Limite de dÃvida de microempreendedor sobe para R$ 40 mil
- 31 de outubro de 2012 |
- 6h16 |
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Categoria: Agenda, Análise, Crédito, Empreendedorismo
Eduardo Cucolo e Ricardo Leopoldo
O chefe do Departamento de Normas do Sistema Financeiro do Banco Central, Sérgio Odilon dos Anjos, anunciou mudanças nas regras do direcionamento de 2% do depósito à vista para microcrédito. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou o limite de endividamento para microempreendedores beneficiados por essas operações de R$ 20 mil para R$ 40 mil. As operações continuam com juros limitados a 4% ao mês.
Além disso, operações com mais de 60 dias de atraso deixam de contar para o direcionamento. Hoje, o prazo é de 360 dias, sendo que, nos atrasos entre um e dois anos, é considerado 50% do valor da operação. O BC também facilitou a transferência de funding dos bancos para as instituições de microcrédito.
A resolução do CMN permite que o repasse de recursos para cooperativas, sociedades de crédito ao microempreendedor e empresas de pequeno porte possa ser feito diretamente por meio da concessão de uma operação de crédito de instituições bancárias.
A resolução define o conceito de microcrédito e estabelece o limite de R$ 67.750,00 para essas operações. Odilon afirmou que atualmente não há uma regra que permita identificar o total dessas operações, pois os dados mostram apenas o microcrédito que conta para o direcionamento, que têm taxas de juros controladas e limite de empréstimos mais baixo. A norma foi aprovada na semana passada, mas divulgada apenas hoje pelo BC.
Pela resolução do CMN, passam a ser classificadas como microcrédito operações com empreendedor urbano ou rural, pessoa fÃsica ou jurÃdica, com qualquer fonte de recursos. Também devem ser realizadas com metodologia especÃfica e equipe especializada para acompanhar a operação no local onde a atividade econômica do tomador do empréstimo é realizada.
Valor das operações
Odilon afirmou que a resolução do CMN vai permitir saber qual o valor dessas operações no Brasil. “É uma norma para efeito de classificação, porque hoje no Brasil não se sabe quanto existe de microcrédito”, afirmou Odilon. “Essa situação de transparência é importante para nós. O foco é saber onde o crédito está sendo dado por essa metodologia e qual o efeito disso.”
Segundo Odilon, a norma define os critérios para que os bancos classifiquem essas operações. “Esperamos que isso vá tocar os bancos, que vão poder mostrar o que eles estão fazendo”, afirmou. Para o BC, essa modalidade é uma oportunidade de negócios para as instituições financeiras. “O microcrédito tem como caracterÃsticas retorno rápido e baixa inadimplência. Queremos que os bancos vejam que essa é uma oportunidade”, disse, ao destacar que a divulgação da estatÃstica pode ser boa para a imagem das instituições. Odilon participa hoje do IV Fórum Sobre Inclusão Financeira do BC.
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Moda, uma oportunidade para empreender
- 30 de outubro de 2012 |
- 21h38 |
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Categoria: Empreendedorismo
A definição de moda como identidade cultural, artÃstica e comportamental de um paÃs é ampla. No Brasil, ainda mais. Pelo tamanho e importância, o setor é uma potente locomotiva da economia nacional que estima faturar algo em torno de R$ 135,7 bilhões em 2012. São aproximadamente 30 mil empresas formais, boa parte delas de pequeno porte, apenas na cadeia têxtil e de confecção.
Apesar dos números, o mercado da moda no Brasil encara um desafio proporcional ao seu tamanho. Por meio do amadurecimento da gestão, tenta aparar arestas que ficaram abertas por falta de investimentos em inovação e em uma cultura voltada para atender o mercado externo.
A busca por avanços de toda a cadeia produtiva do setor de moda beneficia diretamente as pequenas empresas. Se estiverem estruturadas para atender uma demanda maior, há oportunidades na indústria têxtil, com o desenvolvimento de tecidos mais sofisticados e modernos; na confecção para grandes players do varejo, que podem internacionalizar suas marcas, e até no fornecimento de artesanato para compor coleções de grandes grifes.
Pensando nisso, a meta estipulada pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) é promover o quanto antes uma integração maior da cadeia produtiva e, dessa maneira, competir de igual para igual com o mercado estrangeiro, principalmente o asiático.
