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Domingo, 19 de Maio de 2013
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Comprar carro em leilão requer cuidado

Categoria: Agenda, Análise, comércio

SAULO LUZ

Com carros custando até 30% do valor de tabela, os leilões de veículos estão cada vez mas atraentes, principalmente no momento atual, em que os pátios dos leiloeiros estão cheios de veículos retomados de consumidores inadimplentes – o calote bateu o recorde de 5,9% em abril. Mas quem planeja arrematar um automóvel nesses eventos deve conhecer bem os riscos da operação e tomar cuidado para não acabar com um mico na mão.

“No leilão tudo pode acontecer: você pode tanto fazer um excelente negócio como arrumar uma grande dor de cabeça. O carro pode ter muita multa ou problemas no motor que podem custar uma fortuna – mais do que um carro novo – para serem consertados”, diz Paulo Roberto Garbossa, consultor de varejo automotivo.

Ayrton Fontes, economista especializado em varejo automotivo, ressalta que o consumidor pode encontrar boas opções porque os pátios dos leiloeiros estão lotados, em função do aumento de veículos retomados em processos de busca e apreensão promovidos pelos bancos e financeiras. “Estimamos em mais de 150 mil unidades estacionadas nesses pátios, quando a média nos anos anteriores foi de 100 mil”, diz.

Mecânico
Por lei, os veículos são colocados à venda por leilão público aberto a qualquer pessoa. Garbossa alerta que o ideal é o interessado ir ao local com um mecânico de confiança para conferir o estado do carro. “Os leiloeiros não dão nenhuma garantia e você não pode fazer test drive nem ligar o carro. Também é importante conferir a placa para saber se tem multas e puxar o Renavam do veículo para ver se não está com IPVA atrasado ou tem outras restrições”, diz. O comprador do carro leiloado não pode reclamar indenização nos Procons ou na Justiça por causa do estado do veículo, mas só quando houver adulteração ou irregularidade na documentação.

Segundo a consultoria MotorSheck, que atende pessoas, concessionárias e revendedoras de veículos interessadas em leilão, o novo dono pode levar entre 60 e 90 dias para poder circular após a aquisição do veículo – pela necessidade de o automóvel ser vistoriado e pela regularização de documentos, impostos, taxas e multas.

O aposentado Jayme Mamor Haibara, 58 anos, sabe bem das vantagens e dos riscos de adquirir um carro em leilão. Em 2 de março, ele comprou um Mercedes Benz C240, modelo 98/99 por R$ 21 mil. O valor de tabela é R$ 33,4 mil. Prometeram que o carro seria entregue rapidamente. Mas demorou mais de dois meses para ser liberado depois de muita reclamação dele. Mas a dor de cabeça continuou.

“Comprei um C240 e me entregaram um C280. Além disso, a placa é de Curitiba (PR) e não de São Paulo, como o que escolhi. Quero o dinheiro de volta.” Até agora, segundo ele, não houve solução para o caso.

Portabilidade sem carência para aposentado e demitido

Categoria: Agenda, Análise, Planos de saúde

JOSÉ GABRIEL NAVARRO

Aposentados ou demitidos sem justa causa terão direito a fazer a portabilidade do plano de saúde sem cumprirem novas carências. É o que determina, entre outras coisas, as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A forma de calcular o reajuste das mensalidades também muda. A resolução mantém a garantia de demitidos ou aposentados permanecerem no plano pelos prazos que já existiam, mas define critérios para evitar dúvidas.

Durante o período de manutenção, o aposentado ou demitido também vai poder migrar para outro plano, individual ou coletivo, sem cumprir mais carências.

Todas as pessoas demitidas sem justa causa têm o direito de permanecer como beneficiário do plano da empresa por até dois anos, com a mesma cobertura. Para isso, o trabalhador deve ter contribuído com parte das mensalidades. Agora, vai assumir o valor integral. É preciso respeitar o limite mínimo de 6 meses e máximo de dois anos.

Os beneficiários da regra – ex-funcionário ou aposentando – terão de assumir integralmente o valor da mensalidade do plano de saúde, pagando a contrapartida da empresa. Dependentes como o cônjuge e os filhos podem ser incluídos no plano.

