Desta vez, o PIB russo, de 3,4%, superou o PIB brasileiro. A China, absoluta com 9,5%, e Índia, com 7,7%, lideram o Brics em relação ao crescimento da economia no segundo trimestre deste ano.
Apesar da liderança, tanto a China quanto a Índia registram desaceleração moderada no crescimento em relação aos trimestres anteriores. A expansão chinesa estancou a partir dos últimos três meses do ano passado, quando o PIB atingiu 9,8%. No primeiro trimestre deste ano baixou para 9,7%.
Na Índia, o PIB tem decaído há seis trimestres. No primeiro trimestre de 2011 chegou a 7,8%. Agora, caiu 0,1 ponto porcentual, patamar considerado inexpressivo quando se faz a avaliação dos cenários das contas nacionais.
A queda no PIB fez a África do Sul regredir aos resultados obtidos há dois anos. Em 2009, a crise financeira iniciada no ano anterior derrubou para 1,7% um crescimento que, em 2007, chegara a superar os 5%.
Também muito prejudicada pela crise mundial de 2008, a Rússia mantém o processo de queda do PIB. Taxada em 4,1% no primeiro trimestre do ano, a economia do país caiu para 3,4% nos três meses posteriores.
PIB percapita
Quanto ao PIB per capita, por causa das populações numerosas, o Brasil (cerca de 190 milhões de habitantes) só ficou atrás da Rússia (cerca de 140 milhões) no segundo trimestre. A produção de riquezas por brasileiro ficou em US$ 10,9 mil. Na Rússia, o PIB per capita foi de US$ 15,9 mil no último trimestre medido em 2011.
Na comparação internacional com 15 países desenvolvidos e em desenvolvimento selecionados pelo IBGE, o Brasil, empatado com a Coreia do Sul, registrou a terceira maior expansão do PIB (0,8%) no segundo trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior. O Chile obteve a maior alta, com 1,4%, e o México aparece em segundo, com crescimento de 1,1%. Bélgica é a quarta em expansão, com 0,7%. Noruega, a quinta, com 0,4%.
Os países desenvolvidos registraram avanços considerados insignificantes, como os Estados Unidos, a Espanha e o Reino Unido, todos com 0,2%, mesma taxa da União Europeia. Alemanha e Holanda registraram 0,1%. A França não cresceu nem decresceu. O Japão regrediu -0,3%.
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