“Os impactos de eventos econômicos de escala mundial afetam o setor, que precisa entender as novas demandas e exigências de mercado como oportunidades a serem exploradas, principalmente no design de moda praia, fitness e lingerieâ€, analisa Rafael Cerrone Netto, diretor-executivo da ABIT.
Além da integração proposta pela indústria, há mais ações para beneficiar os empreendedores. “Estamos fazendo uma parceria com o Sebrae, dentro da São Paulo Fashion Week (SPFW), com uma incubadora. A ideia é disseminar conhecimentos de gestão e tentar mostrar aos jovens estilistas e empresários da cadeia o quanto um não funciona sem o outroâ€, explica Graça Cabral, do Grupo Luminosidade, responsável pela organização da semana de moda.
Ronaldo Fraga, dono da marca que leva o seu nome, endossa essas previsões. “O setor não se fortalece tropeçando. A moda não tem caracterÃsticas únicas. Não é só glamour e também não pode ser vista só como negócio. O desafio é trabalhar usando nossos recursos, no nosso contexto, mas com um olhar global, pensando que no Japão, França, Inglaterra e em tantos outros paÃses há marcas fazendo isso e aumentando a concorrência.â€
Em Belo Horizonte, onde fica a loja e a fábrica para a produção das coleções, Ronaldo busca alternativas para unir inspiração e administração. “Não é difÃcil provocar o desejo no consumidor, difÃcil é transportar material do Pará para compor a coleção que você está fazendo. A logÃstica e os custos do Brasil não ajudamâ€, afirma. O estilista, assim, menciona um exemplo prático sobre como pequenos empresários do setor acabam prejudicados. “Brinco que nós temos fartura da falta. Falta tudo!â€
Embora existam dificuldades, Fraga está otimista. “O Brasil é capaz de chegar a produção em série. Nós temos a mola da criatividade, que dará esse impulso.â€
Alguns aspectos, como inovação e sustentabilidade, são essenciais para a moda brasileira voltar a seduzir o mundo. E foi justamente com o foco ajustado para essas exigências mundiais atuais que nasceu, ainda em 1988, O Casulo Feliz. A empresa investiu na produção manual de seda a partir da reciclagem de casulos descartados pela indústria. Uma inovação e tanto!
Além disso, o negócio instalou-se em uma região carente da cidade de Maringá, no Paraná. Lá, foi possÃvel inserir a comunidade pobre e desempregada no mercado de trabalho. “O consumidor de hoje questiona o impacto ambiental e social da roupa que ele usa e não se atentar para isso é ignorar o mercadoâ€, afirma GlicÃnia Setenareski, responsável pelo design da marca.
Mas em quase 25 anos de atuação, O Casulo Feliz esbarrou em dificuldades. Começou como pequena empresa, cresceu, mas sofreu os impactos das crises econômicas dos últimos anos. Por isso, o negócio precisou adotar nova estratégia: apostou na diversificação das linhas de produtos e criou padrão para exportar.
Está dando certo. Hoje, o material produzido virou linha de decoração e já esteve presente em coleções de renomados estilistas como Alexandre Herchcovitch e a inglesa Viviane Westwood. “Nossa seda tem tanta qualidade quanto a fabricada na Ãsia, mas é um processo recente dar uma identidade nacional para elaâ€, conclui GlicÃnia.
Andar fora da curva na qual boa parte do mercado está também é importante no comércio, e um bom exemplo é a grife masculina Reserva. A criação da marca foi motivada por um detalhe, conta Rony Meisler, um dos sócios. “Na academia que eu frequentava via as pessoas sempre com bermudas iguais e da mesma marca. Foi quando percebi que ou elas eram malucas ou não havia peças diferentes.â€
Sem experiência no segmento, Rony e os amigos investiram em um conceito descontraÃdo, com ambientação jovem para as roupas. Atualmente, a marca já conta com 24 lojas próprias. “Roupa para mim não é arte e sim um produto. A arte eu vejo na comunicação que ela trazâ€, afirma Rony.
Google lança tablet de dez polegadas
- 30 de outubro de 2012 |
- 6h05 |
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Categoria: Agenda, Análise, Empresas, Tecnologia
AFP / NOVA YORK
O gigante da internet Google anunciou ontem o lançamento de um novo tablet maior do que o comercializado até agora e o inÃcio da operação de um serviço de música online na Europa em sua loja Google Play. O anúncio foi feito por meio de comunicado publicado no blog oficial da empresa.
