Brasil é o 3º entre países sob especulação
- 22 de outubro de 2010 |
- 13h13 |
- Tweet este Post
Categoria: Indicadores, Investimentos
Adriana Fernandes
Eduardo Rodrigues
Atrás apenas da África do Sul e Austrália, o Brasil está no topo da lista dos países que garantiram maior retorno aos investidores estrangeiros nas operações de “carry-trade”. Nessas operações, que o governo brasileiro tenta reduzir com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o investidor toma dinheiro emprestado em um país a juros baixos e aplica numa região que pague juros mais altos, como o Brasil.
A consequência é um fluxo maior de dólares para o país que paga juros elevados, e a valorização da sua moeda, prejudicando as exportações.
Em 12 meses até o fim de setembro, o Brasil garantiu aos investidores um ganho de 14,5%. Na África do Sul, a rentabilidade em um ano foi de 18,2% e, na Austrália, de 15,8%. Na 8ª edição do boletim “Economia Brasileira em Perspectiva”, divulgada ontem pelo Ministério da Fazenda, a equipe econômica apresentou um ranking dos ganhos (no jargão econômico, chamado de carry return) com aplicações em renda fixa em vários países e alertou para o problema cambial dessas operações.
No documento, a Fazenda diz que o governo “usará todos os instrumentos para eliminar novo movimento especulativo no câmbio”. O aumento da liquidez internacional (maior quantidade de recursos disponíveis) e os juros brasileiros, destacou o boletim, atraíram investidores que buscam retorno nos juros e no mercado de câmbio. Com isso, a participação do real nas transações em mercados futuros e opções teve forte aumento no último ano, levando o Brasil a figurar nas primeiras posições com o maior número de operações no mercado de derivativos.
Segundo um assessor do ministro, o Brasil poderia estar numa situação pior se não tivesse adotado no ano passado a alíquota de 2% do IOF para o ingresso de investimentos estrangeiros para ações e renda fixa.
<bJuros
No boletim, a Fazenda também destacou que o ciclo de alta de juros foi interrompido e a tendência agora é de retomar o processo de queda. O documento ressaltou que a taxa real (descontada a inflação) voltou a ficar abaixo de 6%. A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2010 é de 5,1%, convergindo para o centro da meta (4,5%) em 2011.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
África do Sul, alíquota, aplicações, Austrália, boletim, Brasil, câmbio, carry return, carry trade, dinheiro, dólares, Economia Brasileira em Perspectiva, emprestado, equipe econômica, exportações, governo brasileiro, Imposto sobre Operações Financeiras, inflação, investidor, investidores, investidores estrangeiros, investimentos estrangeiros, IOF, IPCA, jargão econômico, juros, juros baixos, juros brasileiros, juros elevados, juros mais altos, liquidez internacional, mercado de câmbio, mercado de derivativos, mercados futuros, ministério da Fazenda, moeda, movimento especulativo, opções, países, problema cambial, projeção, ranking, renda fixa, tendência, topo da lista, valorização
- : Demitido? Hora de acionar os contatos http://t.co/RLSOF2bW 7 mins ago
- : Juro ao consumidor cai para o menor nível desde dezembro de 2010 http://t.co/aoSsEwEA 5 hrs ago
- : Um terço da renda de 14 milhões de ... http://t.co/26wdOXdD 1 day ago
- : Carro em leilão sai por menos que uma bic... http://t.co/k0VymdTM 1 day ago
- : Presidente da Apple abre mã... http://t.co/PASSnD2p #seubolso #apple 1 day ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS
Deixe um comentário: