Capela de São Miguel faz 390 anos
- 17 de julho de 2012 |
- 23h03 |
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Categoria: Geral
EDISON VEIGA
Igreja mais antiga de São Paulo, a Capela de São Miguel Arcanjo, em São Miguel Paulista, na zona leste, completa hoje 390 anos. E tem muito para comemorar: depois das obras iniciadas em 2006, a construção de 1622 foi totalmente restaurada, ganhou museu e ainda viu a redescoberta de dois murais que estavam escondidos atrás de altares havia pelo menos 250 anos.
Para entender sua história, é preciso voltar aos primeiros anos da cidade. Em 1560, índios guaianás se desentenderam com os colonos da então Vila de São Paulo de Piratininga. Comandados por Piquerobi, irmão do conhecido cacique Tibiriçá – aliado dos padres jesuítas –, eles caminharam 20 km ao leste e criaram uma nova aldeia, batizada de Ururaí.
Receosa de perder esses índios, a Companhia de Jesus delegou ao padre José de Anchieta a missão de reencontrá-los. Um percurso difícil à época, parte por terra, parte pelo Tietê. Quando chegou ao local, o religioso renomeou o povoado como São Miguel de Ururaí. Ali ergueu uma pequena capela, de bambu e sapé. Nascia o bairro de São Miguel Paulista.
A rudimentar construção religiosa deu lugar, décadas mais tarde, a uma nova igrejinha de taipa de pilão. É esta, de 1622, que vence o tempo e resiste até hoje – tombada por Iphan, Condephaat e Conpresp, respectivamente os órgãos federal, estadual e municipal de proteção ao patrimônio.
A histórica capela passou por um longo processo de restauração, dividido em duas etapas. Na primeira fase, que durou de 2006 a 2009, a meta foi recuperar o edifício estruturalmente. “Havia problemas elétricos, hidráulicos e de infiltração de água”, lembra o gestor do local, Alexandre Galvão. Foram investidos R$ 3 milhões, bancados pela iniciativa privada.
Paralelamente a esse trabalho, uma equipe de arqueólogos e historiadores se debruçou sobre fatos, documentos e registros para que, pela primeira vez, a história da capela fosse recuperada de forma oficial. “No Vaticano, descobrimos cartas de Anchieta a outros jesuítas que nos ajudaram a entender como o povoado nasceu e como a primeira igrejinha foi feita”, conta Galvão.
A carta mais antiga encontrada foi escrita em 12 de outubro de 1561. Todo esse material levou os administradores do templo a vislumbrar a instalação de um museu. Nascia então a segunda fase do projeto, orçada em R$ 2,8 milhões e iniciada em 2009. “Passamos a recuperar as imagens esculturais”, diz Galvão.
“Quando restaurávamos os altares, descobrimos pinturas murais que estavam ocultas e ao mesmo tempo protegidas”, diz o restaurador Julio Moraes. Essas pinturas estão sendo cuidadosamente restauradas. “O trabalho deve ser concluído em novembro”, estima Moraes. Acredita-se que tenham sido pintados no século 17. E estavam cobertos pelos altares desde cerca de 1760.
Quem quiser conferi-las, porém, precisa se apressar. Concluído o processo de restauro, elas deverão ser novamente “escondidas” pelos altares, por determinação dos órgãos de proteção do patrimônio. Mas haverá reprodução fotográfica delas no museu.
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390 anos, antiga, capela de são miguel arcanjo, igreja, murais, restauração, São Miguel Paulista
Bandidos explodem dois caixas eletrônicos
- 22 de julho de 2011 |
- 8h50 |
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Categoria: Polícia
Eram 3h30 quando um caixa eletrônico da rede Banco 24 Horas, instalado dentro de uma farmácia na Avenida Moacir Dantas Itapicuru, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital, foi danificado pelos bandidos. Não se sabe ainda se algum valor foi levado da máquina, cujo dispositivo de segurança danificou parte das notas manchando-as com tinta.
Na explosão, o caixa pegou fogo, obrigando o deslocamento de uma viatura dos bombeiros. Não houve testemunhas e o estabelecimento, segundo a polícia, estava fechado e teve a porta arrombada pelos criminosos. O caso será registrado no 22º Distrito Policial, de São Miguel Paulista.
Praticamente no mesmo horário, outra quadrilha entrou numa agência do Bradesco, na altura do nº 787 da Avenida Pietro Petri, no bairro Terra Preta, em Mairiporã, na Grande São Paulo. Apenas parte da dinamite instalada no caixa explodiu. Como não conseguiram ter acesso ao cofre da máquina, os bandidos fugiram sem levar nada. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da PM, foi acionado para recolher o material explosivo não acionado. Após uma análise, que será feita na base do grupo especializado, um relatório será enviado para a Polícia Civil.
