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Sábado, 25 de Maio de 2013
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A loteria para ser atendido nos convênios

Categoria: Planos de saúde

CAROLINA DALL’OLIO
CAROLINA MARCELINO

Mais consumidores, porém com menos locais de atendimento. Essa é a realidade atual do mercado privado de saúde no Brasil. Nos últimos cinco anos, os planos de saúde ganharam quase 9 milhões de clientes mas, em vez de ampliar a rede para atender o novo público, as operadoras reduziram o número de clínicas credenciadas em 40% desde 2009 – e também diminuíram a quantidade de consultórios, hospitais e prontos-socorros que constam em sua lista de prestadores de serviços.

“O resultado deste processo pode ser notado pelos consumidores, que enfrentam uma grande demora para agendar consultas e filas em clínicas e hospitaisâ€, diz Juliana Ferreira, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Para Juliana, isso ajuda a explicar porque as operadoras aparecem entre as empresas com mais reclamações nos rankings dos órgãos de defesa do consumidor.

Hoje há, por exemplo, 949.375 usuários para cada pronto-socorro conveniado às operadoras do País. Mas a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirma que não pode definir se a proporção entre equipamentos de saúde e números de usuários é ou não satisfatória. Por isso, acha mais eficaz instituir um prazo máximo para que o cliente da operadora seja atendido. O assunto foi discutido em consulta pública, encerrada em março. Agora a ANS analisa as sugestões para só depois editar uma instrução normativa sobre o tema.
Para José Cechin, diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), a rede atual é satisfatória. Ele usa como argumento a pesquisa do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess), em que 80% dos usuários de planos de saúde se disseram satisfeitos com os serviços das operadoras. “A proporção de hospitais, leitos, clínicas, laboratórios e profissionais credenciados é maior do que a de beneficiários na população.â€

Mas por que então a rede credenciada das operadoras brasileiras está ficando mais enxuta, como mostram os dados da ANS? Para Florisval Meinão, diretor da Associação Médica Brasileira (AMB), os motivos são financeiros. “Uma rede enxuta reduz custos das operadoras e dá a elas mais controle sobre seus fornecedores. Se por acaso as empresas quisessem ampliar a rede credenciada, haveria uma grande quantidade de profissionais dispostos a atender os usuários do sistema de saúde suplementar.†Meinão é um dos líderes do protesto que a classe médica fez no início de abril para reivindicar aumentos nos honorários pagos pelos convênios.

É bom lembrar que muitas operadoras estão hoje com problemas de caixa. “A ANS faz uma série de exigências financeiras que são inviáveis para as operadoras, em especial para as de pequeno e médio porte. Elas dificilmente suportam todos os custosâ€, afirma Arlindo Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge).

Contatada pela reportagem do JT, a ANS não informou quantas empresas deixam de apresentar as garantias financeiras exigidas e sofrem hoje intervenção administrativa da agência.

Só que, na última avaliação feita pela própria agência sobre o desempenho das operadoras, o quesito em que elas tiveram a pior performance foi justamente o econômico-financeiro. Além disso, 449 operadoras brasileiras fecharam as portas nos últimos cinco anos. Um sinal que as empresas emitem quando as finanças não vão bem é o descredenciamento de prestadores de serviço em massa. Foi o caso da Samcil, que recebeu um ultimato da ANS para repassar sua carteira de clientes a outra operadora.

Com 82 anos, a dona de casa Maria Belmonte Bello é cliente da Samcil desde 2002, quando a empresa ficou com parte dos clientes da Transmontano, que havia falido. “Comecei a notar a crise da Samcil, pois todos os médicos que nos atendiam deixaram de aceitar nosso convênio.â€

Maria e o marido, o aposentado Nelson Rodrigues Bello, 86, gastam juntos R$ 800 por mês com o convênio médico. Com problemas no rim, o geriatra de Bello pediu alguns exames, que foram autorizados pela Samcil. Porém, no laboratório, o aposentado teve o atendimento negado, pois eles alegaram que não eram mais credenciados a Samcil. “Como os exames eram urgentes, paguei R$ 700 por elesâ€, conta Maria, que agora espera ser ressarcida pela Samcil.

