Aluno falou sobre morte do irmão
- 28 de setembro de 2011 |
- 23h23 |
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Categoria: Polícia
Por William Cardoso
Em uma conversa com o irmão mais velho, umas duas semanas antes de se matar com a arma do pai, na escola onde estudava, em São Caetano do Sul, o estudante David Mota Nogueira, de 10 anos, perguntou: “Se eu morrer, você vai ficar triste?”. O diálogo foi contado por G., de 16 anos, em depoimento à delegada Lucy Mastellini Fernandes, ontem.
Sem entrar em detalhes, G. afirmou que respondeu “claro que sim” ao caçula e que não era para o irmão pensar mais nisso. Depois, desconversou. Na manhã dessa conversa, David disse também ao irmão mais velho que não tinha problema com nenhuma professora.
A delegada não descarta a possibilidade de David ter atirado por influência de algum colega. “Às vezes, não teve problema com professor, mas pode ser que algum amigo tenha tido. Se ele fez propositadamente e não tinha motivo, pode ser que tenha tomado as dores de alguém”, afirmou.
Agora, a polícia deverá interrogar a professora baleada. A conversa ocorrerá hoje no Hospital das Clínicas, na zona oeste da capital, onde Rosileide Queirós Oliveira, de 38 anos, está internada. Na segunda-feira, será a vez de quatro colegas de classe de David.
O pai de David Mota Nogueira, o guarda-civil Milton Evangelista Nogueira, também prestou depoimento ontem e, segundo a delegada, ele não deverá ser indiciado por negligência. O menino usou o revólver calibre 38 do pai para ferir a professora e depois se matar com um tiro na cabeça, há uma semana, na Escola Alcina Dantas Feijão. A mãe também foi ouvida.
Nogueira por diversas vezes reafirmou que guardava a arma no alto de um armário de 1,90 metro. No dia da tragédia, havia esquecido de tirar a munição. Disse também que procurou os filhos na escola para questioná-los sobre o paradeiro do revólver, assim que deu falta dele. “Não acho que ele foi negligente, não. Até porque sempre orientou os filhos de que tinha arma em casa e de que era o instrumento de trabalho dele, que não deveriam mexer nela”, afirmou Lucy.
A delegada ressaltou que a maioria dos policiais guarda a arma com munição, justamente porque podem utilizá-la a qualquer momento. “Com o que ouvi hoje (ontem), eu me inclino a não fazer o indiciamento.” Nogueira corria o risco de responder por omissão de cautela, crime previsto quando o dono de uma arma não toma as medidas necessárias para impedir que menores de 18 anos possam manuseá-la.
Sobre o momento em que o pai foi à escola em busca da arma, o irmão mais velho pediu que David olhasse a sua mochila para confirmar que o revólver não estava ali. O caçula respondeu que não tinha tempo para ver o material de G.. “O mais velho não percebeu ali nenhuma dissimulação.”
Conforme haviam combinado por meio de redes sociais, alunos chegaram à escola ontem com flores brancas. Em frente à unidade, foram fixados dois cartazes. Um dizia “David, saudades” e outro “Que Deus acolha a alma de David”. A escola não organizou homenagens ao menino, mas permitiu aos alunos que soltassem balões, de manhã e à tarde, nos intervalos de aula.
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São Caetano: diretora de escola depõe
- 26 de setembro de 2011 |
- 19h29 |
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Categoria: Polícia
A polícia ouviu na tarde desta segunda-feira, 26, a diretora e a orientadora educacional da Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, no Grande ABC paulista. Elas estiveram na 3.º DP de São Caetano, por volta das 14 horas.
Agora, a delegada Lucy Mastellini Fernandes vai montar o cronograma para colher os depoimentos dos alunos sobre a tragédia que aconteceu na semana passada. Na tarde da última quinta-feira, 22, um aluno de 10 anos a atirar contra uma professora e se suicidar em seguida.
Ainda nesta semana, a polícia pretende colher os depoimentos de alguns alunos. O objetivo é de esclarecer o qual o motivo do crime. A professora Rosileide Queirós de Oliveira, que continua internada no Hospital das Clínicas, na zona oeste de São Paulo, também será ouvida.
O aluno do 4º ano C foi socorrido pelos bombeiros e encaminhado ao Hospital de Emergência Albert Sabin, na Avenida Keneddy, em São Caetano, onde ele sofreu duas paradas cardíacas e morreu. A professora foi resgatada pelo helicóptero Águia da Polícia Militar e levada para o HC.
Ela foi atingida na região posterior do lado esquerdo na altura do quadril e sofreu uma fratura na patela direita. Ela não corre risco de morte. A arma usada no crime pertence ao pai da criança, um guarda civil municipal.
Priscila Trindade
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Menino de 10 anos atira em professora e se mata
- 22 de setembro de 2011 |
- 23h29 |
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Categoria: Sem categoria
Por Gio Mendes, William Cardoso, Marici Capitelli, Elvis Pereira, Adriana Ferraz e Flávia Travares
Um menino de 10 anos, descrito como estudioso, calmo, sem nenhum registro de violência ou bullying, aluno de uma escola pública modelo do ABC, levou ontem a arma do pai – um GCM com 14 anos de corporação – para a escola e, no meio da tarde, levantou da carteira e atirou na professora pelas costas. Depois, saiu da sala e se suicidou com um tiro na cabeça. Os motivos que levaram ao crime ainda são investigados.