Para os aposentados, a nova norma determina que quem contribuiu por mais de dez anos pode manter o plano de saúde pelo tempo que quiser. Quem pagou pelo benefício por menos de uma década tem direito ao plano coletivo pelo mesmo número de anos em que contribuiu. Os demitidos sem justa causa podem permanecer no plano pelo período igual a um terço do tempo em que foram beneficiários dentro da empresa empregadora, respeitando o limite mínimo de seis meses e máximo de dois anos.

As empresas terão duas opções: ou mantêm os ex-funcionários dentro do mesmo plano dos trabalhadores ativos, ou criam outra apólice só para quem já se desligou, desde que mantendo a mesma rede e a mesma cobertura. Se todos seguirem no mesmo plano, as seguradoras vão ter de fixar para os ex-funcionários reajuste igual ao estabelecido para os demais empregados. Caso se contrate outra apólice (da mesma empresa ou não), a operadora deve calcular reajustes a partir da média de todos os ex-funcionários que tem em carteira.

A segunda opção pode trazer desvantagens para os aposentados a longo prazo, pois deixam de entrar na conta-base para reajustes de todas as faixas etárias da empresa empregadora. A sinistralidade (índice de utilização) para o grupo contemplado pela norma terá como base apenas o número de demitidos e aposentados – estes, estimados em 20 milhões de brasileiros atualmente.

“A nova resolução garante regras claras. É fundamental que as operadoras de planos de saúde se conscientizem do seu papel, especialmente para os aposentados, cuja população vem aumentando no país”, declarou Mauricio Ceschin, diretor-presidente da ANS.

Josué Rios, advogado especializado em direito do consumidor e consultor do JT, afirma que, caso o aposentado ou funcionário demitido sem justa causa perceba que as novas normas estão sendo descumpridas, deve recorrer à Justiça estadual. “A Justiça do Trabalho só deve ser acionada caso o descumprimento da norma estiver acompanhado de pendência trabalhista. Há a opção de recorrer a um órgão de defesa do consumidor, mas nesse geralmente há conciliação, e sim uma reparação por parte da operadora.”

Os benefícios valem para qualquer plano de saúde contratado a partir de janeiro de 1999, inclusive por quem se aposentou ou foi demitido antes da nova norma entrar em vigor. Os debates para a criação das novas regras foram realizados no segundo semestre de 2010, com representantes de operadoras, empregadores, empregados e consumidores, mais a equipe técnica da ANS.

Com menos promoções, viajar de avião está mais caro

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Serviços

SUZANE G. FRUTUOSO

Menos oferta de promoções, redução do número de voos das principais empresas aéreas do País e demanda em alta por parte do consumidor deixaram as viagens de avião mais caras. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostra bem esse quadro: as passagens aéreas subiram 3% ante o índice geral da inflação de 1,6% entre janeiro e abril deste ano. Foi o primeiro aumento registrado para o período em cinco anos.

Significa que quem não antecipou a compra das passagens para as férias de julho corre um risco maior de pagar tarifa cheia. Isso se ainda encontrar ofertas para o destino que deseja. Em abril a Gol demitiu 130 funcionários e cortou 80 voos diários. A TAM também anunciou a redução de 2% da malha aérea, mesmo prevendo uma expansão de até 9% na demanda de passageiros.

“São menos passagens baratas no mercado e uma quantidade cada vez maior de pessoas querendo viajar”, diz Edmar Bull, vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav). Segundo a Gol, na composição dos preços dos bilhetes vários itens são analisados, entre eles os custos da empresa, expectativa de demanda e de resultado.

O dólar tem sua parcela de impacto na infraestrutura das aéreas já que combustível e peças das aeronaves são negociados na moeda estrangeira. Esse custo é repassado no valor final das passagens. E nesse caso, na possibilidade de promoção.

“Estamos diante do cenário de pressão nos custos operacionais por conta de um petróleo em patamar elevado e uma taxa de câmbio do real frente ao dólar desfavorável”, informa a assessoria da Gol.

