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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
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Aposentado pega mais dinheiro no consignado

Categoria: Aposentadoria, Crédito, Indicadores

GISELE TAMAMAR

O aposentado está com as contas cada vez mais apertadas. Prova disso é que o valor médio dos empréstimos consignados no Estado de São Paulo tem subido desde o começo do ano e atingiu a marca de R$ 3.379,80 em julho, montante 44% maior que em janeiro — quando a média era de R$ 2.346,45. Os dados fazem parte do balanço divulgado ontem pelo Ministério da Previdência Social.

Por outro lado, o número de operações de empréstimos com desconto em folha de pagamento caiu 26,46% de janeiro para julho, passando de 256.313 para 188.474 contratações.

O cenário pode estar relacionado a parte dos aposentados estar impossibilitada de recorrer ao consignado por já ter atingido o limite de contratação dessa modalidade.

O valor máximo da renda a ser comprometida não pode ultrapassar 30% da aposentadoria, dividida da seguinte forma: 20% da renda para empréstimos consignados e 10% exclusivamente para o cartão de crédito.

“Apesar de o número de contratos ter diminuído, o aumento do valor médio indica que a situação financeira de quem precisou recorrer ao crédito piorouâ€, avalia o professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), Silvio Paixão. Na comparação anual, mais pessoas recorreram à modalidade de crédito em julho de 2010 (208.651 empréstimos), mas o valor médio era menor: R$ 3.150,40.

Para José Roberto Ferreira Savoia, professor do Laboratório de Finanças (Labfin/FIA) e FEA/USP, o endividamento do aposentado também reflete as dívidas das famílias paulistas. Isso porque é comum o aposentado ajudar nas despesas da casa e absorver parte dos gastos com os netos, por exemplo. “O aposentado precisa saber dizer não. Parentes próximos veem o aposentado como um acesso à fonte de crédito mais barato, mas nem sempre as pessoas vão honrar essas dívidasâ€, alerta o docente.

Taxa de juros
O crédito consignado é caracterizado por juros mais baixos. No caso do empréstimo, a taxa máxima é de 2,34% ao mês. Já o cartão consignado cobra juros mensais de até 3,36%. A taxa média do cartão de crédito normal é de 10% mensais e do empréstimo pessoal em financeiras, 9,3%. “Consignado não é barato, é o menos caroâ€, diz Paixão.

Por isso, o professor da Fipecafi aconselha o aposentado recorra ao empréstimo apenas em situações emergenciais, em casos de problemas de saúde, por exemplo. “É preciso ter uma razão específica e não pegar o crédito para complementar a renda da família ou facilitar o consumo de um bem não durável.â€

O professor do Labfin/FIA também alerta que caso o aposentado concorde em ajudar em determinadas despesas na casa, que ele seja claro na hora de estipular o valor que vai destinar, mas isso dentro do orçamento, e não por meio de dívidas.

Segundo o economista e coordenador dos cursos de economia e administração das Faculdades Integradas Rio Branco, Douglas Renato Pinheiro, o cenário externo nos Estados Unidos e da Europa e como a situação vai afetar o Brasil criam uma certa apreensão nas pessoas que precisam recorrer ao empréstimo. “As pessoas ficam mais cautelosas, o que pode refletir em desaceleração nas contratações de crédito.â€

Copom reduz taxa de juros para 12%

Categoria: Ãndice, Inflação

A “substancial deterioração†do quadro econômico global e a pressão de última hora vinda do próprio governo fez o Banco Central manobrar a economia em 180 graus. Influenciado pela percepção de que a crise deve manter a economia mundial em ritmo lento por “um período de tempo maior do que o antecipadoâ€, o BC interrompeu o ciclo de alta iniciado em janeiro e anunciou a redução da taxa básica de juros do País em 0,50 ponto porcentual, para 12% ao ano.

