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Quinta-feira, 17 de Abril de 2014
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Policial é executado em Ferraz de Vasconcelos

Categoria: Polícia

O cabo Joaquim Cabral de Carvalho, pertencente ao 32º Batalhão de São Paulo, morreu na manhã deste sábado, em Ferraz de Vasconcelos, São Paulo.

Por volta das 6 horas da manhã, o cabo, que estava em frente a garagem de ônibus da empresa em que trabalhava como segurança, foi atingido por vários tiros. A maioria dos tiros foram na cabeça da vítima. Testemunhas afirmam que os criminosos não se preocuparam em esconder a ação das pessoas que caminham pelo local.

De acordo com a Polícia Civil da região, um carro passou algumas vezes pelo local, até que três pessoas desceram e atingiram o policial militar. Até às 10 horas deste sábado, a perícia ainda não tinha sido concluída e, por enquanto, ninguém foi preso.

Jéssica Freitas

Estrangeiros lideram furtos em aeroporto

Categoria: Geral

ARTUR RODRIGUES

A cena é sempre a mesma. Distraído, o passageiro faz uma parada para comer ou sacar dinheiro no aeroporto. Quando olha para a bagagem, ela desapareceu. Sorrateiros, os criminosos só são vistos pelas vítimas mais tarde, nos vídeos do circuito de segurança. Nos aeroportos de Cumbica, Congonhas e Viracopos, os furtos subiram 35% nos primeiros quatro meses deste ano. A Polícia Civil afirma que quadrilhas de estrangeiros são responsáveis pelo aumento.

Dos 27 presos neste ano no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, 15 eram estrangeiros, a maioria latino-americana e reincidente. Gente como o colombiano Gerardo Paja Reyes, de 41 anos, deficiente físico preso em março pela Polícia Civil.

As câmeras flagraram Reyes e o comparsa furtando cosméticos de grife em uma loja e escondendo os produtos na roupa. Reyes responde a pelo menos mais dois processos por furto.

Além da grande quantidade de pessoas portando objetos de valor, a polícia afirma que os ladrões vêm para o Brasil fugindo de leis mais duras em seus países. “Eu prendo furtando no aeroporto e sou obrigado a aplicar fiança. Muitos dizem: ‘Venho para cá porque faço 30 furtos, sou preso e vou embora. Na minha terra, ficaria preso’”, afirma o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, divisionário do departamento responsável pelos portos e aeroportos (Dird).

Tática – Os criminosos geralmente agem em dupla, nos horários de pico: das 5h às 10h e das 18h às 23h. Para se passar por passageiros, eles usam roupas caras, malas ou mochilas e andam muitas vezes com o passaporte na mão.

Levantamento feito pela Polícia Civil mostra que áreas próximas dos caixas eletrônicos, praças de alimentação e máquinas de autoatendimento de check-in são os lugares prediletos dos bandidos. Mas alguns vêm de avião e já começam a atacar no free shop.

Nos vídeos que flagram os furtos, os ladrões parecem ser invisíveis para as vítimas, que descuidam da bagagem. Eles ficam por vários minutos do lado das malas. Algumas vezes, movem as bagagens lentamente com o pé, até a hora de dar o bote. Enquanto um comparsa faz algo para desviar a atenção da vítima, o outro pega a mala e se afasta calmamente.

Estatística – Neste ano, já são 767 furtos nos aeroportos, ante 566 no mesmo período de 2011. Maior aeroporto do País, o de Guarulhos concentra mais casos: 513 neste ano, 38% a mais que em 2011. Congonhas, na zona sul da capital, teve 114 furtos (15,1% de aumento) e Viracopos, em Campinas, 140 (44,3%).

Os aumentos vão na contramão das estatísticas gerais de furtos no Estado, que caíram 0,25% nos últimos quatro meses (176.764 casos). Para a polícia, a diferença entre os índices de furtos em geral e os de furtos em aeroportos indica a ação de quadrilhas organizadas. Um dos indícios que levam a essa linha de raciocínio, segundo policiais, é que muitos dos presos têm os mesmos advogados.

