‘Vai faltar dinheiro para tudo’, diz especialista
- 5 de outubro de 2010 |
- 14h34 |
- Tweet este Post
Categoria: Bancos, Casa própria, Crédito
“Vai faltar dinheiro.” É com essa frase taxativa que o presidente do Instituto para o Desenvolvimento da Cultura do Crédito (IDCC), Fernando Blanco, refere-se às perspectivas para o mercado de crédito imobiliário brasileiro nos próximos anos.
“O Brasil precisa investir no pré-sal, na infraestrutura, precisa fazer Copa do Mundo e Olimpíada. Onde vamos encontrar recurso para tudo isso?”, indaga o especialista, que durante anos trabalhou em comitês de crédito de grandes bancos.
A preocupação de Blanco é compartilhada por outros profissionais da área financeira. A diferença é que ele tem como foco as limitações macro, enquanto outros chamam a atenção para questões específicas do segmento imobiliário.
Só duas fontes
No Brasil, há basicamente duas fontes para os empréstimos do setor: os depósitos da caderneta de poupança e os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Mantido o atual ritmo de expansão dos negócios, estima-se que ambas as fontes vão secar, no máximo, até 2012. A partir daí, o mercado terá de desenvolver alternativas para manter o ritmo de crescimento.
O presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Luiz França, estima que o problema vai aparecer entre 2012 e 2013. Por isso, afirma, a entidade e os bancos estão empenhados na busca de uma solução. Uma delas é a securitização, que permitiria o ‘empacotamento’ dos financiamentos e sua venda a investidores. Outra são os chamados “covered bonds”, um tipo de papel financeiro que, segundo ele, permitiria um “casamento” melhor dos prazos da operação.
Hoje, a caderneta de poupança é uma aplicação de curto prazo que banca transações de longo prazo (empréstimos imobiliários), o que aumenta o risco para os bancos. Segundo França, o governo tem se mostrado sensível às demandas do setor de crédito imobiliário. (Leandro Modé)
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
Abecip, alternativas, aplicação, área financeira, Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, atenção, Bancos, Brasil, brasileiro, caderneta de poupança, casamento, comitês de crédito, compartilhada, Copa do Mundo, covered bonds, Crédito, crédito imobiliário, curto prazo, demandas, depósitos, diferença, dinheiro, empacotamento, empréstimos, especialista, faltar, Fernando Blanco, FGTS, financiamentos, fontes, frase, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, grandes bancos, IDCC, infraestrutura, Instituto para o Desenvolvimento da Cultura do Crédito, investidores, investir, limitações, longo prazom, Luiz França, mercado de crédito, Olimpíada, papel financeiro, perspectivas, prazos, pré-sal, preocupação, problema, profissionais, questões, recurso, recursos, risco, ritmo de crescimento, ritmo de expansão, secar, securitização, segmento imobiliário, sensível, setor de crédito imobiliário, solução, taxativa, transações, venda
- : Juro ao consumidor cai para o menor nível desde dezembro de 2010 http://t.co/aoSsEwEA 4 hrs ago
- : Um terço da renda de 14 milhões de ... http://t.co/26wdOXdD 1 day ago
- : Carro em leilão sai por menos que uma bic... http://t.co/k0VymdTM 1 day ago
- : Presidente da Apple abre mã... http://t.co/PASSnD2p #seubolso #apple 1 day ago
- : Aviso prévio maior vale só para empregado http://t.co/mLHJprHX #seubolso #avisoprévio 1 day ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS
Deixe um comentário: