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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013
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Profissional mais velho leva vantagem no salário

Categoria: Carreira, educação, Trabalho

Gisele Tamamar

Os jovens da geração Y (nascidos entre 1978 e 1999) crescem com rapidez na carreira e até conquistam cargos iguais aos da geração baby boomer (1946 a 1964), mas o salário não acompanha os mesmos patamares.

Esse cenário de igual nível hierárquico mas de diferente nível de remuneração na comparação das gerações foi constatado em pesquisa feita pela consultoria Mercer. A maior diferença foi encontrada no cargo de analista. Enquanto o baby boomer ganha R$ 4.129, um funcionário da geração Y recebe R$ 2.168, 47,5% menos.

Para a consultora sênior da Mercer, Andrea Sotnik, a situação está relacionada com a maturidade do profissional. “O jovem alcança o mesmo cargo de um profissional mais experiente, mas o salário não acompanha. Antes, o profissional ficava mais tempo em determinados cargos. Hoje, o jovem busca uma ascensão rápida, busca status”, opina.

A coordenadora do Centro de Carreiras da pós-graduação da ESPM e diretora do site Vida e Carreira, Adriana Gomes, reforça a maturidade como ponto principal para explicar a diferença de salário. “Um profissional sênior tem mais maturidade para gerenciar equipes, propor soluções, alternativas e lidar com cenário de pressão”, pontua.

Outra situação que pode refletir na remuneração é a maior rotatividade entre os mais jovens. Uma contratação envolve custos, treinamento e desenvolvimento do profissional para dar retorno. “Há empresas enfrentando problemas de retenção em programas de trainee. Com o risco de perder um profissional jovem no curto prazo, algumas companhias optam em investir em bônus ligados a resultados e não em um grande investimento na remuneração mensal”, afirma Adriana.

Para Andrea, as empresas devem investir em outras formas de incentivo, sem necessariamente alterar o cargo, para resolver o anseio do profissional. “É preciso amadurecer e preparar mais o funcionário”, diz.

No meio da comparação está a geração X, dos nascidos entre 1965 e 1977, que tendem a ser mais cautelosos na hora de trocar de emprego, não levando em consideração apenas o cargo. “As diferenças de gerações sempre existiram e vão continuar existindo”, afirma Adriana.

Foco na carreira
O planejador estratégico da agência Rae, MP Henrique Marcelino dos Santos, de 27 anos, integra a geração Y e tem consciência da diferença de salário em relação aos profissionais mais maduros.

Para compensar, o jovem investe no aprendizado e na evolução profissional. Formado em publicidade, cursou pós-graduação em globalização e cultura e faz mestrado em comunicação, além de sempre buscar cursos de curta duração.

O resultado pode ser visto na sua trajetória na empresa, onde está desde 2006. Começou como assistente, cargo no qual permaneceu por dois anos. Em 2008, foi promovido para planejador júnior. Em outubro de 2009, passou de planejador júnior para pleno. Nesse caminho, recebeu quatro aumentos de salário. “Sempre tive foco na evolução. É preciso estar pronto para mudanças”, avalia Santos

BB: inadimplência da pessoa física está sob controle

Categoria: Agenda, Análise, Crédito

Rodrigo Petry

O Banco do Brasil (BB) não vem registrando sinais de aumento da inadimplência entre seus clientes pessoa física. Segundo o gerente executivo do BB, Milton Telles, apesar do mercado estar apresentando crescimento de atrasos nos pagamentos, a situação está “estabilizada” na instituição.

“De fato, houve no mercado em geral uma ligeira elevação na inadimplência da pessoa física. Isso pode ser uma tendência, mas não se confirmou até agora (no BB)”, afirmou, após participar de congresso promovido pela Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito (Aserc).

Segundo ele, a concessão de crédito tanto para pessoa física quanto jurídica deverá desacelerar seu ritmo de crescimento no próximo ano na comparação com 2011. Sem projetar números, Telles avaliou, porém, que o crédito bancário vai continuar crescendo, mas numa magnitude menor. “O que percebemos é que não vai haver (em 2012) um aumento na velocidade que tínhamos até 2010 e também neste ano.”

Em relação aos níveis de inadimplência do banco, Telles ressaltou que, em caso de um novo acirramento da crise internacional, a situação pode mudar. “Se a crise vier na intensidade que alguns analistas projetam, sem dúvida, vai se refletir no aumento da inadimplência”, disse.