Embora previsse inicialmente um grande evento de apresentação em Nova York, este teve de ser cancelado em razão da chegada do furacão Sandy, que fez as autoridades colocarem a cidade em estado de emergência.
A tela do novo tablet, que se chamará Nexus 10, medirá 10,1 polegadas (25,7 centÃmetros). O produto será, segundo o Google, “o tablet com melhor resolução do planetaâ€. O modelo atual do Google, lançado há alguns meses, o Nexus 7, tem uma tela de 7 polegadas (18 centÃmetros).
O novo modelo do Google estará disponÃvel no varejo a partir de 13 de novembro em oito paÃses: Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Japão e Austrália. O preço inicial será de US$ 399 nos Estados Unidos, isto é, US$ 100 a menos do que o iPad do mesmo tamanho.
O Nexus 10 apresenta-se como uma firme aposta do Google no mercado de tablets de maior porte, no qual a Apple foi pioneira. O comunicado veio apenas uma semana depois de a concorrente apresentar sua versão de tablet menor, o iPad Mini, que será vendido a US$ 329.
Música
Além disso, os usuários da França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha poderão comprar música online da loja da empresa, o Google Play, também a partir do dia 13 do próximo mês. E o serviço estará disponÃvel nos Estados Unidos pouco depois, afirmou o Google.
A companhia anunciou que a loja trará uma função que vai permitir aos clientes que sua coleção de música online seja automaticamente compartilhada na nuvem.
“Escanearemos a coleção de músicas e qualquer canção que coincidir com o catálogo do Google Play será automaticamente acrescentada à biblioteca online, sem que você tenha de fazer seu upload, o que lhe poupará tempoâ€, disse o Google.
Segundo o anúncio da companhia, tanto o armazenamento quanto a reprodução e a sincronização com dispositivos de música serão gratuitos. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK
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Novo programa para reabilitar trabalhadores
- 29 de outubro de 2012 |
- 8h54 |
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Categoria: Trabalho
O governo Dilma Rousseff quer acabar com o costume brasileiro de trabalhadores ficarem “encostados†pelo INSS, aposentados por invalidez ou recebendo durante meses o auxÃlio-doença. Em continuidade ao ritmo frenético dos pacotes e medidas de estÃmulo à economia deste ano, o governo vai lançar, em janeiro de 2013, o Programa Nacional de Reabilitação Profissional com a meta de triplicar o número de trabalhadores reabilitados por ano.
A ação envolve cinco ministérios e também tem como objetivo reduzir os gastos com as aposentadorias e pensões por invalidez e com auxÃlio-doença. O gasto anual com esse tipo de benefÃcio é da ordem de R$ 60 bilhões por ano. Ao mesmo tempo, o governo espera engrossar o mercado de trabalho formal.
Ao todo, o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) reabilita cerca de 22 mil trabalhadores anualmente, ao custo de R$ 15 milhões. O volume é considerado muito baixo. O governo estima em 600 mil pessoas o contingente que poderia ser imediatamente integrado ao mercado de trabalho com a reforma do modelo de reabilitação profissional.
Nos contatos preliminares com empresários e representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os técnicos da equipe de Dilma descobriram que o programa será importante para as companhias, porque muitas precisam se adequar nas exigências de contratar uma parcela de trabalhadores com deficiências fÃsicas.
Uma lei de 1991 determina à s empresas cotas de pessoas com deficiência. O número varia de 2%, quando há de 100 a 200 empregados, e vai até 5% para as companhias que empregam mais de 1.001 pessoas. Para ajudar nesse objetivo, o governo vai criar um cadastro nacional de reabilitados, com informações acessÃveis à s empresas sobre todos os trabalhadores atendidos.
“Precisamos ter essa força de trabalho reabilitada, para estimular a economia e reduzir os gastos com esse enorme déficit de inválidosâ€, diz o secretário de PolÃticas Previdenciárias do Ministério da Previdência Social, Leonardo Rolim. O equivalente a 18% de todos os brasileiros que se aposentam anualmente o fazem por invalidez, e Rolim avalia que metade desse contingente pode voltar ao trabalho caso a reabilitação profissional seja mais eficaz.
De saÃda do cargo, que passará a Lindolfo Sales em novembro, o presidente do INSS, Mauro Hauschild, sugere a criação de um fundo para fortalecer os gastos adicionais. E defende uma transformação na cultura brasileira, que vê como natural ficar “encostado†pelo instituto.
