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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
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Vendas com cartões movimentam R$ 244 bi

Categoria: Bancos, Consumo, Crédito, Empresas

Altamiro Silva Júnior

O Brasil encerrou o primeiro semestre com a marca histórica de 597 milhões de cartões no mercado, incluindo plásticos de crédito, débito e de redes de varejo (chamados de private label). O crescimento foi de 10% em comparação a junho do ano passado, segundo estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Esses cartões movimentaram volume de R$ 244 bilhões, expansão de 21% em relação ao mesmo período de 2009, e fizeram 3,3 bilhões de transações.

Os cartões de crédito são os mais usados. Os plásticos movimentaram R$ 142 bilhões entre janeiro e junho. Só neste mês, com dados ainda não fechados, a projeção da Abecs é de giro de R$ 25 bilhões com pagamentos via cartão de crédito, puxado pelas vendas do Dia dos Namorados.

Tanto a Cielo como a Redecard, principais empresas que fazem a captura das transações nos estabelecimentos comerciais, anunciaram que suas máquinas que fazem a leitura dos cartões bateram recordes de transações no período. So com crédito, foram feitos 244 milhões de pagamentos, expansão de 15% em relação a junho de 2009. Os cartões de crédito chegaram a 145 milhões de unidades em junho, outro recorde do setor. Já os de débito somaram 241 milhões. Os de loja totalizaram 211 milhões.

Os gastos pagos com cartão de crédito tanto de brasileiros no exterior como de estrangeiros no Brasil estão em forte alta. Em maio, estatística mais recente disponível na Abecs com base em números do Banco Central, os brasileiros gastaram R$ 1,231 bilhão lá fora, alta de 33%. Já as compras de estrangeiros por aqui aumentaram 45% e somaram R$ 523 milhões.

A mesma máquina para todos os cartões

Categoria: Consumo

Ligia Tuon

Uma única máquina que aceita qualquer cartão de crédito ou de débito. Essa é a novidade que chega ao mercado  nesta quinta-feira, 1. Os equipamentos serão unificados e os estabelecimentos que aceitam cartão serão obrigados a receber qualquer bandeira. Antiga reivindicação de comerciantes, a unificação é resultado de termo de ajuste de conduta entre as credenciadoras e as operadoras, com apoio da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça.

Para a economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, isso será bom porque, além de o consumidor ter mais escolhas na hora de efetuar o pagamento, os preços de produtos podem cair. “A medida que os lojistas começam a pagar apenas um aluguel pela máquina, a expectativa é que os preços fiquem mais competitivos, já que terão menos custos.â€
Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) é ainda mais otimista. “Com a redução dos gastos do comerciante, não há mais motivo pra ter diferenciação de preço pra quem paga a vista (em cheque ou dinheiro) ou no cartão.â€

No entanto, o que vai fazer a real diferença no bolso das pessoas, segundo Roque Pellizzaro, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CDNL), será a redução das taxas cobradas por operação. “Como o comerciante poderá escolher entre as credenciadoras, é natural que haja preços mais atrativos para aumentar a competitividade.†Pellizzaro ressalta ainda que o fim do contrato de fidelidade das credenciadoras com as operadoras de cartão de crédito já começa a abrir portas para outras empresas do ramo. “Já está entrando uma nova credenciadora no mercado, a Santander, com parceria com a GetNet, que, provavelmente, já cobrará taxas menores.â€

O consumidor vai sentir essa diferença principalmente ao fazer compras no pequeno comércio, como mercearias. “A redução do aluguel do equipamento corresponde à conta de luz que um comercio pequeno paga por mês. A longo prazo, a reflexo disso nos preços poderá ser muito positivoâ€, diz Pellizzaro.

Ruy Nazarin, presidente do Sindicato dos Lojistas do Comercio de São Paulo (Sindilojas-SP) concorda que a medida afetará os preços, mas acha que não dá para falar em números. “Tudo é custo para o empresário e ele inclui no valor das vendas. Mas o impacto que a redução dos gastos terá depende do tamanho do comércio e do trabalho de cada lojista.†Ele diz que o compartilhamento da máquina vai facilitar as vendas e o consumidor vai comprar com menos custos embutidos.