Telles comentou que algumas empresas de pequeno porte no Brasil até hoje não se recuperaram completamente das consequências da crise de 2008. “As pequenas (empresas) sentem mais e demoraram mais a se recuperar. Por isso, há um descolamento na inadimplência entre a pessoa física, que está totalmente normalizada, e a jurídica.”

Bancários e funcionários dos Correios protestam em SP

Categoria: Bancos, Serviços, Trabalho

Os bancários e os funcionários de Correios fizeram hoje à tarde uma passeata conjunta no centro de São Paulo. Segundo informações da Polícia Militar, havia cerca de 200 funcionários dos Correios em frente à Agência Central dos Correios, no Anhangabaú, além de outros 200 bancários concentrados na Rua Líbero Badaró.

Segundo divulgado nos sites dos sindicatos, a manifestação contou com a bateria da escola de samba Tom Maior e os robôs da campanha “Bancário Não é Máquina”. Segundo balanço divulgado ontem, cerca de 33 mil bancários de 844 locais de trabalho aderiram ao movimento em São Paulo, Osasco e região.

No Brasil, dados da Contraf-CUT apontam que foram paralisadas 7.672 unidades de bancos públicos e privados em 25 estados e no Distrito Federal.

Internet popular começa a ser vendida amanhã

Categoria: Empresas, Internet, Serviços, Tecnologia

Karla Mendes

A partir de amanhã, consumidores de 344 cidades brasileiras poderão contratar pacotes de internet com velocidade de um megabit por segundo a R$ 35 por mês. Nessa data, passa a valer a obrigatoriedade dos acordos firmados pelas empresas Oi, Telefônica, Algar Telecom e Sercomtel para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

A expectativa do Ministério das Comunicações é que, até o final do ano, 544 municípios brasileiros tenham acesso ao pacote popular de internet. Até 2014, todos os municípios brasileiros serão contemplados pelo serviço. Também serão iniciadas, a partir de amanhã, as ofertas de atacado dos termos de compromisso, destinadas a pequenos prestadores. Essas ofertas devem, em um primeiro momento, cobrir 982 municípios do País.

Conforme os Termos de Compromisso assinados pelas quatro concessionárias, não poderá haver venda casada, ou seja, a empresa não poderá obrigar o consumidor a comprar outro produto além da conexão à internet. Onde a venda de internet fixa por R$ 35 não for viável, porém, a operadora poderá vender banda larga móvel pelo mesmo valor mensal.

A TIM e a Claro também aderiram ao PNBL. A expectativa da TIM é contemplar 1.000 cidades até 2012 com o plano criado pela empresa especialmente para esta parceria com o governo federal. A Claro, que formalizou a adesão em agosto, anunciou o início imediato da oferta de internet rápida a preços populares, segundo o Ministério. Na próxima semana, o Ministério das Comunicações publicará na internet a lista com todos municípios abrangidos pela primeira etapa do PNBL.

Regras
Qualquer pessoa vai poder contratar um pacote de internet do PNBL. Para que isso ocorra, é preciso que a cidade esteja incluída no cronograma das empresas e que haja disponibilidade técnica. As empresas se comprometeram a oferecer o serviço de banda larga desenhado pelo governo a, pelo menos, 15% da base de assinantes de telefonia fixa da localidade.

Todos os pacotes vendidos no âmbito do PNBL têm limite mensal de tráfego. No acordo assinado pela Telefônica, por exemplo, o limite de download da banda larga fixa, que inicialmente é de 300 Megabytes (MB), passará para 600 MB e chegará em junho de 2013 a 1 Gigabyte (GB). Na banda larga móvel, é a metade: 150 MB, 300 MB e 500 MB, respectivamente.

No caso da Oi, o limite de download ofertado para internet fixa começa com 500 MB e será elevado para 1 GB após seis meses, sem patamares intermediários. Para a banda larga móvel, a franquia inicia com 150 MB, sobe para 200 MB e alcançará 300 MB em junho de 2013.

O serviço de internet não poderá, de modo algum, ser interrompido caso o usuário exceda o limite mensal de tráfego de dados. Caso o consumidor ultrapasse a franquia, a operadora poderá reduzir a velocidade da conexão, em limites que serão definidos pela própria empresa. A empresa também poderá oferecer ao consumidor a opção de fazer um pagamento extra para que a velocidade da conexão volte ao patamar normal.

