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Domingo, 26 de Maio de 2013
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Médicos vão suspender atendimento a 10 planos

Categoria: Planos de saúde

Karina toledo

Médicos paulistas de 53 especialidades decidiram ontem, em assembleia, suspender temporariamente o atendimento a usuários de dez operadoras de planos de saúde que se recusaram a negociar o reajuste dos valores pagos por consulta. O cronograma da paralisação deve ser divulgado dentro de 20 ou 30 dias.

“Cada especialidade vai parar por 72 horas de forma alternada. A ideia é manter a pressão sobre as empresas sem prejudicar os usuáriosâ€, diz Florisval Meinão, da Associação Médica Brasileira.

Serão atingidos usuários da Gama Saúde, Porto Seguro, Intermédica, Greenline, Notredame, Abet (funcionários das empresas de telecomunicações) e também os funcionários da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e Embratel.

Pesquisa divulgada ontem pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) revela a insatisfação dos médicos paulistas. Dos 58 mil que atendem planos, 74% consideram ruim ou péssima a relação com as operadoras. Em 2007, o índice era de 43%.

Ao avaliar sua relação com o Sistema Único de Saúde (SUS), 59% se disseram insatisfeitos. Foram ouvidos 649 médicos pelo Instituto Datafolha.

Segundo o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior, o relacionamento com as operadoras piorou muito nos últimos dez anos, principalmente pela falta de reajuste nos honorários.

A FenaSaúde, entidade que congrega as 15 maiores operadoras, diz que vem participando dos debates sobre honorários liderados pela ANS.

Denúncias contra Lei de Cotas crescem

Categoria: Empresas, Trabalho

MARIANA LENHARO
SUZANE G. FRUTUOSO

Criada para diminuir a exclusão e o preconceito contra pessoas com necessidades especiais, a Lei de Cotas completa 20 anos em 24 de julho. Mas apesar dessas duas décadas, muitas empresas ainda não se adaptaram à legislação. E há quem afirme ter sido humilhado e dispensando do emprego logo depois da cota ser cumprida. Essa insatisfação dos profissionais aparece cada vez mais no Ministério Público do Trabalho do Estado de São Paulo (MPT-SP). O órgão registra alta de 83,3% de denúncias dessa natureza, numa comparação entre 2010 e os primeiros seis meses de 2011.

Os dados, obtidos pelo Jornal da Tarde, mostram que, durante todo o ano passado, 138 procedimentos foram instaurados pelo MPT-SP. Só em 2011, até quarta-feira já havia 253 denúncias que resultaram em inquérito civil, incluindo também reclamações contra firmas que não cumprem a cota exigida pela lei. A maior parte, 157 denúncias, está concentrada na capital e nas cidades da Baixada Santista e da Grande São Paulo, num total de 46 municípios.

“Não foi falta de tempo para se prepararâ€, diz o advogado Antonio Rulli Neto, presidente da Comissão de Direito das Pessoas com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP). Ao mesmo tempo, nem sempre a empresa tem como cumprir rapidamente as exigências.

Por conta de uma paralisia, Coppolecchia tem dificuldade em certos movimentos. A chefe não compreendia (Foto: Daniel Teixeira/AE)

“Realmente podem não existir vagas. E não dá para demitir quem já está trabalhando para contratar pessoas com deficiênciaâ€, diz o advogado.

Há firmas que alegam que a maior parte dessas pessoas não tem formação suficiente para exercerem algumas funções. “É uma desculpa. Encontramos praticamente todos os cargos entre deficientes. Uma vez, uma companhia de gás precisava de um engenheiro especializado em uma tubulação de gás específica e nós conseguimosâ€, diz Tereza Amaral, superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD).