Os tiros foram ouvidos na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, logo após um dos intervalos do turno da tarde, às 15h50. Os estudantes de algumas turmas ainda se dirigiam para as salas quando David Mota Nogueira, de 10 anos, aluno do 4.º ano C, se levantou, sem nenhum aviso, e apontou a arma para a professora de português Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, que estava escrevendo na lousa. Em seguida, atirou. Saiu na sequência e disparou na própria cabeça.
A professora levou um tiro na região posterior do lado esquerdo, na altura do quadril, e sofreu uma fratura na patela direita. Levada ao Hospital das Clínicas, na zona oeste da capital, seu estado de saúde era moderado e ela passaria ontem por uma tomografia para verificar se havia necessidade de retirar a bala. O menino foi levado ao Hospital Albert Sabin, onde morreu após sofrer duas paradas cardiorrespiratórias às 16h50.
O pai de David, o GCM Milton Evangelista Nogueira, de 42 anos, chegou a sentir falta de sua arma. O revólver calibre 38, de sua propriedade e não da corporação, costumava ficar guardado sobre o armário, segundo depoimento informal que prestou à delegada titular do 3º DP de São Caetano, Lucy Mastellini Fernandes, na noite de ontem.
Foi Milton quem levou os filhos – além de David tem outro garoto de 14 anos – para a escola. Ao retornar para casa, viu que o revólver não estava no lugar de costume. Como não o encontrou, retornou ao colégio. Segundo contou à delegada, pediu que os dois fossem chamados e na conversa que teve com eles, ambos disseram desconhecer o paradeiro do revólver. Voltou para casa e, pouco depois, o filho mais velho telefonou contando sobre a tragédia.
Na escola, alguns estudantes chegaram a afirmar que Milton procurou a arma somente com o filho mais velho, mas a versão foi contrariada pelo GCM no depoimento à delegada.
De acordo com colegas e funcionários da escola, David era estudioso, inteligente e calmo. Não havia nenhuma queixa contra ele na secretaria. “Só sabemos, por enquanto, que não gostava da professora. Mas isso não é motivo para levar uma arma para escola e atirar em alguém”, afirmou o secretário de Segurança de São Caetano, Moacir Rodrigues.
Rosileide já havia comentado com o seu namorado sobre o garoto. “Ela dizia que o menino fazia brincadeiras violentas com os colegas, respondia de forma malcriada. E falou isso para a direção da escola. Acreditava que não devia estudar ali, mas em uma escola especial”, afirmou o namorado, Luís Hayakawo, de 37 anos.
Preocupado com as constantes reclamações de Rosileide sobre o ambiente na escola, Hayakawo vinha tentando convencê-la a mudar de emprego. “Mas professor só dá aula no amor mesmo e ela ama dar aula.”
O secretário municipal de Segurança, porém, negou que essa desavença existisse. Outros alunos também fizeram relatos diferentes. Da mesma maneira, não havia nenhuma informação de que o menino sofresse bullying ou tivesse feito ameaças à professora, a funcionários ou a colegas.
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Ladrão é baleado em tentativa de assalto no ABC
- 15 de setembro de 2010 |
- 4h55 |
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Categoria: Polícia
SÃO PAULO – Um ladrão foi baleado no peito e outro acabou preso enquanto tentavam assaltar pedestres no bairro Fundação, em São Caetano do Sul, na Grande SP, na noite de terça-feira, 14. Um policial militar à paisana flagrou a ação e tentou prender a dupla, que portava um revólver calibre 38.
Segundo a polícia, os criminosos estavam em uma moto tentando roubar celulares e objetos pessoais de populares na Rua Mariano Pamplona, por volta das 21 horas, quando foram surpreendidos. O homem baleado caiu ao ser atingido e o outro foi perseguido por cerca de cem metros, até a Rua Araraquara, onde acabou preso.
Ao voltar à cena do crime, o policial militar não encontrou o ladrão ferido, resgatado por pessoa não identificada. Ele foi localizado momentos depois no Hospital Albert Sabin e permanecia internado até a madrugada desta quarta-feira, 15.
Três cápsulas deflagradas estavam no local, mas ainda não se sabe se houve troca de tiros, segundo a polícia. O homem detido foi encaminhado à Delegacia Sede de São Caetano do Sul. (Bruno Lupion)
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Três são presos por latrocínio em São Caetano
- 8 de setembro de 2010 |
- 16h35 |
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Categoria: Polícia
Dois homens e um adolescente foram presos acusados de participar de duas tentativas de roubo, seguidos de morte, em agosto deste ano, em São Caetano do Sul, no Grande ABC paulista.
O primeiro caso ocorreu no dia 16 de agosto e vitimou um aposentado, de 80 anos, que chegava em sua casa e foi abordado pelo assaltante que queria seu carro, um Astra. Ele foi socorrido ao pronto-socorro central, onde acabou falecendo. Um homem e um adolescente foram detidos pelo crime.
Um outro homem foi detido acusado de balear e matar um guarda municipal, no dia 29 de agosto. O guarda foi baleado ao tentar impedir o furto de um CD player. Houve luta corporal e o criminoso conseguiu pegar a arma do policial e atirou.
(Solange Spigliatti)
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