As empresas vão apresentar ao Ministério das Comunicações, em 30 dias, um cronograma inicial com as primeiras cidades onde será ofertado o serviço. Os cronogramas terão metas trimestrais, que serão avaliadas e acompanhadas pelo Ministério antes e depois da implementação das ações por parte das empresas. Por questões de estratégia mercadológica, a lista das cidades onde haverá oferta de internet pelo PNBL só será divulgada 30 dias antes do início da comercialização na localidade.

Dólar sobe 18% no mês, maior alta em 9 anos

Categoria: Agenda, Análise, Dólar, Economia Internacional

Silvio Cascione

O dólar subiu pelo terceiro dia seguido e voltou a se aproximar de R$ 1,90 nesta sexta-feira, terminando o instável mês de setembro com a maior valorização mensal em nove anos.

A moeda norte-americana fechou a 1,8815 real para venda, com alta de 2,09% ante quinta-feira.

No mês, o dólar acumulou valorização de 18%, a maior variação mensal desde setembro de 2002, quando avançou 24,75% em meio à campanha presidencial que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva pela primeira vez. No pior momento da crise de 2008, também em setembro, o dólar teve alta de 16,8%.

No trimestre encerrado em setembro, a valorização acumulada do dólar ante o real é de 20%.

A disparada da moeda norte-americana foi provocada pelo medo crescente de um calote na Grécia, que poderia pôr em risco, de acordo com as previsões mais pessimistas, a própria integridade da zona do euro.

A desaceleração da economia global também pesou. As commodities, cujos preços refletem a expectativa de demanda nas principais economias do mundo cujo comportamento é bastante relacionado ao real, caíram 13% no mês, pior desempenho para o período desde outubro de 2008.

Fatores locais como a queda surpreendente da Selic, hoje em 12 por cento ao ano, e as dificuldades impostas pelo governo à venda de dólares no mercado futuro alimentaram o movimento. No momento mais agudo do mês, o dólar chegou a R$ 1,95.

Outubro
A chave para o desempenho do câmbio no próximo mês continua a ser o mercado internacional. “As economias global e locais estão prestes a entrar em uma nova fase”, escreveu o analista da corretora Raymond James Mauricio Rosal. “Qualquer previsão está sujeita a níveis incomuns de incerteza.”

Na opinião do Citigroup, “a queda das commodities e o aumento da aversão a risco sugerem que parte da recente queda do real se prove mais persistente”. O banco elevou de R$ 1,70 para R$ 1,82 a previsão do dólar no final do ano.

Na agenda internacional, em outubro está o relatório dos credores internacionais da Grécia, que decidirão se o país poderá receber a próxima parcela da ajuda e com isso evitar um calote. Os investidores também aguardam a votação em vários parlamentos nacionais de mudanças no fundo europeu de combate à crise. As medidas foram combinadas pelos países em julho.

Banco Central
A possibilidade de que o dólar dispare novamente no caso de um agravamento da crise global bate de frente com a disposição do governo em evitar uma volatilidade muito brusca no câmbio.

Em setembro, o BC interrompeu a compra de dólares no mercado à vista e vendeu contratos de swap tradicional – que equivale a uma venda de dólares no mercado futuro – no momento mais agudo do mês, prometendo agir novamente se identificasse problemas semelhantes de liquidez.

Existe ainda a possibilidade de que o governo reduza a zero a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) cobrado dos derivativos cambiais. Segundo uma fonte da equipe econômica, a mudança já está engatilhada, mas depende de uma piora do estresse nos mercados globais.

A aversão a risco provocou ajustes dos investidores estrangeiros nos mercados de derivativos e dos bancos no mercado à vista. Com o ajuste realizado, é possível que o dólar sofra uma menor pressão de alta neste mês, disse o economista-chefe da corretora BGC Liquidez, Alfredo Barbutti. “A posição técnica melhorou muito”, disse o economista.

O país não registrou fuga de capitais em setembro. O dado mais recente, até o dia 23 de setembro, mostrava entrada líquida de US$ 8,084 bilhões no mês.

A agenda local, no entanto, ainda reserva a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 18 e 19 de outubro. Se a taxa de juros for reduzida em mais de 0,5 ponto percentual, além do que o mercado espera, a tendência de valorização do dólar pode ganhar fôlego, avaliam operadores.