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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013
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Ainda dá tempo de salvar a capital do caos

Categoria: Empreendedorismo, Empresas

SUZANE G. FRUTUOSO

A cidade de São Paulo tem erros históricos quando se fala de urbanismo. O privilégio foi dado ao carro. A maior parte das áreas verdes foi cimentada. Ocupações clandestinas se tornaram parte de uma indústria criminosa e com o envolvimento de políticos, segundo Sérgio Guimarães Pereira Junior, fundador da Vallor Urbano. “Pagamos o preço de uma visão errada de crescimentoâ€, diz.

O desafio, hoje, é minimizar os estragos numa metrópole já repleta de problemas. “A primeira reforma deve ser a da educação, ensinando quanto custa cuidar do município. Qual o valor do rio limpo na sua cidade? Não tem preçoâ€, diz Pereira Junior.

Investimento em transporte público é essencial. Quanto menos deslocamento as pessoas tiverem entre casa e trabalho, melhor. Por isso, a tendência é incentivar a economia local dos bairros, criando pequenos polos regionais de desenvolvimento.

“Assim, a população tem moradia, emprego, educação, lazer e cultura num mesmo espaço. Os modelos de bairro-cidade, agora, passam a ser pela ótica do homem, não do automóvelâ€, afirma o empresário. “E se não for totalmente possível, que ao menos o deslocamento seja de qualidade, com boas opções de transporte público.â€

Segundo Pereira Junior, ao contrário do que se imagina, a população que mora em condomínios como Tamboré e Alphaville quer sim a chegada do metrô na região. “As pessoas têm interesse. É um descaso do poder público baseado na ideia de que quem mora nesses locais é rico e não troca carro por nada.â€

Já a expansão imobiliária é vista por ele como uma oportunidade de ouro para reurbanizar partes da cidade, como é o caso de Itaquera, na zona leste. E desde que seja acompanhada por uma parceria público-privada, com criação de infraestrutura urbana, com parques e, mais uma vez, a melhora do transporte público. “Não dá para se preocupar com o entorno depois. As melhorias na área não podem vir a reboque. Custa mais caro e, geralmente, não funciona.â€

Empresa leva a nova classe média para os condomínios

Categoria: Empreendedorismo, Empresas

SUZANE G. FRUTUOSO

Desde os 5 anos, o empresário Sérgio Guimarães Pereira Junior viveu com uma promessa que era também uma cobrança. Nessa idade, ele perdeu o pai, um executivo sócio minoritário de uma empresa de televisores, e ouviu do dono da companhia: “cresça e venha buscar seu lugarâ€. Parecia um curso natural. Mas a parte da herança que mudaria a vida de Pereira Junior foi um sítio em Santana do Parnaíba, quando ali ainda era o meio do nada.

Era a primeira terra que ele transformaria em negócio. Com 19 anos, estudante da faculdade de administração, Pereira Junior loteou um pedaço do sítio. Fez tudo sozinho. Dirigiu trator e caminhão, tirou medidas, vendeu os terrenos – com dificuldade, perdendo dinheiro e sofrendo os revezes da instável e inflacionada economia da década de 80. Hoje, aos 49 anos, Pereira Junior é o fundador da Vallor Urbano, empresa de desenvolvimento urbano que faturou R$ 21 milhões em 2011 e com expectativa de 25% de crescimento em 2012.

A especialidade da Vallor são os loteamentos, que podem ser bairros planejados ou condomínios fechados. O diferencial é a clientela classe C. “Essa fatia da população, agora tão festejada, é um público antigo nosso.†Com terrenos de 250 metros quadrados, metade dos condomínios de alto padrão, os lotes vendidos pela Vallor têm preços menores, de cerca de R$ 85 mil. Mas oferecem a mesma segurança e áreas de lazer.

Em 29 anos, ele loteou 29,5 milhões de metros quadrados. Para efeito de comparação, todo o bairro de Alphaville, em Barueri, conta com 14 milhões de metros quadrados. Já são 26 empreendimentos implantados. Outros quatro estão em construção em Piracicaba, Pindamonhangaba, Campo Limpo Paulista e Piedade.

“E ainda há um país inteiro a ser urbanizado. Até agora, nossa atuação foi o Estado de São Paulo. Em 2012, entraremos no mercado do Norte e Nordeste, que está em forte expansãoâ€, diz Pereira Junior. Nessa região, os preços dos projetos da Vallor serão menores, acompanhando a realidade local. Construir a casa dos sonhos é o próximo passo de uma população que com melhor renda adquiriu bens, foi estudar mais e viajar.

Quando um empreendimento está a todo vapor, a empresa cria 150 empregos. Sua equipe direta é de 13 jovens que o empresário buscou a dedo no mercado. “Três começam a ser preparados para daqui dez anos um deles me suceder. Pretendo me aposentar com uns 60.â€

O planejamento de Pereira Junior para o futuro não inclui só descansar. No ano que vem, começa a funcionar o Instituto Vallor Urbano, uma ONG para ensinar o empreendedorismo a jovens talentos. Será também essa fundação que vai gerir a participação do empresário depois de sua saída. “É um meio de perpetuar a empresa sem ser paternalista.â€

O empresário diz que sente um prazer pessoal em ver as pessoas crescendo. “Algo que faz parte da filosofia também da empresa. Todos os profissionais têm participação nos resultadosâ€, diz ele.