Mas as promoções não acabaram, segundo a companhia. Na compra do bilhete aéreo com um mês de antecedência sempre será possível encontrar tarifas interessantes, garante a empresa. “É importante dizer que as tarifas baixas estão no DNA da Gol e a companhia não mudará essa estratégia bem-sucedida”, afirma Eduardo Bernardes, diretor comercial da companhia. “A empresa mantém o compromisso de oferecer preços competitivos com os cobrados pelas empresas de ônibus interestaduais em todos os destinos que opera.”

Pacotes
Quem prefere adquirir um pacote de turismo enfrenta menos problema. A CVC, maior operadora do País, afirma que os preços não mudaram desde janeiro. A empresa negocia todos os valores com antecedência com seus fornecedores, o que já garante preços competitivos e a possibilidade de segurá-los por um ano. Porém, continua valendo a regra de não encontrar mais a viagem dos sonhos quanto mais perto da data desejada de embarque.

Com a subida do dólar, que chegou a 5,82% em maio, de acordo com o Banco Central, os destinos internacionais encareceram. Mesmo que um pacote custe US$ 500 hoje como era em janeiro, a oscilação da moeda o deixou mais caro em real. Somado a isso, é bom lembrar que em alta temporada preços de serviços e hotéis sobem até 10%.

BB anunciará amanhã novo corte de juros

Categoria: Agenda, Análise, Bancos, Juros

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR

O Banco do Brasil anunciará amanhã, dia 1º, nova redução de juros para pessoas físicas e jurídicas. Entre as reduções que devem ser anunciadas, estão linhas para o crédito imobiliário. O corte, segundo a assessoria de imprensa do banco, é reflexo da redução na Selic, que ontem baixou para 8,5% ao ano.

Bradesco e a Caixa anunciaram hoje corte de juros seguindo a redução da taxa Selic. O banco público cortou taxas em linhas como crédito consignado, cartões e financiamento de veículos.

Desde abril, os bancos públicos e privados fizeram vários cortes nos juros, para pessoas físicas e empresas.

Bradesco anuncia corte de 0,5 ponto nos juros do crédito

Categoria: Agenda, Análise, Bancos, Juros

O Bradesco anunciou corte de 0,5 ponto porcentual na taxa anualizada em suas linhas de crédito para pessoa física e jurídica. De acordo com o comunicado, a medida acompanha a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de ontem, que reduziu a taxa básica da economia, a Selic, em 0,50 ponto porcentual, para 8,5% ao ano.

As novas condições valem a partir da próxima segunda-feira, dia 4/06, para todas as linhas de crédito, exceto as do pacote Conta Fácil, lançado há duas semanas. Confira a nova redução nas taxas conforme os produtos:

- Capital de giro: a taxa mínima caiu de 2,43% para 2,39% ao mês, e a máxima de 5,37% para 5,33% ao mês.

- Antecipação de recebíveis de duplicatas, cheques e cartão de crédito: cai de 2,09% para 2,05% ao mês na mínima, e de 4,58% para 4,54% ao mês na máxima.

- Crédito pessoal: taxa mínima foi reduzida para a partir de 1,97% para 1,93% ao mês.

- CDC veículos: taxa mínima caiu de 0,97% para 0,93% ao mês, e a máxima de 2,95% para 2,91% ao mês. Já a linha de leasing de veículos passou a ter taxa mínima de 1,63% ao mês (era 1,67% antes), e a máxima de 2,96% ao mês (3% antes).

- Financiamento de bens/serviços: taxa mínima passa de 2,97% para 2,93% ao mês, e a máxima de 4,91% para 4,87% ao mês.

O Bradesco explica que o pacote de cesta de serviços da Conta Fácil, lançado em 14 de maio segue inalterado, “já que havia tido quedas expressivas” no cheque especial (na ponta máxima caiu de 8,90% para 4,70% ao mês e na mínima, de 8,19% para 3,95%), no rotativo do cartão de crédito (máxima de 14,99% ao mês para 4,70% e mínima reduzida de 12,40% para 3,95%), e limites de crédito pessoal (a máxima caiu de 7,31% para 4,70%, e mínima de 4,81% para 3,95%).