Fiesp revisa projeção de crescimento do PIB 2010

Categoria: Empresas, Indicadores

Anne Warth

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) revisou hoje sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deste ano, de uma alta de 6% para um crescimento de 7,3%. “Se a nossa projeção se confirmar, será a primeira vez desde 1986 que o País terá crescido próximo dos 7,5% em um ano”, disse o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini. A nova projeção da considera que a indústria como um todo deverá crescer 11,6% neste ano.

A indústria extrativa mineral, nas projeções da Fiesp, terá alta de 11,8%. A indústria da transformação e a construção civil devem crescer, respectivamente, 11,3% e 12,6%. O PIB da agropecuária deve registrar alta, segundo a Fiesp, de 5,7% e para o de serviços é calculado aumento de 5,2%. O consumo das famílias, para a Fiesp, deve crescer 7,4% e o do governo, 2,8%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registrará na avaliação da entidade elevação de 21,2%. Para 2011, a Fiesp calcula um crescimento de 4,7% do PIB, de 4,3% da indústria e de 3,8% da indústria da transformação.

Ainda de acordo com a Fiesp, as exportações devem somar US$ 189,5 bilhões neste ano. As importações devem totalizar US$ 177,6 bilhões e o saldo da balança comercial deverá ficar positivo em US$ 11,9 bilhões. Por essas projeção, as exportações devem ter alta de 23,9%, as importações crescerão 39,2% e o saldo da balança comercial registrará queda de 53%. Segundo a Fiesp, a indústria paulista deverá crescer 13,5% e o emprego na indústria do Estado apresentará alta de 5,6%. A produção física da indústria, calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deverá aumentar 15% e o emprego industrial, também calculado pelo IBGE, deve crescer 5,7%.

Massa salarial ampliada disponível do brasileiro cresce

Categoria: Consumo, Trabalho

Fabio Graner
Fernando Nakagawa

O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton Araújo, apresentou um novo conceito para verificação de poder de compra da sociedade, a chamada massa ampliada disponível. Esse conceito é calculado com a exclusão dos impostos e contribuições previdenciárias dos salários, em um conceito semelhante ao do provento líquido de impostos e previdências. Segundo o BC, entre 2005 e 2009, a massa salarial ampliada disponível cresceu 6%, em um ritmo superior ao total dos rendimentos do trabalho, que avançaram 5,4%. Em 2010 até março, o novo conceito sobre a massa cresceu 5,9% e os rendimentos do trabalho avançaram 4,4%.

Hamilton explicou que essa diferença a favor da massa disponível é resultado das desonerações tributárias adotadas no período. Além disso, há influência do aumento real dos volumes pagos das aposentadorias e nos valores transferidos nos programas sociais.

Ele disse há pouco que os últimos dados do IBGE sobe investimento foram “bastante elevados”, mas que o País precisa de um ritmo maior de investimentos para que a economia cresça de forma mais rápida. “Para que o Brasil possa crescer mais aceleradamente, temos que ter uma taxa de investimento mais elevada”, afirmou Hamilton.

No primeiro trimestre de 2010, a Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 26% na comparação com igual período de 2009. Hamilton comemorou o número, mas com a ressalva de que o País convive há muitos anos com taxas inferiores.

Bovespa fecha em baixa de 1,68% São Paulo

Categoria: Empresas, Indicadores, Investimentos

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o pregão de hoje em baixa de 1,68%, para os 60.935 pontos. Com 40,817 bilhões de títulos em circulação, o mercado anotou um volume financeiro de R$ 6,394 bilhões, em 463.201 operações. Dos 65 títulos agrupados no Ibovespa, a companhia Brasil Foods liderou as perdas com uma queda de 6,25% em seus papéis ordinários.

Já as ações ordinárias da Companhia Paranaense de Energia (Copel) tiveram a maior alta do índice, de 1,67%. A Vivo reagiu de forma desigual ao veto do governo luso à compra pela Telefónica de 30% das ações da Portugal Telecom na companhia brasileira. Suas ações preferenciais caíram 1,9%, e as ordinárias subiram 7,1%. No mercado cambial, o dólar comercial fechou em baixa de 0,38%, cotado a R$ 1,802 para compra e R$ 1,804 para venda.