Após cinco aumentos seguidos do juro entre janeiro e julho – que somaram 1,75 ponto à taxa Selic –, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC entendeu que não havia razão para continuar subindo o juro. Pelo contrário, mudaram radicalmente de opinião em 45 dias. Assim, os diretores do BC mostram que, após meses de trabalho para segurar a alta da inflação e esfriar a economia, agora é necessário acelerar a atividade econômica em reação à crise global.

“O comitê avalia que o cenário internacional manifesta viés desinflacionário no horizonte relevanteâ€, cita o comunicado após a decisão que, pela primeira vez em muito tempo, tem duas páginas de explicações.

A principal mudança para essa a avaliação do BC veio do exterior. O rebaixamento da nota de risco dos EUA no início do mês deflagrou uma série de revisões para pior das projeções dos economistas sobre o que deve acontecer com a economia mundial nos próximos meses. A percepção geral é que países centrais devem demorar ainda mais para sair da crise e crescer. Para o BC, o quadro representa maior incerteza da influência externa sobre o mundo e, claro, o Brasil.

“Para o Copom, a transmissão dos desenvolvimentos externos para a economia brasileira pode se materializar por intermédio de diversos canais, entre outros, redução da corrente de comércio, moderação do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora no sentimento de consumidores e empresáriosâ€, cita o documento.

Se economias centrais crescerem menos, a demanda por produtos e serviços brasileiros seguirá fraca. Isso vai reduzir o ritmo da economia doméstica. O Bradesco, por exemplo, prevê que, se a economia mundial crescer 1 ponto porcentual menos, a expansão no Brasil deve perder pelo menos 0,65 ponto. Menos crescimento reduz a pressão de alta nos preços e diminui a necessidade de elevar o juro para manter a inflação sob controle.

Mesmo sem o quadro externo, o noticiário local já apontava para o fim do ciclo de aperto dos juros. Um dos principais sinais veio do Ãndice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), dado que antecipa o comportamento do PIB e mostrou em junho a primeira queda desde dezembro de 2008. No mercado de trabalho, a criação de empregos tem perdido força e o próprio BC divulgou números que mostram desaceleração no ritmo de concessão de empréstimos.

Mas essa virada na política monetária teve uma ajuda política. A redução do juro 45 dias após o último aumento era um desejo do Palácio do Planalto e de membros da equipe econômica, como o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Houve um esforço de última hora em anunciar aumento da economia feita pelo governo para pagar a dívida (superávit primário) como forma de abrir caminho para os cortes do juro. Com isso, o BC ignora a inflação que segue em ritmo elevado.

“O sinal do BC é que, após a piora recente, o quadro internacional não está feio, está horroroso. Porque no Brasil estamos mais para auge que para o descenso da economia. Ou seja, é o quadro externo que determinou essa decisãoâ€, diz o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves.

Cartão de débito supera dinheiro em alguns setores

Categoria: Bancos, comércio, Serviços

Pesquisa feita pela Visa do Brasil mostra que o cartão de débito já superou o dinheiro como forma de pagamento preferida dos consumidores nas compras entre R$ 51 e R$ 200.

O estudo, realizado para conhecer o perfil e os hábitos dos usuários de cartão de débito no País, mostra que a grande maioria da população bancarizada possui apenas um cartão de débito, e 49% das pessoas utilizam-no pelo menos uma vez por semana.

O estudo identificou que supermercados e lojas e butiques são os segmentos em que mais se usa cartão de débito para o pagamento de despesas, com 42% contra 36% em dinheiro e 34% contra 27% em dinheiro, respectivamente.

Em alguns outros setores, como transportes e salões de beleza, os pagamentos feitos em dinheiro ainda são maioria, com 74% e 66%, respectivamente, mostrando que ainda há um importante potencial de migração de pagamentos com papel para pagamentos eletrônicos.

