Juro ao consumidor cai para o menor nÃvel desde dezembro de 2010
- 27 de maio de 2012 |
- 17h35 |
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Categoria: Juros
BRASÃLIA – A pressão do governo para a queda do juro bancário já mostra resultados. Dados do Banco Central divulgados nessa sexta-feira, 25, mostram que a taxa média nos empréstimos com crédito livre recuou de 37,3% ao ano em março para 35,3% ao ano em abril. A taxa é a menor desde dezembro de 2010, quando chegou a 35,0%. O juro para o cliente pessoa fÃsica baixou de 44,4% para 42,1% ao ano de março para abril. O porcentual também é o menor desde dezembro de 2010, de 40,6%. Para as empresas, a taxa recuou de 27,7% para 26,3% ao ano na mesma base de comparação.
A queda dos juros se deve principalmente à redução nos spreads bancários – diferença entre a taxa de captação e os juros cobrados nos empréstimos. O spread geral baixou de 28 pontos porcentuais (pp) para 26,5 pontos porcentuais, menor taxa desde fevereiro de 2011 (26,1 pp). Para a pessoa fÃsica, a queda no spread foi de 35,1 pp para 33,2 pp. No caso das empresas, o spread caiu de 18,4 pp para 17,5 pp na passagem de março para abril.
Crédito e inadimplência em alta
Com o juro mais baixo, no entanto, cresce a busca por crédito e aumenta a inadimplência. Os dados do BC mostram ainda que o estoque das operações de crédito do sistema financeiro brasileiro cresceu 1,2% em abril em relação a março. Com a expansão nas concessões, o volume de empréstimos chegou a R$ 2,1 trilhões. No acumulado do ano, o crescimento foi de 3,5% e, em 12 meses, até abril, a alta chegou a 18,1%. A participação do crédito no Produto Interno Bruto (PIB) cresceu em abril, ficando em 49,6%. Em março, essa participação foi de 49,4% do PIB.
Já a inadimplência da pessoa fÃsica voltou a subir em abril, após ter registrado em março queda em relação ao mês anterior. O porcentual de empréstimos das famÃlias com atraso superior a 90 dias passou de 7,4% em março, para 7,6% em abril. O dado de abril é o mesmo que havia sido verificado nos meses de janeiro e fevereiro deste ano.
Pelo terceiro mês consecutivo a inadimplência das empresas se manteve em 4,1% em abril. Considerando-se o Ãndice geral de atrasos, que inclui pessoas fÃsicas e jurÃdicas, o dado passou de 5,7% em março para 5,8% no mês passado, retornando, com isso, ao nÃvel de fevereiro de 2012.
Um terço da renda de 14 milhões de famÃlias é dÃvida
- 26 de maio de 2012 |
- 22h10 |
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Categoria: Consumo
Raquel Landim e Márcia De Chiara
Quase um quarto das famÃlias se endividou mais do que deveria e foi obrigado a reduzir o padrão de vida ou a dar calote. Um estudo da consultoria MB Associados, com base na Pesquisa de Orçamento das FamÃlias (POF), do IBGE, mostra que 14,1 milhões de famÃlias comprometeram mais de 30% da renda mensal com dÃvidas.
Essa marca ultrapassa o limite saudável para o endividamento, pois 70% do orçamento vai para despesas básicas, como comida, habitação ou saúde, conforme mostra a POF. A maior parte dessas famÃlias superendividadas está na fatia menos favorecida da população: 5,8 milhões na classe C e 6,6 milhões nas classes D e E.
Na média, no entanto, o brasileiro comprometeu 26,2% da renda mensal com dÃvidas, diz o estudo da MB. Esse resultado é superior à média de 22% estimada pelo Banco Central, porque inclui gastos como crediário de loja sem parceria com banco e despesa à vista no cartão de crédito.