‘Operação de guerra’ pelo smartphone

Categoria: comércio, Consumo, Tecnologia

Fernando Scheller

Disposição para comprar um smartphone não falta ao brasileiro. Pesquisa divulgada esta semana pela consultoria Accenture mostra que aparelhos como iPhone e Samsung Galaxy são o sonho de consumo número dois no País em eletrônicos. Trinta por cento dos entrevistados pela consultoria no Brasil pretendem comprar um smartphone nos próximos 12 meses — a liderança do ranking ficou com as TVs de alta definição, com 40%.

Tanta demanda, porém, ainda não encontra resposta direta no lado da oferta. Para encontrar o produto, o consumidor precisa gastar a sola do sapato ou até mudar de operadora. A reportagem percorreu dois grandes shopping centers de São Paulo ontem e constatou que as operadoras receberam mais aparelhos. Mas ainda há falta de smartphones, especialmente em lojas terceirizadas.

A Oi é a operadora com mais dificuldade de fornecimento. Ontem, a loja da empresa no Shopping Eldorado não tinha nem o iPhone 4 nem o Samsung Galaxy S disponíveis.

O cliente da Oi que busca um iPhone 4 pela empresa também passa aperto no serviço de televendas e no site Mercado Móvel, vinculado à companhia. Apesar de o site vender o aparelho de 32 GB acima do preço de mercado, a R$ 2.589 — a maioria das operadoras cobra R$ 2.099 pela variação mais cara do produto –, não há garantia de entrega.

Depois de vender o aparelho a um consumidor na quarta-feira, a operadora informou ontem que poderia não entregar, pois o estoque do produto estava baixa — o pedido foi cancelado.

Percorrendo os shoppings, a reportagem encontrou um único iPhone 4 — de 16 GB — na loja da Oi no Shopping Villa-Lobos. Nas outras operadoras, os smartphones mais procurados são encontrados mais facilmente, depois de meses de estoque em baixa. Nas duas lojas da Claro e da Vivo visitadas ontem, havia iPhone 4 e Galaxy S disponíveis para pronta entrega.

Na TIM, havia produto no Eldorado, mas os aparelhos estavam em falta no Villa-Lobos. Funcionários da operadora informaram que um novo lote do aparelho da Apple foi entregue na quarta-feira, acabando com um período de um mês de “seca†na empresa.

Interesse
A pesquisa da Accenture, que ouviu mais de 8 mil pessoas em oito países, mostra que o interesse em comprar smartphones é maior nas nações em desenvolvimento (Brasil, Ãndia, Rússia e China) do que nos mercados maduros (Japão, Estados Unidos, Alemanha e França). Para corrigir distorções entre as diferentes economias analisadas, o levantamento no Brasil se concentrou em áreas urbanas com perfil de alta renda.

Mesmo assim, a concentração de smartphones no País é quase 10 pontos porcentuais inferior à americana e equivalente à metade do patamar chinês, onde mais de 50% da população usam smartphones. Segundo a Nielsen, a venda de smartphones cresceu 279% no País em 2010.

Entretanto, trata-se de um mercado pequeno, equivalente a cerca de 3% do total de celulares em uso no País – hoje, o número de linhas ativas é de 210 milhões, de acordo com a Anatel.

Famílias endividadas caem de 53% para 48%

Categoria: Bancos, Consumo, Crédito, Indicadores

A porcentagem de famílias endividadas na Grande de São Paulo caiu para 48,3% em abril, ante 52,8% em março, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). De acordo com a entidade, a queda no endividamento é resultado da confiança do consumidor e do aumento dos postos de trabalho.

A pesquisa classifica como endividada a família que tem dívidas a pagar — e não as que possuem contas em atraso. Cobranças regulares, como as de água, luz e telefone, não são consideradas.

O cálculo leva em conta apenas dívidas extraordinárias, como as de carnês e as de financiamentos de automóveis. No levantamento, foram ouvidas 2,2 mil famílias.

Em número absolutos, a Grande São Paulo soma 1,73 milhão de famílias endividas em abril — 160 mil menos que em março. Do total, 34,9% afirmam que estão comprometidos com dívidas por mais de um ano, 20,3% com compromissos de três a seis meses e 23,7% por dívidas de menos de três meses. Entre os casos mais sérios, 15,7% comprometeram mais de 50% da renda familiar.

O principal meio utilizado para adquirir essas dívidas continua sendo o cartão de crédito: 70,4% das famílias endividadas têm algum débito devido às compras pagas dessa maneira. A participação dos carnês ficou em 20,1% em abril. A terceira forma mais comum de endividamento é o crédito pessoal, com 11,5%.

Lista da malha fina sai já na segunda-feira

Categoria: Imposto de Renda

Roberta Scrivano
Eduardo Rodrigues

Os 23,736 milhões de contribuintes que entregaram as suas declarações de Imposto de Renda até as 19 horas de ontem (último dado divulgado pela Receita Federal) poderão consultar se estão na malha fina já na segunda-feira. No total, o Fisco esperava receber 24 milhões de declarações este ano.

Para conseguir o extrato que aponta os erros na prestação de contas é preciso acessar o site da Receita Federal com o código de acesso e solicitar o documento no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte, diz o Fisco.

Depois de detectar o erro, o contribuinte deve preencher e enviar a chamada ‘declaração retificadora’. Quanto antes a correção for feita, mais cedo virá a restituição do imposto de renda, dizem especialistas em tributação.

“Gostaria de agradecer aos contribuintes que entregaram suas declarações em dia, contribuindo assim para a sociedade brasileira e o financiamento do Estadoâ€, afirmou a secretária adjunta da Receita, Zayda Manatta.

Quem não entregou a declaração no prazo pagará multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do valor do imposto devido.

O Darf com a multa também pode ser obtido no portal da Receita Federal a partir de segunda. O prazo para pagamento sem correção é de 45 dias. Depois disso, há incidência de juros diários.

Também a partir da próxima semana estará disponível no site da Receita o novo programa para preenchimento da prestação de contas com o Leão – destinado tanto para quem perdeu o prazo quanto para quem já viu que está na malha fina e quer fazer a retificação dos dados.

Contribuintes que não mantêm a situação regularizada junto à Receita têm problemas para realizar viagens internacionais, obter financiamento junto aos bancos (principalmente o imobiliário) e não são autorizados a participar de provas de concursos públicos.

Banco Panamericano lança cartão pré-pago

Categoria: Bancos, Serviços

Altamiro Silva Junior

O Banco Panamericano resolveu reforçar sua área de cartões e apostar no mercado de pré-pagos, segmento ainda incipiente no Brasil. Em parceria com a Mastercard e a empresa americana Rêv Worldwide, o banco lança na segunda-feira seu primeiro cartão pré-pago. A meta é vender ao menos 500 mil cartões em um ano, atraindo um público que não tem conta corrente, nem acesso aos bancos, afirma o diretor do banco, Eliel Teixeira de Almeida.

Com a entrada do novo controlador, o BTG Pactual, e a parceria com a Caixa Econômica Federal, o objetivo do Panamericano é manter o foco na área de cartões nas classes C, D e E. Por isso, o banco quer buscar novos canais de venda para cartões, como redes de varejo e supermercados, para atrair os “desbancarizadosâ€.

O produto que está sendo lançado, agora, é um pré-pago que pode ser recarregado nas 10 mil lotéricas da Caixa e nos cerca de 260 pontos de atendimento do banco.

Diferente de outros cartões pré-pagos lançados no Brasil, em sua maioria voltados para gastos com viagens no exterior, o do Panamericano pode ser usado no País em qualquer estabelecimento que aceite a bandeira Mastercard, que soma mais de 1,5 milhão de lojistas.

O cartão também pode ser utilizado no exterior. A estimativa é que a média das recargas mensais fique entre R$ 100 e R$ 200, segundo o diretor do banco.

Estudos da Mastercard indicam que o mercado de pré-pagos tem potencial para movimentar US$ 81 bilhões na América Latina. “É um mercado ainda muito pouco exploradoâ€, disse o vice-presidente de produtos da Mastercard, Marcelo Tangioni.