“Precisamos mudar uma cultura, de que o acidente termina a vida profissional da pessoa. A reabilitação vai começar a ser feita por um agente do INSS já no hospital, para que o indivÃduo já tenha certo seu retorno. O INSS vai acompanhar o tratamento médico, pagar pelas órteses (como palmilhas e joelheiras), próteses e cursos de qualificação profissional, e depois auxiliar na reintegração dessa pessoaâ€, disse Hauschild, lembrando que há integração de vários ministérios.
Na formulação do novo programa trabalham técnicos dos ministérios da Previdência Social, Saúde, Planejamento, Educação e Trabalho. Adicionalmente, o INSS – o braço principal da reabilitação profissional no PaÃs – firmou um convênio com o Instituto DGUV, da Alemanha, para aprimorar o trabalho dos médicos da instituição. Atualmente, os técnicos envolvidos fecham os detalhes para apresentar o plano aos ministros até 10 de janeiro.
Cartão: juro quase 5 vezes mais alto entre bancos
- 28 de outubro de 2012 |
- 22h01 |
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JOSÉ GABRIEL NAVARRO
Antes de adquirir um cartão de crédito, é melhor pesquisar os juros praticados no mercado: uma operadora pode cobrar taxa até cinco vezes maior do que outra. Os porcentuais variam de 2,88% a 14,9%, conforme o levantamento feito pelo JT na semana passada. O primeiro Ãndice, mais baixo, foi apresentado pelo Banco do Brasil (BB). O maior, pelo Bradesco.
Mas as médias podem variar bastante dentro de uma mesma instituição financeira, a depender da avaliação que a empresa fizer do cliente. No HSBC, a taxa para o Clássico Open Card começa em 2,92% e pode quintuplicar, alcançando os 14,69%. No Itaú, os juros podem subir 2,5 vezes, indo de 3,85% a 9,9%. No Bradesco, que apresentou a taxa mais alta, os juros podem cair pela metade, para 6,9%.
“Existem dois fatores que explicam essas diferenças tão grandesâ€, diz o professor da escola de economia da Fundação Getulio Vargas em São Paulo (FGV-SP) Samy Dana. “O primeiro é a falta de concorrência desse setor no Brasil. A competitividade em outros paÃses é mais acirrada e evita preços exorbitantes. Nos Estados Unidos, por exemplo, os bancos têm lideranças regionais, não nacionais, o que dificulta abusos.â€
“O segundo fatorâ€, continua o especialista, “é a falta de informação financeira entre os clientes, o que cria uma atitude bastante oportunista por parte dos bancos. O que vende crédito por um juro mais baixo também tem lucro. Muitas vezes, as pessoas nem sabem quanto pagam de taxas, o que possibilita essa anomaliaâ€.
Comparando condições
Diante de variações tão grandes, a solução mais imediata e eficaz para o consumidor é pôr lado a lado os juros oferecidos para eleger um banco. “É possÃvel adquirir um cartão de bancos menores, ou mesmo regionais, sem problema ou risco grandeâ€, sugere Dana.
Já o professor de economia da Fundação Escola de Comércio Ãlvares Penteado (Fecap) Eric Brasil acredita que é mais fácil encontrar juros baixos nas maiores instituições financeiras. “Acho difÃcil que seja vantajoso sair dos grandes bancos. Eles próprios, inclusive, têm variedade de taxas. Se você encontrar um banco médio com uma taxa que compense pode ser um bom negócio, mas penso que os maiores bancos têm mais cacife para manter juros menores de forma permanente.
Eric Brasil, no entanto, reforça a importância de pesquisar condições antes assinar o contrato. “Se um banco cobra juros de 15%, é porque ele sabe que há consumidores que aceitam. Mesmo depois que a pessoa já tiver um cartão, deve de novo verificar os juros no mercado. O ideal é fazer essa checagem a cada seis meses ou uma vez por ano, e conhecer não só juros, mas tarifas de manutenção, de anuidade, entre outras.â€
A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços informou em nota enviada ao JT que “não exerce controle sobre a polÃtica de concessão de crédito das empresas associadas. As taxas de juros dos cartões são definidas a partir de critérios especÃficos da estratégia de gestão comercial de cada emissor, seguindo a livre concorrênciaâ€. ::