E só voltando um pouco na história, a pressão de supor que um dia substituiria seu pai se desfez. Pereira Junior chegou a ser office-boy na empresa de TVs. Mas quando estava pronto para o cargo, a promessa foi quebrada. Uma grande decepção na ocasião. Só um impulso a mais para o nascimento e sucesso da Vallor Urbano.

IR: nova tabela começa a valer amanhã

Categoria: Imposto de Renda, Impostos, Inflação

A correção da tabela do Imposto de Renda Retido na Fonte em 4,5% começa a valer amanhã. O reajuste, abaixo da inflação, dará um alívio temporário ao bolso dos trabalhadores brasileiros.

A tributação dos salários é feita em cinco faixas, que serão todas reajustadas, o que diminui o valor final do imposto que fica retido a partir deste mês.

A faixa do salário que fica isenta do Imposto de Renda passa dos atuais R$ 1.566,61 para R$ 1.637,11. A alíquota mais alta, de 27,5%, passa a ser aplicada sobre a parcela do salário que supera R$ 4.087,65. Hoje, atinge o ganho acima de R$ 3.911,63.

O reajuste anual da tabela do Imposto de Renda em 4,5% será aplicado até 2014. O porcentual corresponde ao centro da meta de inflação definida pelo governo. Em 2011, no entanto, o índice oficial de preços deve ficar próximo de 6,5%.

Como o próprio governo prevê uma inflação acumulada acima de 4,5% em 2012, muitos trabalhadores passarão a pagar mais imposto assim que tiverem seus salários reajustados este ano em relação ao que pagaram em 2011.

O Imposto de Renda Retido na Fonte depende ainda do abatimento mensal por dependente, que sobe de R$ 157,47 para R$ 164,56 em 2012.

A correção da tabela deve representar uma renúncia fiscal de quase R$ 2,5 bilhões em 2012, segundo estimativas da Receita Federal.
De acordo com sindicatos, a correção abaixo da inflação implica, no entanto, em uma arrecadação maior para o governo. Estima-se uma defasagem acima de 50% na tabela do IR nos últimos 15 anos.

INSS
Janeiro também trará mudanças nas faixas de salário que servem de base da contribuição dos trabalhadores para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na próxima sexta-feira será divulgado o Ãndice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano, utilizado para reajustar os valores das faixas de desconto.

Caso o valor fique em 6,2% como previsto pelo mercado, as novos valores para cálculo do desconto mensal serão de aproximadamente R$ 1.175,63 (alíquota de 8%); R$ 1.959,39 (alíquota de 9%) e R$ 3.919,84 (alíquota de 11%).

A previsão é de que os novos valores sejam determinados em portaria a partir do início da próxima semana, após a definição do valor do INPC de 2011.

Saiba o que seu convênio garante

Categoria: Planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu recentemente em seu site uma nova ferramenta que ajuda o consumidor a consultar a cobertura mínima obrigatória do seu plano.

Acessando a página (http://www.ans.gov.br/index.php/planos-de-saude-e-operadoras/espaco-do-consumidor/1149-verificar-cobertura-de-plano#), o consumidor informa dados do plano e pode descobrir se o procedimento que precisa faz parte da cobertura a que tem direito.

“Para facilitar, o buscador tem correspondência com a Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) e sinônimos de procedimentos em linguagem popularâ€, diz Marta Oliveira, da ANS – que está recebendo sugestões de sinônimos de procedimentos no e-mail:  gt.rol at ans.gov.br .

Rede terá divulgação na internet

Categoria: Planos de saúde

SAULO LUZ

A partir de junho de 2012, as operadoras de planos de saúde deverão divulgar suas redes credenciadas nas suas páginas na internet. É o que determina a Resolução Normativa nº 285, publicada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nesta semana.

A norma permitirá não só que o beneficiário da operadora localize, de forma mais fácil e ágil, todos os prestadores de saúde do plano contratado como também que qualquer cidadão pesquise informações sobre a rede credenciada de prestadores de qualquer operadora de saúde do País.

As operadoras com número superior a 100 mil beneficiários deverão apresentar, no mínimo, o chamado georreferenciamento, que é feito por meio de imagens ou mapas que indiquem a localização espacial geográfica de cada prestador de serviço de saúde (mapeamento geográfico dinâmico).

As operadoras com número de beneficiários entre 20 mil e 100 mil deverão obrigatoriamente adotar o georreferenciamento de mapas (mapeamento geográfico).

As operadoras com até 20 mil beneficiários deverão informar a rede credenciada na internet, permanentemente atualizada, não sendo obrigatório exibir o mapeamento geográfico ou mapeamento geográfico dinâmico.

As operadoras de saúde com 100 mil usuários ou mais terão até junho de 2012 para se adequar à norma. Para as operadoras com menos de 100 mil clientes, o prazo será até dezembro de 2012.