Ela diz, ainda, que são comuns os contratos só para cumprir a lei. “Algum tempo atrás, uma empresa contratou deficientes auditivos e não sabia o que fazer com eles. O grupo ficou de lado. Até crachá diferente eles tinham. Era um trabalho segregado.â€

Para Luiz Edmundo Rosa, diretor da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional), a legislação é importante, mas precisa ser atualizada. “É difícil aplicar as cotas em todas as companhias. Claro que em um call center será mais fácil do que em uma transportadora. É necessária uma visão mais sistêmica.†Ele diz que investir na educação deveria ser o primeiro passo.

Experiências amargas
O técnico em processamento de dados Sergio Luigi Coppolecchia, 34 anos, viveu duas experiências amargas. A primeira, em um laboratório, no qual foi auxiliar de fatura por oito meses.

Com uma paralisia que afeta o lado esquerdo do corpo, Coppolecchia diz que sua superiora imediata não entendia suas limitações físicas, que exige movimentos lentos em determinadas ocasiões, por falta de força.

“Minha chefe falava comigo aos berros. Exigia que, em um dia, eu desse baixa no sistema das fichas de 3 mil pacientes. O máximo possível era mil.†Ele acredita que a pressão foi proposital, para que desistisse da função. Acabou demitido.

Já em um hospital, Coppolecchia ficou seis meses como assistente administrativo até ser despedido sem explicações. O rapaz diz que suas contratações serviram só para cumprir a cota. “Se eu não estava apto para as funções, deveriam ter me dispensado após o período de experiência de três meses.â€

Agora, Coppolecchia estuda processar as empresas.

Receita: Crescem apreensões de produtos ilegais

Categoria: comércio, Impostos

Eduardo Rodrigues

O total de apreensões da Receita Federal em operações de vigilância, repressão e despacho aduaneiro chegou a R$ 618 milhões nos quatro primeiros meses de 2011. De acordo com dados divulgados hoje pelo Fisco, o montante representa um crescimento de 51,11% em relação ao mesmo período do ano passado.

Somente em operações de vigilância e repressão, houve aumento de 25% nessa comparação, chegando a R$ 96,402 milhões. No período, foram realizadas 716 operações

“Conseguimos aumentar a quantidade de apreensões com o aumento da eficiência das operações. Além disso, a Receita recebeu recentemente um crédito extraordinário de R$ 20 milhões para ações de vigilância e repressão ao contrabando e descaminho, o que deve melhorar ainda mais esses resultados”, afirmou o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita, Ernani Checcucci.

Entre os principais produtos apreendidos por contrabando e descaminho estão cigarros, eletroeletrônicos, relógios, artigos de vestuário, bolsas, bebidas alcoólicas e até medicamentos, além dos veículos utilizados para o transporte das cargas. Além disso, as apreensões de munições ilegais de janeiro a abril deste ano já superam o volume apreendido durante todo o ano passado.

Controle
Para ampliar o combate à triangulação de mercadorias importadas ilegalmente, a Receita aumentou o alcance e a dureza dos procedimentos especiais de controle nas fronteiras nos casos de suspeita de comércio desleal.

Entre as medidas, o Fisco poderá reter por até 90 dias os produtos importados cuja documentação apresente indícios de fraude. Até então, a Receita apreendia essas mercadorias por no máximo 60 dias.

“Chegou-se a um consenso de que o prazo precisava ser ampliado para possibilitar a conclusão das investigações”, afirmou o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita, Ernani Checcucci. “Além do reforço na questão da origem, também vamos demandar informações ao exportador lá fora e, enquanto houver dúvidas, a mercadoria ficará retida”, acrescentou.

O Fisco também ampliou o número de situações que denotam suspeitas de irregularidades na importação, sobretudo com foco nos documentos de origem das mercadorias.

Além disso, os adidos tributários da Receita em outros países também participarão do processo, facilitando o intercâmbio de informações com as autoridades dos países de origem.

Para burlar as medidas antidumping impostas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), exportadores estrangeiros têm enviado mercadorias ao Brasil via terceiros países, ou desmontadas em partes e peças, escapando assim das sobretaxas por prática desleal de comércio.

Confiança do consumidor cai em junho

Categoria: Agenda, Análise, Indicadores, Indústria, Inflação

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que o Ãndice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) de junho caiu a 111,8 pontos, ante 112,1 pontos em maio. Segundo a CNI, é o pior cenário desde junho de 2009, quando o Inec havia chegado a 110 pontos, mas recuperando-se logo depois.

A pesquisa do Inec foi realizada pelo Ibope entre 16 e 20 de junho, com 2.002 pessoas em todo o País. A CNI ressalta que nesta mais recente edição da pesquisa foi possível apurar que os consumidores continuam bastante preocupados com a inflação.

Apesar de o Inec de junho ter ficado 0,3% abaixo do valor registrado em maio, a CNI avalia que o comportamento recente do indicador representa uma “estabilidade”. Nessa análise, a confederação destaca que o Inec de abril havia ficado em 112,0 pontos.

Ou seja, nos últimos três meses o índice tem permanecido em um patamar semelhante e sugere que a trajetória de queda mais acentuada pode ter chegado ao fim, destaca a CNI. Pela metodologia da pesquisa, a base do índice é 100, sendo que números mais próximos da base representam maior preocupação.

Em nota, o economista da CNI, Marcelo Azevedo, avalia que a queda no Inec observada desde outubro de 2010 (quando chegou a 120,7 pontos) apenas reflete um crescimento intenso do índice após a crise global de 2009, ou seja, uma base de comparação bastante alta do período pós-crise.

“Soma-se a isso o atual cenário econômico, que não é favorável ao consumo, com inflação e taxa de juros em alta e contenção do crédito”, explica Azevedo.

Composição
O Inec é composto por seis indicadores. O índice referente a expectativas do consumidor em relação à inflação, que marcava 100,1 pontos em maio, subiu para 100,4 pontos em junho. O indicador relativo ao endividamento também aumentou de 104,9 pontos, em maio, para 105,6 pontos, em junho.

Os demais quatro índices caíram: expectativa de desemprego (132,1 pontos em maio; para 130,6 pontos, em junho); expectativa de renda pessoal (112,5 pontos, em maio, para 112,1 pontos, em junho); situação financeira (112,8 pontos, em maio, para 111,7 pontos, em junho); e compras de bens de maior valor (112,2 pontos, em maio, para 111,9 pontos, em junho).

A CNI destaca que o índice de otimismo em relação à evolução do emprego foi o que apresentou maior redução no período, com queda de 1,2% em junho na comparação com maio. Ainda assim, está 9,5% acima da média histórica para o mês.

A confederação ressalta que em relação às perspectivas sobre inflação, mesmo com um crescimento de 0,4% ante maio, o indicador está 14,4% abaixo do registrado em junho de 2010 e 13,8% abaixo da média histórica para o mês. Mas o estudo mostra que os consumidores continuam receosos com a trajetória de alta da inflação. Para 55% dos entrevistados, a inflação vai aumentar; e para 14%, a inflação aumentará muito.

News Corp. vende MySpace por US$ 35 milhões

Categoria: Empresas, Internet, Tecnologia

CARLA PERALVA

Depois de meses de especulação e negociação, o MySpace foi finalmente vendido. A News Corp. vendeu a rede social para a empresa de publicidade online Specific Media por US$ 35 milhões, bem abaixo dos US$ 100 milhões antes almejados pela companhia de Rupert Murdoch.

A News Corp., que comprou o MySpace em 2005 por US$ 580 milhões e viu seu declínio, vai continuar dona de cerca de 5% das ações da rede social. A compra foi fechada ontem, um dia antes do fim do ano fiscal da News Corp.

O acordo de compra inclui a demissão de quase metade dos 400 funcionários do MySpace e outros cortes de custos. O presidente Mike Jones e outros diretores vão permanecer interinamente, ajudando no processo de transição para uma nova chefia da Specific Media.

Em um memorando enviado aos funcionários, Jones escreveu: “Em conjunção com o acordo, estamos conduzindo séries de iniciativas de reestruturação, incluindo uma significativa redução em nossa força de trabalho.â€