O delegado Raul Machado Tiltscher, titular da Delegacia do Aeroporto de Cumbica, afirma que pelo menos duas operações são feitas ao dia na tentativa de pegar os gatunos. Sem falar nas horas decupando imagens das câmeras para identificar o ladrão. “Eles sabem se misturar à multidão. Por isso, é um trabalho de garimpagem”, define.

Contatada sobre o problema de segurança, a Infraero informou que não é obrigada a realizar “segurança pessoal de passageiros e no interior de estabelecimentos comerciais”. A função, de acordo com o órgão, é das polícias.

Bairro líder de roubo de carro não muda após um ano

Categoria: Polícia, Segurança Pública

GIO MENDES

Quem mora ou precisa trafegar de carro pelas ruas dos bairros do Jabaquara, na zona sul de São Paulo, e da Lapa, na zona oeste, tem grande chance de se tornar uma vítima de ladrões. Já faz um ano que as duas regiões estão entre as líderes no ranking dos locais onde ocorrem, respectivamente, mais roubos e furtos de veículos.

Nos primeiros três meses deste ano, o Jabaquara registrou 393 roubos de carros (sendo a região com mais crimes desse tipo na capital), um aumento de 83,64% em comparação com o mesmo período de 2011, quando houve 214 casos (a segunda no mesmo ranking naquela época).

A Lapa teve aumento de 2,20% no número de furtos de veículos de um trimestre para o outro, passando de 410 casos para 419. Tanto nos três primeiros meses deste ano quanto de 2011, a região foi a que teve mais desses crimes.
Em toda a cidade, 22.404 veículos foram parar nas mãos de criminosos de janeiro a março deste ano, média de 246 roubos e furtos por dia. É um crescimento de 13,82% nesses tipos de crimes em relação aos primeiros três meses do ano passado, quando 218 veículos eram roubos ou furtados diariamente no município. O comandante-geral da PM, Roberval Ferreira França, que assumiu o cargo em abril, já afirmou que o combate ao roubo e furto de veículos será prioridade para que os índices sejam reduzidos.

Especialista em segurança pública e professor de Direito Penal da Universidade de São Paulo (USP), David Teixeira de Azevedo acredita que faltou planejamento ao longo de um ano para evitar que os mesmos bairros fossem alvo da ação de ladrões de carros. “O melhor modo de coibir o crime ainda é o policiamento preventivo.” Para o especialista, parte dos veículos roubados e furtados vai parar em desmanches ou é vendida para outros Estados. Recentemente, a Polícia Civil descobriu que carros roubados eram negociados pela internet.

O comerciante Roberto Silva, de 48 anos, disse que falta policiamento na Rua das Grumixamas, uma das vias do Jabaquara que são alvo dos ladrões de veículos. “Nunca fui assaltado em 18 anos, mas moradores de prédios vizinhos já tiveram os carros levados por ladrões armados. Quando tem policiamento, fica tranquilo. Mas depois que a polícia para a ronda, os bandidos voltam”, afirmou Silva.

O capitão Marcelo David Vieira, comandante da 1.ª Companhia do 3.º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento do Jabaquara, reconhece a dificuldade em manter patrulhamento constante em determinadas ruas. “Nós tentamos fazer uma prevenção ali (na Rua das Grumixamas), mas nem sempre podemos manter a viatura o dia inteiro num mesmo local, pois os policiais precisam patrulhar outras vias”, disse Vieira. Segundo ele, desde o começo deste ano foi intensificado o patrulhamento com moto.

A mesma dificuldade foi apontada pelo tenente Gabriel Rodrigues Benites Alves, do 4.º Batalhão, responsável pelo policiamento da Lapa. Segundo ele, a corporação faz um mapeamento das ruas com mais furtos e distribui as equipes em horários estratégicos. “Mas quando se combate o crime em uma rua, os ladrões vão para a de trás”, afirmou Alves.
Os bairros de Pinheiros e Perdizes também aparecem no ranking dos locais com mais furtos de carros. O capitão Eliel Pedro Tomazi, do 23.º Batalhão, responsável pelas duas áreas, disse que os ladrões migram de uma rua para outra conforme a atuação da PM. “Se a viatura passa por uma rua em determinado horário, os criminosos vão para outra ou furtam no período que a via fica sem ronda. O furto é um crime de difícil combate, pois acontece de forma rápida”, afirmou. Procurados pela reportagem, os batalhões responsáveis pelos bairros Jardim Miriam, zona sul, e São Mateus, zona leste, não se manifestaram.

