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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Bovespa vira a segunda maior Bolsa do mundo

Categoria: Empresas, Indicadores, Investimentos

O mercado de capitais brasileiro fechou a semana com boas notícias. Além da capitalização recorde da Petrobrás, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se tornou a segunda maior do mundo em valor de mercado (R$ 30,4 bilhões pela cotação de quinta-feira). Segundo o presidente da Bolsa paulista, Edemir Pinto, agora a BM&F Bovespa só perde para a Bolsa de Hong Kong.

“Hoje somos 25% maior que as três principais bolsas do mundo: Nova York, Londres e Nasdaq”, comemora o executivo, durante discurso na cerimônia de lançamento das ações da Petrobrás. Ele destacou que a Bolsa tem feito um grande esforço para atrair novos investidores para o mercado acionário. Até 2014, a principal meta da BM&F Bovespa é elevar o total de 600 mil acionistas para 5 milhões. A tarefa, segundo ele, deve contar com alguns incentivos que ainda estão em elaboração.

Edemir Pinto, explicou que a instituição está trabalhando para reduzir os custos de transação para as pessoas físicas. O foco é a área de custódia de ações. Ele afirmou, ainda, que a Bolsa ampliará a campanha publicitária com Pelé cujo foco é estimular o pequeno investidor a se manter acionista de uma empresa. “A partir do dia 4, a campanha será veiculada no Brasil todo”, disse o executivo. Por ora, está restrita às praças de Curitiba (PR), Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG).

Novos lançamentos

Outra frente de trabalho será incentivar novas empresas a abrir seu capital na Bolsa. “De 2004 para cá 150 companhias fizeram o lançamento de ações. Nossa meta é conquistar mais 200 empresas nos próximos anos. E esta é uma meta conservadora”, destacou ele, sem estabelecer prazos. Segundo o executivo, se compararmos a quantidade de empresas que negociam suas ações na Bolsa brasileira com as demais bolsas mundiais, ficamos muito atrás. “Por isso, temos de fazer um trabalho com as pequenas e médias empresas para que elas possam expandir, crescer e se tornar importantes para o Brasil.”

Sobre a capitalização da estatal, ele afirmou que se trata de um “marco para o mercado que simboliza a magnitude da capitalização da Petrobrás para o Brasil e para o mundo”. “A história da economia brasileira e do mercado mundial de capitais passa a se dividir em antes e depois da capitalização da Petrobrás.” (Renée Pereira, com colaboração de Leandro Modé e Kelly Lima)

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