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Terça-feira, 21 de Outubro de 2014
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Celular seria lançado em presídio com arco e flecha

Categoria: Polícia, Segurança Pública

ELVIS PEREIRA
Lançar celulares presos a flechas para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde são mantidos os principais líderes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), entre eles Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. Essa era a missão de quatro jovens presos na noite desta quarta-feira (17) pela Polícia Militar na cidade, no oeste paulista.

O plano foi descoberto durante uma abordagem de rotina, por volta das 20h30, quando PMs da Força Tática desconfiaram de dois adolescentes de 16 anos e de uma menina de 13 que conversavam numa esquina da Avenida Jorge Tibiriçá. Eles tentaram despistar os policiais, mas, pressionados, revelaram terem sido contratados por Sheny de Mora Rolin, de 24 anos, para arremessar os aparelhos para dentro do presídio usando uma besta – arma semelhante a uma espingarda, com um arco de flechas acoplado.

Mas, depois de bater o Uno em que viajavam, Rolin os deixou na avenida e saiu para tentar consertar o carro. Ele levou o equipamento. Os policiais localizaram Rolin pouco depois, na mesma avenida. “Ele estava com um mototaxista com destino ao terminal rodoviário e tentaria pegar um ônibus para fugir”, afirmou a tenente Fabiana Batista de Holanda Campos, do 42.º Batalhão da PM do Interior. Detido, ele contou ter escondido o arco e a flecha sob um viaduto, no cruzamento das Rodovias Raposo Tavares e General Euclides Figueiredo. O equipamento estava dentro de uma caixa, embrulhada com papel de presente.

Os aparelhos estavam prontos para o lançamento. “Nas flechas havia componentes de celulares que seriam montados dentro do presídio”, acrescentou a tenente. A arma tinha sido comprada no Paraguai por US$ 350.

Os jovens treinaram durante duas semanas em um sítio para cumprir a operação. A polícia acredita que os lançamentos seriam efetuados da área de mata que cerca a penitenciária.

A garota de 13 anos era a única moradora da região. Tanto Rolin quanto os dois adolescentes desembarcaram recentemente do Rio Grande do Norte. “Vieram para Presidente Prudente trabalhar de ambulantes e acabaram recrutados para esse serviço.”

Segundo o delegado-seccional de Presidente Venceslau, Mauro Shiguetoshi, cada menor receberia R$ 1 mil e Rolin, R$ 3 mil. Eles não disseram quem encomendou os celulares. Rolin foi encaminhado para a cadeia pública da cidade e os menores, liberados.

Suspeitos são presos ao arremessar celulares em presídio

Categoria: Segurança Pública

Um homem e três adolescentes foram detidos na noite desta quarta-feira, 17, em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, suspeitos de tentar arremessar celulares na Penitenciária 2 com um arco e flecha. O objeto foi apreendido.

Os três adolescentes foram abordados quando se aproximaram da penitenciária, por volta das 20h30, por policiais militares da Força Tática. Os suspeitos estavam parados em uma esquina na Avenida Jorge Tibiriçá. Questionado, o trio disse que estava na cidade para tentar arremessar alguns objetos para o interior da penitenciária, localizado na Rodovia Raposo Tavares, km 623, no bairro Horto Florestal.

Eles informaram que um quarto indivíduo estava com os objetos que seriam arremessados no presídio. Em posse das características do quarto suspeito, os policiais fizeram patrulhamento pela área e localizou o homem na garupa de uma motocicleta também na Avenida Jorge Tibiriçá.

O homem, de 24 anos, disse que receberia R$ 3.000,00 e cada adolescente receberia a quantia de R$ 1.000,00 para arremessar os objetos na Penitenciária II. Ele indicou o local onde estava, escondidos o arco e flecha dentro de uma caixa embrulhada com papel de presente. No embrulho havia duas flechas já com os celulares presos com fita adesiva, prontas para o arremesso. O material estava armazenado sob o viaduto do cruzamento da Rodovia Raposo Tavares com a Rodovia Euclides Figueiredo.

Um dos adolescentes afirmou ter comprado o equipamento por aproximadamente US$ 350 no Paraguai. Ele treinou o lançamento dos objetos por cerca de duas semanas em um sítio localizado na região de Presidente Prudente.

O adulto foi preso e autuado pelo artigo 349-A (ingressar, promover, intermediar, auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel, de rádio ou similar, sem autorização legal, em estabelecimento prisional), formação de quadrilha e corrupção de menores. Ele foi levado para a Cadeia Publica de Presidente Venceslau, e depois será transferido para o CDP de Caiuá. Os menores apreendidos serão apresentados ao Ministério Público.

O caso foi registrado no plantão da Delegacia de Polícia da cidade.

Priscila Trindade

Túnel é descoberto prisão no interior

Categoria: Sem categoria

Agentes penitenciários descobriram no último domingo, 23, o início da escavação de um túnel em uma das celas da na penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P-II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.

Segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), a descoberta foi feita durante revista de rotina realizada na unidade.

