BB cria cadastro para beneficiar bom pagador
- 11 de maio de 2011 |
- 11h11 |
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Altamiro Silva Júnior
O Banco do Brasil vai cobrar taxas de juros diferenciadas para seus clientes pessoas físicas. Quem tem melhor histórico de relacionamento com o banco terá taxas menores, segundo informou o vice-presidente de Novos Negócios de Varejo, Paulo Rogerio Caffarelli.
“É um prêmio ao bom cliente, uma espécie de cadastro positivo interno”, diz o vice-presidente do BB.
O banco estatal já trabalha com taxas assim no crédito para pessoa jurídica. Na pessoa física, começou a diferenciar as taxas no crédito consignado e no financiamento imobiliário, mas quer levar o projeto para todos os segmentos.
O objetivo é evitar as taxas médias, que penalizam o bom pagador em detrimento do inadimplente, diz o executivo.
A diferenciação das taxas de juros é uma das formas encontradas pelo BB para estimular o crédito para a pessoa física. O objetivo do banco é ser líder nesse segmento no Brasil, hoje dominado pelo concorrente Itaú. O BB tem a segunda maior carteira, que fechou o primeiro trimestre em R$ 116 bilhões.
Há dois anos o banco público trabalha com o que chama BB 2.0, programa interno de melhoria da qualidade do atendimento e dos serviços prestados aos clientes. “Queremos ter um atendimento mais personalizado”, diz Caffarelli.
Inadimplência
O índice de inadimplência do BB, considerando atrasos de pagamentos acima de 90 dias, ficou em 2,1% no primeiro trimestre. Em relação a dezembro, a queda foi de 2,3%. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado também houve recuo: 3,1%.
Segundo o Banco do Brasil, o indicador de inadimplência voltou a patamares praticados antes da crise financeira internacional de 2008. O movimento da inadimplência no BB foi o contrário do que ocorreu nos bancos privados.
No Bradesco e Itaú, o indicador ficou estável no primeiro trimestre ante o período anterior.
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