Casos
De janeiro até julho, já são 88 casos de ataques a caixas eletrônicos ocorridos, no período noturno, na região metropolitana de São Paulo e apurados pela reportagem do jt.com.br. Foram 45 casos na Capital e 43 nas cidades da Grande São Paulo. Em 62 dos 88 casos, os criminosos estavam munidos de explosivos segundo a polícia.
(Ricardo Valota)
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22º Distrito Policial, caixa eletrônico estourado, Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), Mairiporã, notas manchadas com tinta rosa, São Miguel Paulista
Mulher é mantida refém por 1 mês no porão
- 12 de julho de 2011 |
- 12h35 |
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Categoria: Geral, Justiça, Polícia
Raptada pelo ex-marido e mantida refém por cerca de 30 dias no porão da residência do acusado, Sirlene Machado dos Santos, de 48 anos, foi libertada, por volta das 20h30 de segunda-feira, 11, por policiais militares da 2ª Companhia do 29º Batalhão, na região de São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo.
O pedreiro Laércio Leonardo dos Santos, de 51 anos, quando foi preso em flagrante, estava ao lado da mãe e de duas
irmãs, com as quais morava, numa das casas da Rua Segundo Murari, o imóvel. As mulheres, segundo a polícia, sabiam do que ocorria, mas, com medo de apanharem de Laércio, não tiveram coragem de denunciá-lo.
Após receberem uma ligação via 190, não se sabe se de uma das mulheres, na noite de segunda-feira, os policiais
dirigiram-se até a casa e, recebidos pela mãe do acusado, foram informados que ninguém havia entrado em contato com a PM.
”Como verificamos que seria uma pessoa idônea, fomos embora, mas, 15 minutos depois, recebemos nova chamada de uma pessoa dizendo que realmente havia uma mulher em cárcere privado naquela casa onde batemos e que um tal de Laércio era o que mantinha a vítima trancada”, afirmou o sargento PM Leonel Sanchez.
Ao retornarem para o mesmo imóvel, já em duas viaturas, os policiais conseguiram convencer o pedreiro a ir até o
portão. Uma das equipes então entrou na residência e localizou a vítima. “Ela estava em um cubículo mal cheiroso,
úmido. Ficou durante 30 dias vivendo apenas de água e Miojo. Por várias vezes foi forçada a manter relação sexual com o acusado”, relatou o sargento.
Apesar de não serem ameaçadas com nenhum tipo de arma, a mãe e as duas irmãs não tiveram coragem de ir até a
delegacia e prestar queixa contra o pedreiro, que foi autuado em flagrante no 63º Distrito Policial, da Vila
Jacuí, por cárcere privado e estupro. Debilitada, Sirlene foi encaminhada ao Hospital Tide Setubal, liberada para ir até a delegacia; e, de lá, transferida para o Hospital Pérola Byington.
(Ricardo Valota e Carolina Spillari)
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Dois detidos com 30 kg de cocaína na zona leste
- 30 de junho de 2011 |
- 19h59 |
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Categoria: Polícia
Dois rapazes foram detidos por tráfico de entorpecentes na zona leste por volta das 18h50 desta quinta-feira, 30. Eles estavam dentro de um carro na Rua Margarida Daboval, em São Miguel Paulista, quando os policiais pediram para que eles parassem. A ordem não foi obedecida, mas eles não conseguiram fugir.
Os policiais realizaram a abordagem e no veículo encontraram 30 quilos de cocaína. Os dois suspeitos foram encaminhados do 50º DP, onde a ocorrência foi registrada.
Marcela Gonsalves
Polícia encontra 67 pássaros silvestres
- 28 de março de 2011 |
- 8h40 |
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A Polícia Militar apreendeu 67 pássaros silvestres no domingo, 27, em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo. O homem que transportava os animais foi detido.
A equipe policial fazia patrulhamento quando suspeitou de um motoboy, de 28 anos, que carregava uma sacola. Com ele, os PMs encontraram pequenas gaiolas e caixas de papelão, onde estavam os pássaros. O motoboy disse que venderia as aves em uma feira da região.
O homem e os pássaros foram levados ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), onde foi elaborado um termo circunstanciado. Depois, o motoboy foi liberado. Os pássaros foram levados para a Fundação Parque Zoológico de São Paulo.
(Priscila Trindade)
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