Aeroporto ruim anula benefícios de acordos
- 5 de maio de 2011 |
- 9h31 |
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Os gargalos na infraestrutura dos aeroportos tornam praticamente sem efeito acordos internacionais de céus abertos entre Brasil e outros países, como Estados Unidos, na ampliação da quantidade de voos internacionais e redução de preço das passagens.
Esses acordos retiram o limite de voos internacionais semanais permitidos. Isso significa que as companhias — brasileiras e estrangeiras — ficam “livres” para elevar os números de voos conforme a demanda de passageiros.
Técnicos do governo e analistas consideram a medida positiva para a expansão do setor no País. Para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os acordos trazem benefícios aos passageiros, como maior concorrência, ampliação de ofertas de horário e destinos.
O problema é que o Brasil esbarra na falta de horários disponíveis (principalmente em Guarulhos), pistas, terminais e balcões para atendimento. Sem contar os embates judiciais que param obras de expansão dos aeroportos.
Em março, o País fechou acordo de céus abertos com os EUA. Até 2014, ano da Copa do Mundo, se houver demanda, poderá ser feito um acréscimo de 100 voos entre os países. A previsão é de que não haja limites de frequências a partir de outubro de 2015.
Os aeroportos de São Paulo estão fora dos acordos, justamente por não ter mais capacidade para ampliar a quantidades de voos.
Em junho, o governo brasileiro deve assinar acordo semelhante com a União Europeia. Com o acordo, haverá um aumento gradual das frequências com todos os membros da comunidade até sua liberação total após 36 meses da data de assinatura.
Assim que a parceria for concretizada, a previsão da Anac é de que a quantidade de voos para a Europa tenha uma elevação de 10%, excluindo os aeroportos de São Paulo.
“Os acordos são positivos. Mas, no cenário atual, não tem como implementá-los”, diz a economista da consultoria Tendências, Amarillys Romano. “Nosso problema é infraestrutura. Isso vai fazer com que as companhias estrangeiras busquem outros aeroportos”, completa o ex-presidente da Infraero, Adyr da Silva.
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