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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013
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BB reduz juros e amplia crédito

Categoria: Agenda, Análise, Bancos, Juros

O Banco do Brasil (BB) anunciou ontem um pacote de incentivo ao crédito com corte de juros e aumento de R$ 43,1 bilhões no limite disponível aos clientes. A ação faz parte do plano do governo para aquecer a economia com empréstimos mais baratos e mira cerca de 50 milhões de brasileiros que têm conta em outros bancos que cobram juros mais altos. A intenção é incentivar a concorrência e provocar a redução dos juros também nos concorrentes.

O pacote vai beneficiar pessoas físicas e micro e pequenas empresas. Na próxima segunda-feira, a Caixa Econômica Federal deve anunciar pacote semelhante, com o mesmo objetivo.
O pacote abrange as operações voltadas ao consumo: financiamento de veículo, crédito de loja, consignado e rotativo do cartão de crédito. Nos cartões de crédito do BB, a taxa mínima caiu de 3,96% para 3% ao mês. A maioria dos clientes do banco paga média de 12%. Na compra de carro, a taxa mínima caiu de 1,24% para 0,99%. Para aposentados, as taxas do crédito consignado serão de 0,85% ao máximo de 1,80% ao mês.

Os juros valem a partir da próxima quinta-feira. Para conseguir o juro menor, o cliente de outro banco deverá migrar o recebimento do salário para o BB, a chamada portabilidade da conta.
Na nova casa, o cliente deverá contratar um pacote de serviços na conta corrente, cuja tarifa vai de R$ 18 a R$ 54 ao mês. Aos clientes atuais, o limite de crédito subiu: serão R$ 26,8 bilhões adicionais para pequena empresa e R$ 16,3 bilhões para a pessoa física.

Para os pequenos empreendimentos, a taxa média das principais linhas de capital de giro será reduzida em 15%. No caso da taxa média de recebíveis, a redução será de 16%. Com a medida, os empreendedores podem financiar capital de giro com juro a partir de 0,96% ao mês. Os valores das vendas a prazo com cheques pré-datados, duplicatas e cartão de crédito poderão ser antecipados com encargos a partir de 1,26% ao mês.

O pacote foi acompanhado pela adoção de uma nova mecânica no funcionamento do cartão de crédito e o cheque especial. O uso persistente dessas operações poderá fazer com que o cliente receba automaticamente um crédito pessoal com prazo maior para refinanciar a dívida. A mudança tenta afastar o risco de calote.
Quem pagar o mínimo do cartão de crédito por dois meses seguidos e ainda usar mais de 50% do limite do especial nesse período receberá uma nova operação de crédito pessoal para rolar a dívida.
Nessa espécie de renegociação forçada, o cliente terá até 24 meses para quitar a dívida do cartão e do especial. Nesse refinanciamento, o juro será de 3% ao mês.

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