Colaborou Camilla Haddad

Polícia prende 288 tijolos de maconha em SP

Categoria: Polícia

Após uma denúncia anônima, três homens foram presos em flagrante na madrugada deste sábado com 280 quilos de maconha na zona sul de São Paulo.

Por volta das 21 horas da última sexta, agentes do 11º Distrito Policial de Santo Amaro foram até uma residência na Rua Embaixatriz Dora de Vasconcelos, na Vila Joaniza, zona sul. Lá, os policiais mantiveram-se escondidos até que um caminhão entrou na garagem da casa, informa a Polícia Civil. Após 20 minutos, o veículo de carga saiu da residência.

Os policiais seguiram o caminhão e fizeram uma abordagem na Avenida Miguel Yunes, detalhou a Secretaria de Segurança Pública. Indagado, o condutor do caminhão, Alcindo Barbosa, de 47 anos, confessou que descarregou entorpecentes na residência e que havia drogas escondidas no fundo falso do reboque do veículo.

Desta forma, 288 tijolos de maconha foram apreendidos e os agentes policiais retornaram à residência onde encontraram mais dois homens: Edilson Oliveira Anacleto, 37 anos, e Denilton Aparecido Silva de Castro,28 anos, além de outros tijolos de maconha e R$ 1.100 em dinheiro, conforme informações da Polícia Civil.

Todo material foi apreendido e, segundo a Secretaria, encaminhado para perícia e registrado no 11º Distrito Policial.

Gheisa Lessa

PM dava cobertura durante arrastões

Categoria: Polícia

CAIO DO VALLE

A Polícia Civil prendeu neste domingo, 8,  14 pessoas, incluindo um policial militar, suspeitas de pertencer a uma quadrilha que fazia arrastões a prédios residenciais da capital. O bando planejava invadir um edifício de alto padrão na Rua Pedro Pomponazzi, na Chácara Klabin, zona sul. Rogério Martins Ferreira, de 33 anos, soldado da 2.ª Companhia do 45.º Batalhão (Mooca), foi preso sob suspeita de dar apoio ao grupo. Outro agente pode ter ajudado o bando.

Ferreira é o segundo policial preso por envolvimento em crime do tipo em menos de uma semana na cidade. Na quinta-feira, um soldado foi detido por ajudar uma quadrilha que roubava casas nos Jardins e Morumbi, na zona sul.

Foram apreendidos dez carros com placas clonadas de veículos de moradores do edifício. O objetivo seria evitar que suspeitas recaíssem sobre porteiros. A tática não funcionou – um deles está sendo investigado por suspeita de ter revelado ao bando os apartamentos que ficariam vazios na Páscoa.

Uma falsa viatura da Polícia Civil foi apreendida. O delegado Nelson Silveira Guimarães, diretor do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), diz que o grupo pode ter participado de vários crimes. Um é o arrastão a um prédio no Paraíso, zona sul, na semana passada.

O grupo também estaria envolvido na morte de um PM durante o roubo de um caixa eletrônico em uma agência do HSBC em Santo André, no ABC, em 2011.

Espancamento, amordaçamento das vítimas e uso de algemas estão entre os métodos do bando. Um fuzil, duas metralhadoras, três coletes à prova de balas (um com o emblema da Polícia Civil), três pistolas, cinco pares de algemas, distintivos falsos e um macaco hidráulico foram apreendidos. “Tinham até um especialista em abrir fechaduras de chave tetra. Eles pretendiam ficar quatro horas no prédio”, diz Guimarães.

A ação que deteve o bando ocorreu na madrugada e envolveu 60 agentes, além do apoio da PM e de dois helicópteros da Polícia Civil.

A quadrilha foi presa em uma casa na Rua Cora, no Cambuci, região central, após três meses de investigações. Dois suspeitos tentaram fugir de carro, mas foram perseguidos e ficaram feridos em uma troca de tiros com a polícia em São Bernardo do Campo, no ABC – um deles teve de ser hospitalizado. A polícia não informou o estado de saúde dele.
Neste ano foram registrados oito arrastões na capital, além da tentativa frustrada deste domingo.