Ouro lidera ranking de investimentos
- 30 de julho de 2011 |
- 14h07 |
- Tweet este Post
Categoria: Agenda, Análise, Dólar, Investimentos
Roberta Scrivano
O cenário internacional foi decisivo para o desempenho dos investimentos no Brasil em julho. As turbulências dos EUA e da União Europeia impactaram diretamente a cotação da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que amargou a pior rentabilidade do mês com queda de 5,74%. Por outro lado, o ouro – que historicamente tem bons resultados em momentos de crise – disparou e se consolidou como a modalidade mais rentável de julho, com alta de 9,32%. O dólar também não vai bem. Só em julho, a moeda perdeu 0,51%.
“Não há explicação doméstica para a configuração do ranking dos investimentos nesse mês. Foi o mercado internacional que colocou a bolsa em posição tão ruim e o ouro com a melhor rentabilidade”, diz Rogério Bastos, diretor da consultoria FinPlan.
As modalidades que integram a renda fixa, durante o mês de julho, demonstraram boa performance. O Certificado de Depósito Bancário (CDB), por exemplo, deu 0,77% de retorno aos investidores. Os fundos DI também registraram rentabilidade de 0,77%. Na sequência aparecem os fundos de renda fixa (com alta de 0,67%) e, depois a caderneta de poupança, com aumento de 0,62% no mês.
Nesta semana, a divulgação da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que sinalizou que a taxa básica de juros (Selic) pode chegar a 13% ao ano até o fim de 2011, deu ainda mais força para as modalidades de renda fixa.
“O juro no Brasil é alto o que torna a renda fixa atrativa. Com perspectiva de alta, essa modalidade passa a remunerar ainda melhor”, diz Bastos, da FinPlan.
Alexandra Almawi, economista da Lerosa Investimentos, pondera, por sua vez, que a bolsa de valores é um investimento de longo prazo e que olhar o desempenho das ações em apenas um mês não está correto. “A bolsa oscila e muito. Por isso, deve-se analisar os resultados sempre no longo prazo, ou você pode se enganar”, comenta.
Mas, mesmo com uma análise mais longa, a Bovespa também mostra resultado negativo. Desde janeiro, a bolsa já acumula perdas de 15,12%. “Mas creio que esse ranking poderá se inverter daqui para o fim do ano”, estima a economista.
E, como as cotações da Bovespa estão bem baixas, Fábio Colombo, administrador de investimentos, recomenda que os interessados em ações comecem a comprar papéis gradativamente de agora em diante. “Em termos estatísticos, a projeção para os próximos 12 meses é um ponto médio de 65.000 pontos, o que representa uma alta de 11% para o índice Bovespa”, avalia.
No ano
Na listagem que analisa o desempenho dos investimentos desde janeiro, ficou com a primeira colocação o ouro (7,32%); em segundo lugar ficou o CDB (5,17%). Em seguida aparecem os fundos DI (5,13%); depois, os fundos de renda fixa (3,66%); na sequência aparece a caderneta de poupança (3,61%).
O dólar (-6,67%) e a Bovespa (-15,12%) foram as alternativas que não ganharam da inflação medida pelo IGP-M (3,03%).
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
Bolsa de Valores de São Paulo, Bovespa, caderneta de poupança, CDB, cenário internacional, Certificado de Depósito Bancário, cotação, crise, decisivo, desempenho, dólar, EUA, FinPlan, fundos de renda fixa, fundos DI, investidores, Investimentos, longo prazo, modalidade, papéis, perdas, performance, pior, ranking, renda fixa, rentabilidade, resultados, turbulências, União Europeia


Deixe um comentário: