Imóvel: maioria é alugada em até 30 dias
- 31 de maio de 2011 |
- 23h58 |
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Categoria: Aluguel, Imóveis, Indicadores
GISELE TAMAMAR
O mercado de locação residencial é positivo para quem tem um imóvel disponÃvel para alugar na cidade de São Paulo. Porém, o cenário se inverte para aqueles que estão em busca de uma casa ou apartamento para morar na capital.
Isso porque o aumento médio do valor dos contratos fechados em abril atingiu 15,82% no acumulado dos últimos 12 meses. Essa é a maior alta registrada no acumulado de um ano nos meses de abril desde 2005, quando o Sindicato da Habitação (Secovi-SP) iniciou a divulgação da pesquisa mensal.
Já do lado dos proprietários, quem tem um imóvel vago consegue alugar com rapidez. Levantamento feito pela empresa de administração imobiliária Lello mostra que 64% das unidades vagas foram alugadas em aproximadamente um mês no primeiro quadrimestre de 2011. Dentro desse número, 11% conseguiram inquilinos em apenas uma semana.

Levantamento: unidades com dois dormitórios foram os imóveis residenciais mais alugados na capital paulista (Foto: Marcio Fernandes/AE)
“Temos casos que o imóvel é alugado em dois, três diasâ€, destaca a diretora da Lello Imóveis, Roseli Hernandes. Na percepção da diretora, a menor oferta de imóveis para locação faz com que os interessados sejam mais ágeis para providenciar toda a documentação para viabilizar o aluguel com o receio de perder boas oportunidades.
As casas e apartamentos com dois dormitórios foram os mais alugados, com 56%. Em seguida aparecem os de três dormitórios com 25%, os de um quarto com 16% e os de quatro dormitórios com 3%. No quesito metragem, as unidades habitacionais de 50 a 80 metros quadrados foram alugados por 51% dos inquilinos.
Mercado mais veloz
Na opinião do professor da pós-graduação em Negócios Imobiliários da Fundação Armando Ãlvares Penteado (Faap), Antonio Conde, o mercado está mais veloz. “Na zona sul e no bairro do Tatuapé, imóveis que estavam de seis meses a um ano parados foram alugados nos últimos 30 dias.â€
Segundo o especialista, essa situação é resultado da baixa oferta de imóveis para locação residencial na capital paulista. “A dificuldade é ainda maior em casos de imóveis bem localizados, próximos ao metrô, por exemploâ€, diz.
E a demolição de casas antigas para dar lugar a pequenos prédios comerciais contribui ainda mais para a escassez de imóveis residenciais. A pesquisa da Lello aponta uma alta de 6% no número de novas locações residenciais nos quatro primeiros meses do ano em comparação com o mesmo perÃodo de 2010. Por isso, o resultado de pouca oferta e alta demanda é o preço dos novos contratos de locação em escalada.
Próximos indicadores
Para Francisco Crestana, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP, ainda é cedo para traçar uma tendência de alta nos preços dos novos contratos de aluguel. “Vamos acompanhar os próximos indicadores. Até porque há uma correlação entre o mercado de locação e o de vendas, que mostrou uma desaceleração em marçoâ€, afirma.
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Consignado tem os menores juros anuais do mercado
- 31 de maio de 2011 |
- 23h48 |
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Categoria: Crédito, Indicadores
LUCIELE VELLUTO
O crédito consignado, modalidade de empréstimo que tem o pagamento descontado diretamente no holerite, tem ido na contramão da alta de juros apresentada pelas outras operações de crédito para pessoa fÃsica desde o final do ano passado. A taxa média de juros para quem opta por essa operação passou a ser a mais barata do mercado, mais baixa até do que os juros cobrados para a compra de veÃculos, o que não ocorria desde dezembro de 2007.
A última Nota de PolÃtica Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro Nacional do Banco Central mostra que as taxas de juros estão em alta desde dezembro do ano passado, quando o governo adotou medidas para encarecer o crédito e diminuir sua expansão.
O juro médio do crédito consignado também se elevou, passando de 26,1% ao ano em novembro do ano passado para 28,1% anuais em abril deste ano, mas em ritmo menor do que outras modalidades.
Para a compra de veÃculos, por exemplo, após o anúncio das medidas do governo, a taxa média anual de juros passou de 22,8% em novembro de 2010 para 30,9% em abril deste ano. No caso do crédito pessoal, esse salto vai de 42% no penúltimo mês do ano passado para 49,9% em abril de 2011.
“A taxa de juros do consignado sobe menos porque é o empréstimo de menor risco, pois o dinheiro sai direto da folha de pagamentoâ€, explica Ricardo Torres, professor de Economia da Brazilian Business School (BBS).
Concorrência
Outro ponto apontado por Torres para um crescimento menor do juros para o empréstimo com desconto no holerite é a grande concorrência entre os bancos, pois tanto as instituições médias quanto as grandes disputam esse mercado.
Para o professor de economia da Universidades Metropolitanas Unidas (FMU), Sillas de Souza Cezar, o juros do crédito consignado também crescem menos porque há menor demanda.
“Há muitas pessoas que já recorreram a esse crédito e estão atualmente pagando. Isso faz com que não possam tomar empréstimo outra vez e acabem buscando outras modalidades para se financiarâ€, diz o professor de economia.
Com as altas das taxas de juros para veÃculos, a opção de vender o carro, comprar outro financiado e usar o dinheiro da venda para pagar as dÃvidas de custo mais caro, como cartão de crédito e cheque especial, não é mais recomendada pelos especialistas para quem tem acesso ao consignado.
“Essa era uma opção interessante, pois se paga juros muito menores no financiamento de um veÃculo do que de outras modalidades. E assim se substituÃa a dÃvida por uma mais barata. Mas com o consignado com taxa menor, este vale mais a penaâ€, explica Torres. “Mas se a pessoa não tem acesso ao empréstimo com desconto em folha, vender o carro e financiar outro ainda é a melhor opçãoâ€, complementa.
“Mas é preciso ter disciplina. Não adianta ficar fazendo dÃvida para pagar outra e assim por dianteâ€, alerta Cezar.
Para quem vai buscar o consignado, a recomendação dos especialistas é analisar as taxas do mercado. Os bancos em que o trabalhador é correntista ou tem acordo com entidades de classe pode oferecer juros menores. A renda também não deve ser comprometida em mais de 30% com esse empréstimo.
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Crédito cresce menos, mas preocupa
- 31 de maio de 2011 |
- 16h15 |
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Categoria: Crédito, Inflação
O crédito ficou mais caro, com mais calotes, e cresceu em um ritmo considerado adequado pelo Banco Central nos primeiros quatro meses do ano. Mas a alta nos últimos 12 meses encerrados em abril no estoque de financiamento reforçou as dúvidas sobre se o governo conseguirá de fato desacelerar o crédito para 10% a 15% de expansão neste ano, faixa considerada ideal para colocar a inflação de volta na meta.
Segundo dados divulgados ontem pelo BC, o estoque de crédito atingiu R$ 1,78 trilhão em abril, o equivalente a 46,6% do PIB. O saldo mostrou crescimento de 4,1% no ano (em torno de 13% em termos anualizados), mas em 12 meses ainda tem forte expansão: 21%. Os juros no crédito livre subiram pelo quinto mês seguido, atingindo a marca de 39,8% ao ano e já superando os 40% nos dados parciais de maio.
O desempenho do crédito no inÃcio do ano reflete o dilema do governo no front inflacionário. Enquanto os dados correntes mostram números relativamente moderados, os dados em 12 meses apontam um desempenho ainda muito intenso e fora do almejado pela equipe econômica, alimentando o debate sobre se o processo inflacionário está sendo controlado.
Embora o desempenho dos quatro primeiros meses do ano esteja no nÃvel desejado pelo BC, em igual perÃodo do ano passado, quando ainda não havia medidas de aperto no crédito e alta dos juros, a expansão foi até um pouco menor: 3,8%. Depois, o ritmo se acelerou e encerrou 2010 com alta acima de 20%.
Além disso, o desempenho moderado se deve mais à perda de vigor nos financiamentos do BNDES do que por um tranco nos financiamentos com recursos livres, aqueles voltados mais diretamente ao consumo, que o governo pretende conter.
O chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel, garantiu que no segundo semestre o ritmo do crédito será menor do que em igual perÃodo de 2010, levando a uma redução na taxa de 12 meses. A questão é se esse cenário vai se confirmar.
O BC deve continuar a elevar os juros e há quem defenda novas medidas de contenção de crédito. Uma das hipóteses aventadas por uma fonte do governo seria limitar os prazos e restringir a entrada do financiamento, proposta que tem fortes resistências dentro e fora do governo. Com o recuo da inflação esperado para os próximos meses, há preocupação que uma volta do otimismo alimente nova escalada do crédito.
Em relatório para clientes, a consultoria Rosenberg Associados enxerga um processo de arrefecimento moderado do crédito neste ano. Mas duvida que ele fechará o ano na meta do BC. “Continua prevalecendo a leitura de que a polÃtica monetária deverá continuar contracionista para garantir uma desaceleração do crédito e da atividade condizente com nÃveis de inflação mais próximos da meta em 2012.â€
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VÃtimas de Talidomida têm seção no site do INSS
- 31 de maio de 2011 |
- 15h31 |
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Categoria: Serviços
Por recomendação do Ministério Público Federal (MPF), a Previdência Social passou a publicar em seu site informações sobre os benefÃcios a que têm direito as pessoas com sÃndrome da Talidomida, substância cuja
ingestão gerou deficiências em centenas de brasileiros nas últimas décadas.
O órgão incluiu o link “Pensão Especial (Talidomida)” em sua página inicial na internet. A recomendação resultou do inquérito civil público que apurou os procedimentos do INSS para indenizar por danos morais as pessoas com deficiência fÃsica causada pela sÃndrome.
Segundo o MPF, sem uma divulgação ampla das informações, muitos cidadãos ignoravam o direito à pensão especial e à indenização por dano moral, fixada a partir de R$ 50 mil.Â
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Ministério Público Federal, pensão, Previdência Social, talidomida
Novos ares para a barbearia à moda antiga
- 31 de maio de 2011 |
- 13h53 |
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Categoria: Empreendedorismo
Fernando Scheller
No rádio, toca uma canção de Elvis. Nas paredes, cartazes de filmes antigos, pôsteres de pin-ups e fotografias de automóveis antigos. Sobre o balcão, uma garrafa de água velva (lÃquido pós-barba) e navalhas afiadas. Ir à unidade da Barbearia 9 de Julho, no centro de São Paulo, é como voltar aos anos 50: uma época em que homens iam ao barbeiro por apenas três motivos (os mesmos anunciados hoje no cartaz na entrada da loja): cortar o cabelo, apará-lo com a máquina e fazer a barba.
Foi com a proposta de resgatar a simplicidade dos barbeiros de antigamente que a Barbearia 9 de Julho surgiu há quatro anos, na Rua Augusta. Com duas lojas na capital paulista, a empresa ganhará status de rede em 2012.
Em julho, será aberta a terceira unidade, no Itaim. Mais duas estão previstas para o ano que vem: no ParaÃso e na região da Berrini. “Priorizamos áreas de escritórios. O homem não tem tempo de voltar para cortar o cabelo no bairroâ€, diz Anderson Napoles, sócio do empreendimento.
Embora as lojas da Barbearia 9 de Julho sejam pequenas, com três cadeiras — “para não virar salão de belezaâ€, diz Anderson –, o investimento em cada unidade é estimado em R$ 100 mil.
Segundo o coproprietário Tiago Cecco Gonçalves, os objetos de decoração são comprados em feiras e angariados aos poucos. Mas a ideia é manter o máximo de autenticidade, com restauração de móveis e equipamentos. “E isso custa dinheiroâ€, diz.

Os sócios Anderson (E) e Tiago treinam os barbeiros que trabalham na 9 de Julho (Foto: Andre Lessa/AE)
Movimento rockabilly
Tanta preocupação com a reprodução da época tem motivo: tanto Anderson quanto Tiago são do movimento rockabilly, que cultua os sÃmbolos dos anos 40 e 50, da música à moda, dos filmes aos cortes de cabelo.
Por isso, ao resgatar a moda das barbearias, a opção foi pelo estilo tradicional: atendimento rápido — um corte de cabelo não leva mais de dez minutos –, serviços limitados e preço sob controle. Tanto barba quanto cabelo saem por R$ 25. O pagamento é feito somente em dinheiro.
Anderson e Tiago também desenvolveram produtos para o cliente completar o estilo em casa: a cera e a goma de pentear já podem ser comprados nas lojas — por R$ 25 e R$ 15, respectivamente –, mas a linha de cosméticos masculinos da dupla, batizada Ducktail (referência um penteado tÃpico dos anos 50), deve ganhar nos próximos meses xampu, espuma de barbear e creme pós-barba. A fórmula é desenvolvida pelos sócios, e a fabricação é terceirizada em um laboratório.
Repaginada
Enquanto os paulistanos se agarram à s raÃzes do negócio barbearia, a curitibana Meire Ferreira, da Barbearia Clube, leva o conceito à s últimas consequências.
Apesar de oferecer cabelo e barba a preços similares aos da 9 de Julho, a empresária criou uma espécie de clube de estética para homens: oferece tratamentos como limpeza de pele — ou “faxina na cara†–, pedicure, podologia, hidratação, sauna e até acupuntura. Há também a possibilidade de o cliente comprar um pacote de tratamentos e passar o dia inteiro se cuidando.
Meire conta que teve a ideia de abrir a barbearia depois de trabalhar por 20 anos em uma distribuidora de cosméticos. “Com os mapas da Nielsen na mão, vi que o mercado masculino tinha potencialâ€, lembra ela.
Junto com uma agência de publicidade, estudou o mercado durante dois anos antes de abrir a Barbearia Clube, em 2007. O investimento de R$ 180 mil, levantado com empréstimos, a venda de um carro e o saque de um plano de previdência privada, foi recuperado após dois anos e sete meses.
A empresária partiu para uma estratégia de expansão por franquias, que gerou duas outras unidades, mas rescindiu os contratos. As parceiras seguiram funcionando, mas com nomes diferentes. “Uma delas foi para a classe A, enquanto a outra se popularizouâ€, conta.
Agora, Meire busca reformatar o projeto: desta vez, com a ajuda de uma consultoria em franquias. Paralelamente, a empresária acalenta a ideia de iniciar uma operação própria em São Paulo: “O mercado está pedindo issoâ€.
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