Foi instaurado um Procedimento Apuratório Disciplinar para apurar os fatos e investigar se houve alguma irregularidade funcional, de acordo com a SAP. Os sentenciados que habitavam a cela foram remanejados para outras celas, até que os reparos sejam concluídos.

A unidade prisional do Estado tem capacidade para abrigar 1.248 detidos e possui no momento 793 presos.
 

Solange Spigliatti

Para delitos leves, juiz sentencia doação de livros infantis

Categoria: Justiça

Sandro Villar
Especial para o JT

Uma pena alternativa inédita no País passou a ser adotada em Presidente Venceslau, no oeste paulista. Quem se envolver em delitos leves, como calúnia, desacato ou lesão corporal leve,  condenados a até dois anos de prisão, poderá optar pela doação de livros infantis para cerca de 4 mil alunos das 16 escolas municipais.

O autor da ideia é o juiz Silas Silva Santos, de 33 anos, titular da 1ª Vara Judicial do Fórum de Presidente Venceslau, que instituiu a pena alternativa a doações de cestas básicas, prestação de serviços comunitários ou multas. Até o momento, 14 acusados doaram 648 livros infantis à Secretaria Municipal de Educação.

Nenhum doou menos de dez livros.  Um doou 18 e gastou R$ 117, outro comprou 48 por R$ 409, uma das maiores doações. Na maior delas, um acusado gastou mais de R$ 1 mil. O volume da compra leva em conta o poder aquisitivo e o delito cometido. Além das exigências, a medida beneficia réus primários com bons antecedentes.

“Não há condenação, não há confissão de culpa quando o sujeito adere a essa transação. Há um ajuste entre o autor da infração e o Ministério Público justamente para evitar o processo e uma eventual pena criminal mais grave ” , explica o juiz, lembrando que os envolvidos têm interesse em aderir ao programa porque ficam sem antecedentes criminais.

“Eu entrego uma lista de livros e ele (acusado ) próprio entrega na Secretaria . Eu chamaria de cesta de livros. O objetivo é formar bibliotecas municipais ” , diz o juiz. Quem adere ao programa compra coleções de livros de vários autores na única livraria da cidade.

 

Agente levou 11 celulares a presídio

Categoria: Polícia

Josmar Jozino

O agente de escolta e vigilância penitenciária M.M.F., de 31 anos, sempre teve a ficha limpa. Era um funcionário exemplar e bem conceituado entre a diretoria da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior. Por isso podia entrar no presídio sem ser revistado. No fim da noite de 23 de setembro de 2007, ele frustrou os colegas de trabalho e pôs fim à carreira. Foi flagrado com nove telefones celulares destinados aos presos do PCC.

Foi assim, graças à corrupção de funcionários, que muitos detentos tiveram acesso ao celular e fizeram de suas celas o escritório do crime na P-2 de Venceslau. Um deles, Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, confessou ter usado o aparelho para ordenar atentados e controlar, de dentro da prisão, o tráfico de drogas, conforme divulgou o Jornal da Tarde na edição desta quinta-feira, 1.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que nenhuma de suas unidades prisionais é escritório do crime e que a tolerância é zero em relação à entrada de objetos ilícitos nos presídios. Segundo a SAP, 194 visitantes foram flagrados em 2010 tentando entrar com celular nas prisões. O número de funcionários envolvidos não foi informado.

F. disse à Justiça ter sido aliciado por um traficante, colega seu nos tempos das “peladas” em Dracena. O agente penitenciário ganhava R$ 3 mil por mês. É casado, pai de quatro filhos e morava de aluguel. Seu único bem era um Corcel II, cinza, ano 1983. Sonhava melhorar de vida.

Em julho de 2007, o agente reencontrou o traficante numa agência bancária de Dracena. Na conversa, F. contou que trabalhava na P-2 de Venceslau. O colega perguntou se ele gostaria de ganhar um dinheirinho e fez a proposta: levar dois telefones celulares ao presídio. Por aparelho, ele receberia R$ 2 mil.

A oferta foi uma tentação para F. Ele aceitou e recebeu os R$ 4 mil adiantados. O agente não soube dizer o dia exato, mas contou que entre 20 e 25 de agosto de 2007 entrou na P-2 com os dois aparelhos escondidos na cueca. Era uma ronda na madrugada, no pátio externo, intramuros. O funcionário não foi revistado.

A ronda foi realizada por cinco pessoas. F. se distanciou do grupo, passou por trás da cela 220 e arremessou os aparelhos pela janela sem vidro do xadrez. Para o traficante, o “trabalho” executado pelo agente foi uma moleza. Depois negociaram a entrega de mais nove aparelhos. O agente recebeu R$ 18 mil pelo serviço.

Às 23h30 de 27 de setembro, F. chegava à P-2 de Venceslau em seu Corcel II 83. Mas PMs já o esperavam. Os nove aparelhos foram encontrados no carro dele. F. confessou ter introduzido 11 celulares na unidade.

Além dos R$ 22 mil recebidos, foram apreendidos com ele outros R$ 20 mil. F. foi condenado a 4 anos, 9 meses e 16 dias de prisão por corrupção passiva e formação de quadrilha.