País atinge meta de 500 mil formalizações

Categoria: Empreendedorismo

Em março deste ano, ao anunciar a adesão de um milhão de trabalhadores ao Programa do Empreendedor Individual (EI) as entidades parceiras do programa estipularam a meta de 500 mil novos cadastros até o final de 2011. Este número foi alcançado nesta terça-feira, dia 30.

Segundo dados da Receita Federal do Brasil (RFB), o país atingiu a marca de 1.503.762 empreendedores individuais cadastrados no Simples Nacional.

Para o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, este número deve-se em grande parte à redução da alíquota para 5% determinada pelo Governo Federal nos últimos meses.

“ A nossa avaliação em relação a este número é bastante positiva. Desde o início, o objetivo dessas medidas é incentivar ainda mais a formalização destes trabalhadores e permitir que tenham acesso à cobertura previdenciáriaâ€, destacou o ministro.

O trabalhador que possui o próprio empreendimento e tem faturamento bruto de até R$ 36 mil por ano pode se cadastrar como empreendedor individual no Portal do Empreendedor na internet.

São quase 500 ocupações nas quais o trabalhador pode ser enquadrado como empreendedor individual, entre elas o pipoqueiro, a manicure, o artesão, a bordadeira etc. A lista completa das atividades pode ser consultada no site da Previdência Social.

Benefícios
O empreendedor individual paga imposto “zero†para o governo federal e tem alíquotas reduzidas para as demais contribuições. O custo da contribuição é de R$ 27,25 (5% sobre o salário mínimo vigente) para a Previdência Social, mais R$ 1,00 de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) para o Estado caso atuem em atividades do comércio e indústria.

Aqueles que trabalham como prestadores de serviço pagam a contribuição previdenciária mais R$ 5,00 de Imposto sobre Serviços (ISS). O custo máximo de formalização para quem realiza atividade mista é de R$ 33,25 por mês.

O trabalhador cadastrado como empreendedor individual tem acesso aos seguintes benefícios previdenciários: aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão.

País terá mais 11 mi de assinantes de TV em 4 anos

Categoria: Serviços

Eduardo Rodrigues

O Projeto de Lei (PLC) 116, aprovado este mês pelo Senado, deve aumentar em 11 milhões a quantidade de assinantes de TV por assinatura no País nos próximos quatro anos, avaliou nesta quarta-feira, 31, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

O projeto, que ainda será sancionado pela presidente Dilma Rousseff, abre o mercado de TV a cabo para as companhias de telecomunicações e reduz as limitações de capital estrangeiro nas empresas de TV paga.

“Vamos dobrar a quantidade de assinantes nos próximos anos, todos eles com acesso também à internet de alta velocidade”, disse Bernardo, em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado.

Segundo o ministro, o projeto possibilitará a entrada de grandes companhias de telecomunicações no mercado, bem como abrirá as portas a centenas de empresas menores, com interesses voltados para os pequenos e médios municípios que atualmente não contam com o serviço.

“Já nas grandes cidades, as empresas vão se estapear pelos clientes, o que vai melhorar a qualidade e diminuir o preço”, completou o ministro.

Satélite
Paulo Bernardo avaliou que o leilão de quatro posições orbitais para satélites realizado ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) possibilitará a cobertura com melhor qualidade e com menor preço de regiões remotas do País, principalmente da Amazônia.

“Temos informações de que parte dos transponders dos quatro novos satélites estará voltada para a região Norte do País. O sinal terá melhor qualidade”, afirmou Bernardo.

O ministro destacou o investimento total de R$ 254,412 milhões por parte das empresas que ficaram com as quatro vagas no céu para a instalação dos satélites. “As companhias fizeram um investimento grande porque pretendem colocar os equipamentos em operação o mais rápido possível”, completou.

A intenção do governo também é reforçar a capacidade brasileira de transmissão de dados e imagens para a Copa do Mundo de 2014. A Star One, do grupo Embratel, adquiriu o direito de exploração de duas posições orbitais, enquanto a HNS Americas, do grupo Hughes, ficou com as outras duas.