Na semana passada, o governo anunciou um pacote para estimular o consumo por meio do crédito, principalmente na compra de carros. Para José Roberto Mendonça de Barros, sócio da MB, o efeito do pacote será limitado pelo endividamento. “É um número grande de famÃlias que ultrapassaram o limite, por isso o nó no mercado de crédito.”
Nos últimos cinco anos, a expansão do crédito, com a entrada de novos consumidores, garantiu um crescimento robusto da economia. Mas, desde meados de 2011, o ritmo de concessão esfriou, à medida que a inadimplência crescia. Em abril, o calote atingiu o recorde de 7,6%.
Descontrole. Os consumidores deixaram de pagar as contas, apesar da menor taxa de desemprego da história. O economista da LCA, Wemerson França, diz que isso ocorreu porque eles comprometeram uma fatia maior da renda com dÃvidas. Com o corte de impostos na crise de 2008, os brasileiros compraram carro, casa, móveis e eletrônicos a prazo.
A importância do descontrole de gastos como fator de calote aparece numa pesquisa da Boa Vista Serviços, que administra o serviço de proteção ao crédito da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), feita com 1.100 inadimplentes em março. O desemprego é a principal causa do calote (38,3%), mas a fatia do descontrole de gastos subiu de 15% para 24,6%. Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP, destaca que, para as famÃlias com renda acima de 10 salários mÃnimos, o descontrole de gastos aparece como o principal motivo para a inadimplência (37,3%).
Com a facilidade de crédito, ingressou no mercado de consumo quem nunca tinha comprado a prazo. Além de não estar acostumado com o crédito, esse consumidor tem uma demanda reprimida por bens duráveis. “O resultado desses dois fatores explica por que a taxa de inadimplência dos estreantes no crédito é, na média, 20% superior ao Ãndice geral”, diz Solimeo.
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Carro em leilão sai por menos que uma bike
- 26 de maio de 2012 |
- 19h17 |
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Categoria: Consumo
LIGIA TUON
Na sexta-feira, em um leilão realizado em Guarulhos, o encarregado de manutenção Adilton Curi, de 46 anos, comprou um Fiat Palio 2004 por R$ 4,5 mil. Com esse valor – que corresponde a um desconto de 70% do preço na tabela de usados do Jornal do Carro (R$ 15,4 mil) -, ele não levaria para casa nem uma bicicleta feita de carbono, ideal para quem faz trilhas, vendida a R$ 10 mil.
A compra de carros a preço de bicicleta é um fenômeno recente. É o resultado da ressaca na farra de vendas de carros a prazo dos últimos anos. Os pátios dos leiloeiros estão lotados de carros devolvidos por consumidores inadimplentes, e até dos que foram confiscados por bancos e financeiras. Na outra ponta, o que não falta é comprador em busca de pechinchas.
“O carro não tinha nenhum problema. Fiz questão de comprar de uma financeira, que o havia retomado de um cliente inadimplente, por imaginar que, dessa forma, corria menos risco de comprar um carro ruim”, conta Curi.
Não é à toa que especialistas já falam que o crescimento explosivo na venda de carros nos últimos anos virou uma bolha financeira e uma crise de inadimplência que lembra, em menor escala, o subprime americano.
O resultado está nos pátios dos leiloeiros profissionais. Na empresa de leilões Sodré Santoro, o número de carros vindos de financiadoras que sofreram calote cresceu de 9 mil para 15 mil nos últimos três meses, um aumento de 66%. Do total de veÃculos no pátio, 65% são de carros retomados. Com a superlotação, os funcionários perderam lugar no estacionamento. “Tivemos de ocupar esse espaço com os carros que têm chegado”, disse o leiloeiro Luiz Maiellari.
O sinal do agravamento da inadimplência no setor automotivo é que a financeira só toma o carro do devedor em última instância. “Antes disso, há muita renegociação”, diz Ayrton Fontes, economista e analista de varejo do segmento de veÃculos.
“O governo facilitou muito as condições de crédito no ano passado. Muitas pessoas que conseguiram financiar seu primeiro automóvel em até 70 vezes não estão conseguindo honrar a dÃvida”, diz o economista e professor da Faculdade de Economia e Administração da USP Nelson Barrizzelli. “Acho até que podemos falar em um subprime brasileiro no setor.”
Nos leilões, o carro é vendido, na média, com desconto de até 30% do valor de tabela. “O desconto também é explicado pela dificuldade do mercado de acabar com o estoque de carros, principalmente usados”, diz Fontes. O financiamento dos usados costuma ter juros mais altos, segundo o economista, uma vez que o carro já está desvalorizado e representa garantia menor para o banco.
Apesar de o desconto já ser grande, o melhor lance muitas vezes nem chega ao mÃnimo estipulado pela empresa dona do carro. “Nesse caso, perguntamos se a venda pode ser feita. Mas, ultimamente, eles não têm tido muita escolha”, diz Maiellari.
Inadimplência
A inadimplência de veÃculos subiu para 5,9% em abril, segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Banco Central, batendo novo recorde. Estima-se que o calote do consumidor no pagamento de financiamentos de veÃculos novos e usados neste ano, até março, já supera R$ 10 bilhões.
“Digamos que há um ano uma pessoa que ganha R$ 2,5 mil por mês comprou um carro de R$ 37 mil para pagar em 60 meses a juros mensais de 0,98%. A prestação comprometerá cerca de 30% do salário”, simula Barrizzelli.
“O consumidor ainda terá de arcar com seguro, manutenção e contar ainda com a depreciação do veÃculo. Juntos, são cerca de R$ 610 mensais, além da parcela do financiamento”, conta. “É claro que, com o salário que ganha, não dá para honrar a dÃvida.”
Para o economista, a situação pode piorar ainda mais com a redução do IPI. “Não adianta querer criar situações irreais para o estilo de economia que temos. Com esse estÃmulo, a inadimplência vai crescer.”
Presidente da Apple rejeita US$ 75 milhões
- 26 de maio de 2012 |
- 15h34 |
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Categoria: Empresas, Investimentos
Nayara Fraga
O presidente da Apple, Tim Cook, decidiu abrir mão de US$ 75 milhões em dividendos que teria direito a receber como acionista da companhia.
Em documento enviado à Securities and Exchange Commission (órgão que regula as bolsas de valores americanas), a Apple informou seu plano de conceder US$ 2,65 por ação que pagará a funcionários que também são acionistas.
Trata-se de uma concessão incomum, a de estender o pagamento de dividendos aos funcionários. Mas mais incomum ainda é o presidente da empresa, também acionista, renunciar à sua parte.
A atitude de Cook foi vista como atÃpica pelo mercado. “Então Cook realmente deixou para trás US$ 75 milhões. Isso é notável para um executivo de seu padrão numa era em que direito (a dividendos), ganância e arrogância são tão frequentemente parte das qualificações de um profissionalâ€, apontou o site de tecnologia All Things D.
Bolso
Tim Cook assumiu o comando da Apple em agosto de 2011, dois meses antes da morte de Steve Jobs.
Ele ganhou US$ 376 milhões e se tornou, de longe, o presidente de empresa mais bem pago dos Estados Unidos nos últimos 12 meses, segundo uma pesquisa realizada pela empresa Hay Group e divulgada pelo Wall Street Journal.
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Aviso prévio maior vale só para empregado
- 26 de maio de 2012 |
- 14h00 |
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Categoria: Agenda, Análise, Trabalho
O Ministério do Trabalho esclareceu em uma nota técnica alguns pontos polêmicos da nova lei sobre o aviso prévio. Em vigor desde outubro de 2011, a lei ampliou de 30 dias para até 90 dias o prazo do aviso prévio, proporcional ao tempo de trabalho do funcionário. Só serão beneficiados os demitidos sem justa causa. O documento também esclarece que a legislação beneficia apenas os empregados. Quem pede demissão não está obrigado a cumprir aviso prévio superior a 30 dias.
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